Regularidades nas políticas de formação docente dos anos 1990 e atuais: o cuidado de si da Academia

Autores

DOI:

https://doi.org/10.14393/REPOD-v11n3a2022-65069

Palavras-chave:

Políticas Educacionais, Formação de Professores, Análise do Discurso Foucaultiana

Resumo

O presente trabalho envolve a busca por regularidades discursivas nas políticas da década de 1990 e atuais de formação de professores. Numa perspectiva foucaultiana, destacamos regularidades que envolvem a resistência da Academia frente à ingerência do Estado nos projetos de Cursos de Licenciaturas em ambos os períodos. Essas regularidades nos auxiliaram na composição de um cenário que não tem a pretensão de previsões futuras e sim salientar um possível conflito ético eminente que envolve o governo de si e o cuidado de si da Academia. Por regularidade, salientamos que a resistência na falta de um espaço de diálogo pode resultar na marginalização da Academia da sua função de formação de professores, o que poderia descaracterizar boa parte de sua identidade enquanto instituição.

Downloads

Não há dados estatísticos.

Métricas

Carregando Métricas ...

Referências

ALMEIDA, C. M. de C. et al. Professores da universidade e da escola básica: parceiros no ensino e na pesquisa. Pro-Posições, v. 1, n. 4 (31), p. 43-55, março, 2000. Disponível em: https://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/proposic/article/view/8644055. Acesso em: 20 fev. 2021.

ANPED et al. Entidades se posicionam contrárias à padronização e controle impostos pelo Programa de Residência Pedagógica! Não à BNCC! Nota de repúdio, 2018. Disponível em: http://www.anped.org.br/sites/default/files/images/manifesto_programa_residencia_pedagogica.pdf. Acesso em: 01 fev. 2021.

ARANHA, M. L. de A. História da educação e da pedagogia: geral e Brasil. 3º ed. São Paulo: Moderna, 2006.

BANCO MUNDIAL. Prioridades y estrategias para la educación: examen del Banco Mundial. Washington: Banco Mundial, 1996.

BAZZO, V. L. Os institutos superiores de educação ontem e hoje. Educar em Revista, Curitiba, n. 23, p. 267-283, 2004. Disponível em: https://www.scielo.br/scielo.php?pid=s0104-40602004000100016&script=sci_abstract&tlng=pt. Acesso em: 22 jan. 2021. DOI: https://doi.org/10.1590/0104-4060.342.

BERNARDI, L. M., UCZAK, L. H. e ROSSI, A. J. Relações do movimento empresarial na política educacional brasileira: a discussão da Base Nacional Comum. Currículo sem Fronteiras, v. 18, n. 1, p. 29-51, jan./abr. 2018. Disponível em: https://www.curriculosemfronteiras.org/vol18iss1articles/bernardi-uczak-rossi.html. Acesso em: 30 jan. 2021.

BID. La educación como catalizador del progreso: la contribución del Banco Interamericano de Desarrollo. Banco Interamericano de Desarrollo, 1998.

BOLLMANN, M. da G. N. Revendo o Plano Nacional de Educação: proposta da sociedade brasileira. Educação & Sociedade, Campinas, v. 31, n. 112, p. 657-676, set. 2010. Disponível em: https://www.scielo.br/scielo.php?pid=S0101-73302010000300002&script=sci_abstract&tlng=pt . Acesso em: 30 jan. 2021. DOI: https://doi.org/10.1590/S0101-73302010000300002.

BRASIL. Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional: Lei Federal nº 9.394 de 1996. Brasília: Casa Civil, Presidência da República, 1996.

BRASIL, Parâmetros Curriculares Nacionais: introdução aos parâmetros curriculares nacionais. Brasília: Secretaria de Educação Fundamental, Ministério da Educação, 1997.

BRASIL. Parecer CNE/CP nº 115/1999. Brasília: Conselho Nacional de Educação, Ministério da Educação, 1999a. Educação & Sociedade, v. 20, n. 68, 1999, p. 310-324. Disponível em: http://www.scielo.br/pdf/es/v20n68/a16v2068.pdf. Acesso em: 21 out. 2020.

