Análise de organizações coletivas da agricultura familiar no Sudoeste de Goiás

Autores

  • Evandro César Clemente Universidade Federal de Goiás - Regional Jataí

DOI:

https://doi.org/10.14393/RCT132903

Resumo

As organizações coletivas constituem-se instituições de solidariedade relevantes para o fortalecimento da agricultura familiar frente ao mercado capitalista, em especial na atual fase neoliberal, diante de ações desarticuladoras e/ou enfraquecedoras das iniciativas próprias das associações e das cooperativas. Deste modo, o objetivo é analisar as organizações (associações e cooperativas) voltadas para os agricultores familiares da MRG do Sudoeste de Goiás, averiguando se estas têm contribuído para o fortalecimento da agricultura familiar em suas relações com o mercado. Estas organizações coletivas reproduzem-se induzidas pelo Estado e por empresas capitalistas e menos propriamente por iniciativas dos agricultores familiares. Assim, como o capital e o Estado dominam o território, estimulam a formação de organizações coletivas, ao mesmo tempo adotam estratégias, impondo-lhes dificuldades, limitações e bloqueios, de modo que as mesmas sejam passivas, contidas, com atuação limitada e direcionada. Sendo assim, no geral, os benefícios, gerados pelas sinergias advindas do coletivo, são drenados muito mais para os agentes hegemônicos do capital, do que para os agricultores familiares.

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Biografia do Autor

Evandro César Clemente, Universidade Federal de Goiás - Regional Jataí

Docente dos cursos de Graduação e Pós Graduação em Geografia da UFG - Regional Jataí

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Publicado

27-03-2019

Como Citar

CLEMENTE, E. C. Análise de organizações coletivas da agricultura familiar no Sudoeste de Goiás . Revista Campo-Território, Uberlândia, v. 13, n. 29 Abr., 2019. DOI: 10.14393/RCT132903. Disponível em: https://seer.ufu.br/index.php/campoterritorio/article/view/41275. Acesso em: 22 jul. 2024.

Edição

Seção

Artigos