Fábricas de contenido: la subordinación del trabajo docente a la lógica de la financiarización y plataformización
DOI:
https://doi.org/10.14393/REPOD-v15n1a2026-79562Palabras clave:
Fábricas de contenido, Trabajo docente, Plataformización de la educación, Financiarización de la educación, TecnocentrismoResumen
Este artículo tiene como objetivo presentar elementos de una investigación en curso que investiga la reconfiguración del trabajo docente en Brasil a partir del fenómeno de las “fábricas de contenido”, entendidas aquí como empresas que producen material didáctico para Instituciones de Educación Superior privadas. Ante la creciente expansión del sector privado y de la modalidad de Educación a Distancia, impulsada por procesos de financiarización y plataformización de la educación, se vuelve crucial investigar cómo se producen los contenidos educativos. La hipótesis central es que las fábricas de contenido materializan un proyecto que, bajo el velo del tecnocentrismo, promueve la subsunción del conocimiento a la lógica de la acumulación capitalista. Por medio de procesos de fragmentación, estandarización e intensificación, el trabajo docente es reconfigurado y precarizado. Se presenta en este trabajo un análisis de la estructura de estas fábricas y sus implicaciones para el trabajo docente, tensionando el determinismo tecnológico y apuntando a la necesidad de resistencias.
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