BRASIL. Resolução CNE/CP nº 1/1999. Brasília: Conselho Nacional de Educação, Ministério da Educação, 1999b.

BRASIL. Decreto Federal nº 3.276/1999. Brasília: Casa Civil, Presidência da República, 1999c.

BRASIL. Decreto Federal nº 3.554/2000. Brasília: Casa Civil, Presidência da República, 2000.

BRASIL. Plano Nacional de Educação de 2001: Lei Federal nº 10.172 de 2001. Brasília: Casa Civil, Presidência da República, 2001.

BRASIL. Resolução CNE/CEB 01/2003. Brasília: Conselho Nacional de Educação, Ministério da Educação, 2003.

BRASIL. Decreto Federal nº 5.773/2006. Brasília: Casa Civil, Presidência da República, 2006a.

BRASIL Resolução CNE/CP nº 01/2006. Brasília: Conselho Nacional de Educação, Ministério da Educação, 2006b.

BRASIL Resolução CNE/CP nº 02/2015. Brasília: Conselho Nacional de Educação, Ministério da Educação, 2015.

BRASIL. Edital CAPES 06/2018. Brasília: Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior, 2018.

BRASIL Resolução CNE/CP nº 02/2019. Brasília: Conselho Nacional de Educação, Ministério da Educação, 2019a.

BRASIL Parecer CNE/CP nº 22/2019. Brasília: Conselho Nacional de Educação, Ministério da Educação, 2019b.

BRASIL. Edital CAPES 01/2020. Brasília: Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior, 2020.

CARVALHO, A. M. P. de. Memórias da Prática de Ensino. Revista da Faculdade de Educação da USP, São Paulo, v. 18, n. 2, jul/dez, p. 247-252, 1992. Disponível em: https://www.revistas.usp.br/rfe/article/view/33498. Acesso em: 15 jan. 2021. DOI: https://doi.org/10.1590/S0102-25551992000200009.

CASTRO, E. Vocabulário de Foucault. Belo Horizonte: Autêntica, 2009.

CONAE, Documento Referência. Brasília: Conferência Nacional de Educação, 2010. Disponível em: http://portal.mec.gov.br/arquivos/pdf/conae/documento_referencia.pdf. Acesso em: 12 jan. 2021.

FOUCAULT, M. O Sujeito e o Poder. In: DREYFUS, H. L. e RABINOW, P. Michel Foucault: uma Trajetória Filosófica. Rio de Janeiro: Forense Universitária, 1995.

FOUCAULT, M. A ordem do discurso. 3. ed. São Paulo: Loyola, 1996.

FOUCAULT, M. História da Sexualidade III: cuidado de si. 8. ed. Rio de Janeiro: Graal, 2005.

FOUCAULT, M. A hermenêutica do sujeito. 2. ed. São Paulo: Martins Fontes, 2006.

FOUCAULT, M. A arqueologia do saber. 8ª ed. Rio de Janeiro: Forense Universitária, 2013.

GATTI, B. A. e NUNES, M. M. R. (orgs.). Formação de professores para o ensino fundamental: estudos de currículos das licenciaturas em Pedagogia, Língua Portuguesa, Matemática e Ciências Biológicas. São Paulo: Fundação Carlos Chagas /DPE, 2009.

GHIRALDELLI jr., P. História da educação brasileira. 5. ed. São Paulo: Cortez, 2019.

GONÇALVES, T. O. e GONÇALVES, T. V. O. Reflexões sobre uma prática docente situada. In: GERALDI, C. M. G.; FIORENTINI, D. e PEREIRA, E. M. de A. (orgs.). Cartografias do trabalho docente: professor(a)-pesquisador(a). Campinas: Mercado das Letras, 1998, p. 105-134.

HAMMERNESS, K., AHTIAINEN, R. e SAHLBERG, P. Empowered educators in Finland. San Francisco: Jossey-Bass, 2017.

