Do Global ao Local: movimentos da ofensiva antigênero nos Planos de Educação do estado de Santa Catarina
DOI :
https://doi.org/10.14393/REPOD-v15n2a2025-83582Mots-clés :
Ofensiva antigênero, Políticas Educacionais, Planos de Educação, Gênero, Ciclo de políticasRésumé
Este artigo analisa como a ofensiva antigênero se materializa no Plano Estadual de Educação de Santa Catarina e nos Planos Municipais de Educação do estado. Ancorado na abordagem do Ciclo de Políticas, o estudo examina o contexto de produção dos textos políticos, tomando o Plano Nacional de Educação como referência para compreender o deslocamento das disputas para as escalas estadual e municipal. Os resultados indicam que a ofensiva opera por meio de diferentes estratégias: no plano estadual, pela adoção de linguagem genérica que produz evasão semântica; e, no nível municipal, pela intensificação de processos de silenciamento, exclusão e regulação do termo “gênero”. Argumenta-se que essas dinâmicas configuram um ciclo de exclusão e regulação, no qual o gênero não é eliminado, mas tem seus sentidos e possibilidades de emancipação controlados nas políticas educacionais.
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