Formação continuada de professores da infância: como podem as crianças contribuir?

Autores

DOI:

https://doi.org/10.14393/REPOD.issn.2238-8346.v7n3a2018-13

Palavras-chave:

Pesquisa narrativa, Protagonismo infantil, Formação continuada de professores

Resumo

Este trabalho relaciona protagonismo infantil e formação continuada docente na escola. A partir de dados produzidos em pesquisa narrativa realizada com 20 crianças de 08 a 10 anos de idade em duas escolas rurais do Piauí, afirmamos a capacidade que tem a criança de refletir sobre a escola e narrar suas experiências, fornecendo questões para o aprimoramento do ambiente educativo. Fundamentamo-nos em estudos de Sarmento (2003, 2011); Momo (2007); Hendrick (2005); Charlot (2002); etc. A pesquisa teve como objetivo investigar os sentidos que as crianças camponesas produzem sobre a escola e as práticas docentes e utilizou o grupo focal como técnica de produção de dados. Os resultados reafirmam o potencial que têm as crianças para participarem das decisões institucionais como atores sociais.

 

Downloads

Não há dados estatísticos.

Métricas

Carregando Métricas ...

Biografia do Autor

Keylla Rejane Almeida Melo, Universidade Federal do Piauí - UFPI - Piauí - Brasil

Doutoranda do Programa de Pós-Graduação em Educação da Universidade Federal de Uberlândia (UFU).
Mestre em Educação pela Universidade Federal do Piauí (UFPI). Professora da Universidade Federal do Piauí,
vinculada ao Centro de Ciências da Educação, Curso de Licenciatura em Educação do Campo.

Iara Vieira Guimarães, Universidade Federal de Uberlândia - UFU - Minas Gerais - Brasil

Doutora em Educação. Professora da Faculdade de Educação da Universidade Federal de Uberlândia (UFU) e
do Programa de Pós-Graduação em Educação (PPGED/UFU).

Referências

ARIÈS, P. História social da criança e da família. Rio de Janeiro: Zahar Editores, 1978.

CHARLOT, Bernard. Formação de professores: a pesquisa e a política educacional. In. PIMENTA, Selma Garrido; GHEDIN, Evandro (Orgs.). Professor reflexivo no Brasil:gênese e crítica de um conceito. São Paulo: Cortez,2002.

COSTA, Marisa Vorraber. Quem são, que querem, que fazer com eles? Eis que chegam às nossas escolas as crianças e jovens do século XXI. In. MOREIRA, Antônio Flávio et al (Orgs.). Currículo, cotidiano e tecnologias. Araraquara: Junqueira & Martins, 2006.

GATTI, Bernardete Angelina. Grupo focal na pesquisa em ciências sociais e humanas.Brasília: Liber Livro Editora, 2005.

HENDRICK, Harry. A criança como actor social em fontes históricas: problemas de identificação e interpretação. In. CHRISTENSEN, Pia; JAMES, Allison. Investigação com crianças: perspectivas e práticas. Porto: Ediliber Editora de Publicações, 2005.

LEITE, Maria Isabel. Repesando a escola – com a palavra, a criança da área rural. In. CRUZ, Silvia Helena Vieira (Org.). A crianças fala: a escuta de crianças em pesquisas. São Paulo: Cortez, 2008.

MOMO, Mariangela. Mídia e consumo na produção de uma infância pós-moderna que vai à escola. Tese (Doutorado em Educação) – Faculdade de Educação, Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Porto Alegre, 365 pág. 2007.

PASSEGGI, Maria; NASCIMENTO, Gilcilene; OLIVEIRA, Roberta de. As narrativas autobiográficas como fonte e método de pesquisa qualitativa em Educação. Revista Lusófona de Educação, n. 33, 2016, p. 111-125.

PIERRO, Gianine Maria de Souza. As crianças na escola, seus enredos e narrativas. Revista Brasileira de Pesquisa (Auto)Biográfica, Salvador, v. 02, n. 04, p. 205-219, jan./abr. 2017.

PIMENTA, Selma Garrido. Prefácio. In. PIMENTA, Selma Garrido (Org.). Saberes pedagógicos e atividade docente. 2. ed. São Paulo: Cortez, 2000a.

PIMENTA, Selma Garrido. Formação de professores: identidade e saberes da docência. In. PIMENTA, Selma Garrido (Org.). Saberes pedagógicos e atividade docente. 2. ed. São Paulo: Cortez, 2000b.

QVORTRUP, Jens. Infância e política. Cadernos de Pesquisa,v.40, n.141, set./dez. 2010. p.777-792.

SARMENTO, Manuel Jacinto. As culturas da infância nas encruzilhadas da 2ª modernidade. Braga: Instituto de Estudos da Criança, Universidade do Minho, 2003. (texto digitado).

SARMENTO, Manuel Jacinto. A reinvenção do ofício de criança e de aluno. Atos de Pesquisa em Educação,v. 6, n. 3, set./dez. 2011. p. 581-602.

VALADARES, Juarez Melgaço. O professor diante do espelho: reflexões sobre o conceito de professor reflexivo. In. PIMENTA, Selma Garrido; GHEDIN, Evandro (Orgs.). Professor reflexivo no Brasil: gênese e crítica de um conceito. São Paulo: Cortez, 2002.

Downloads

Publicado

2018-12-21

Como Citar

MELO, K. R. A.; GUIMARÃES, I. V. Formação continuada de professores da infância: como podem as crianças contribuir?. Revista Educação e Políticas em Debate, [S. l.], v. 7, n. 3, p. 527–537, 2018. DOI: 10.14393/REPOD.issn.2238-8346.v7n3a2018-13. Disponível em: https://seer.ufu.br/index.php/revistaeducaopoliticas/article/view/47533. Acesso em: 23 jul. 2024.

Edição

Seção

Dossiê: Formação inicial e continuada de profissionais da educação: vieses políticos necessários