LIBÂNEO, J. C. e PIMENTA, S. G. Formação de profissionais da educação: visão crítica e perspectiva de mudança. Educação & Sociedade, Campinas, v. 20, n. 68, p. 239-277, dez. 1999. Disponível em: https://www.scielo.br/scielo.php?pid=S0101-73301999000300013&script=sci_abstract&tlng=pt. Acesso em: 18 jan. 2021. DOI: https://doi.org/10.1590/S0101-73301999000300013.

LOPES, A. C.; MACEDO, E. Teorias de currículo. São Paulo: Cortez, 2011.

NUNES, C. M. F. Saberes docentes e formação de professores: um breve panorama da pesquisa brasileira. Educação & Sociedade, Campinas, v. 22, n. 74, p. 27-42, abr. 2001. Disponível em: https://www.scielo.br/scielo.php?pid=S0101-73302001000100003&script=sci_abstract&tlng=pt. Acesso em: 18 jan. 2021. DOI: https://doi.org/10.1590/S0101-73302001000100003.

PEREIRA, J. E. D. Formação de professores: pesquisa, representações e poder. 2. ed. Belo Horizonte: Autêntica, 2006.

PEREIRA, J. E. D. Da racionalidade técnica à racionalidade crítica: formação docente e transformação social. Perspectivas e Diálogos, Naviraí, MS, v. 1, n. 1, p. 34-42, jan/jun de 2014. Disponível em: https://periodicos.ufms.br/index.php/persdia/article/view/15. Acesso em: 15 fev. 2021.

PIMENTA, S. G. e LIMA, M. S. L.. Estágio e Docência. 5ª Ed. São Paulo: Cortez, 2010.

PINHEIRO, C. M. e DAL RI, N. M. Democratização da educação na década de 1980: o fórum de educação na constituinte e a IV Conferência Brasileira de Educação (1986). In: XI Jornada do HISTEDBR, Anais…, Cascavel, PR, Unioeste, 2013.

REAL, G. C. M. A prática como componente curricular: o que isso significa na prática? Educação e Fronteiras On-Line, Dourados, MS, v. 2, n. 5, p. 48-62, mai./ago. 2012. Disponível em: https://ojs.ufgd.edu.br/index.php/educacao/article/view/2147/1226. Acesso em: 04 fev. 2021.

SAHLBERG, P. Finnish Lessons 2.0. 2. ed. New York: Teachers College, 2015.

SILVA, T. T. da. Documentos de identidade: uma introdução às teorias do currículo. Belo Horizonte: Autêntica, 1999.

SIVALLE, L. T. Fragmentos de construção da identidade docente: estudos dos memoriais de formação de alunas do PROESF. Dissertação (Mestrado em Educação) - Pontifícia Universidade Católica de Campinas. Campinas, p. 109, 2009. Disponível em: http://repositorio.sis.puc-campinas.edu.br/xmlui/handle/123456789/15346. Acesso em: 28 jun 2022.

TARLAU, R.; MOLLER, K. O Consenso por Filantropia: como uma fundação privada estabeleceu a BNCC no Brasil. Currículo sem Fronteiras, v.20, n.2, p.553-603, maio/ago. 2020. Disponível em: https://www.curriculosemfronteiras.org/vol20iss2articles/tarlau-moeller.pdf. Acesso em: 30 mar 2021. DOI: http://dx.doi.org/10.35786/1645-1384.v20.n2.11.

Downloads

Publicado

2022-07-13

Como Citar

Cunha, A. M., & Rodrigues, D. G. (2022). Regularidades nas políticas de formação docente dos anos 1990 e atuais: o cuidado de si da Academia. Revista Educação E Políticas Em Debate, 11(3), 1114–1132. https://doi.org/10.14393/REPOD-v11n3a2022-65069

Edição

Seção

DOSSIÊ - POLÍTICAS PÚBLICAS DE EDUCAÇÃO EM TEMPOS DE CRISE DO CAPITALISMO GLOBAL