MÉTODOS DE VULNERABILIDADE SOCIAL - SUBSÍDIOS À ADAPTAÇÃO ÀS MUDANÇAS CLIMÁTICAS EM MUNICÍPIOS COSTEIROS

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Débora Vieira Busman
Venerando Eustáquio Amaro
Pedro Walfir Martins e Souza-Filho

Resumo

Eventos relacionados às mudanças climáticas têm resultado em impactos negativos em muitas regiões do mundo. O Brasil está entre os dez países mais afetados e as regiões Norte e Nordeste do país estão entre as que sofrerão os piores impactos das alterações climáticas. Para estudar a vulnerabilidade social dos municípios costeiros de Macau e Guamaré/ RN (Nordeste do Brasil) e Salinópolis/PA (Norte do Brasil), sujeitos a diferentes dinâmicas ambientais e socioeconômicas, foram aplicados os métodos índice de Vulnerabilidade Social Municipal (IVSM), índice de Vulnerabilidade Social baseada no índice Firjan de Desenvolvimento Municipal (IVSF), índice de Vulnerabilidade Social (IVS) e índice de Vulnerabilidade Social Costeira (IVSC). Guamaré foi o município de maior vulnerabilidade social em três métodos e Salinópolis foi o mais vulnerável no quarto método (IVSF). No índice IVSM, os municípios apresentaram média vulnerabilidade social em 2010. No índice IVSF Salinópolis foi classiï¬cado como de moderada e Macau e Guamaré como de regular vulnerabilidade social em 2011. No índice IVSC, Macau e Guamaré foram classiï¬cados como de alta e Salinópolis como de média vulnerabilidade social. No índice IVS, Guamaré e Salinópolis foram classiï¬cados como de alta e Macau como de média vulnerabilidade social. Portanto, o incremento econômico resultante do setor industrial em Macau e Guamaré não está subsidiando melhorias sociais maiores que o setor de serviços em Salinópolis. O método simpliï¬cado IVSM apresentou alta correlação com o método mais complexo IVS. Portanto, sua replicação é recomendada para o reconhecimento urgente da vulnerabilidade social dos municípios brasileiros, cujos resultados podem subsidiar medidas de adaptação às mudanças climáticas.

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Como Citar
BUSMAN, D. V.; AMARO, V. E.; SOUZA-FILHO, P. W. M. e. MÉTODOS DE VULNERABILIDADE SOCIAL - SUBSÍDIOS À ADAPTAÇÃO ÀS MUDANÇAS CLIMÁTICAS EM MUNICÍPIOS COSTEIROS. Revista Brasileira de Cartografia, [S. l.], v. 69, n. 4, 2017. Disponível em: https://seer.ufu.br/index.php/revistabrasileiracartografia/article/view/44326. Acesso em: 20 maio. 2022.
Seção
Artigos
Biografia do Autor

Débora Vieira Busman, Museu Paraense Emílio Goeldi (MPEG)

Técnica em Geodésia e Cartografia pelo Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Pará (IFPA), graduada em Oceanografia pela Universidade Federal do Pará, mestre em Oceanografia Física, Química e Geológica pela Universidade Federal do Rio Grande/RS e doutora em Geodinâmica pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte. Já atuou em pesquisas nas áreas de oceanografia marinha, sedimentação pelítica e arenosa, morfodinâmica costeira e gestão integrada do meio ambiente natural e urbano. Tem como principal linha de pesquisa análise de vulnerabilidade sócio-ambiental e costeira com o uso de geotecnologias, como sensoriamento remoto e geoprocessamento em SIGs. Atualmente realiza Estágio Pós-Doutoral junto à Universidade Federal do Rio Grande do Norte como bolsista da Fundação Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior - CAPES, no âmbito do Programa Pesquisador Visitante Especial.

Venerando Eustáquio Amaro, Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN)

Bacharel em Geologia pela Universidade Federal de Mato Grosso (1986), Mestre em Geologia Econômica pela Universidade de Brasília (1989) e Doutor em Geociências (Recursos Minerais e Hidrogeologia) pela Universidade de São Paulo em cooperação com o Laboratoire de Dynamique de la Lithosphére da Université Claude-Bernard (UMR 5570) de Lyon, França (1998). Atualmente é Professor Titular do Departamento de Geologia da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (DG/UFRN), Responsável Técnico pelo Laboratório de Geoprocessamento (GEOPRO). Coordenador Geral da Rede Cooperativa Norte-Nordeste de Pesquisa no Monitoramento Ambiental de Áreas sob Influência da Indústria Petrolífera (Rede 05-PETROMAR, entre 2001 e 2015, financiada pelo CTPETRO-FINEP/PETROBRAS/CNPq). Membro permanente do Programa de Pós-Graduação em Geodinâmica e Geofísica (PPGG) e do Programa de Pós-Graduação em Ciência e Engenharia do Petróleo (PPCEP) ambos da UFRN. Membro permanente do Programa de Formação em Geologia, Geofísica e Informática do Setor Petróleo e Gás da Agência Nacional do Petróleo (PRH-22). Membro da American Geophysical Union (AGU). Membro da Sociedade Brasileira de Geologia (SBG). Participa de projetos de cooperação internacional. Atua como pesquisador em Geociências, com ênfase no Geoprocessamento (Sensoriamento Remoto, SIG, Processamento Digital de Imagens, Banco de Dados Espaciais, Geodésia de Precisão) e Monitoramento Ambiental de Áreas Costeiras.

Pedro Walfir Martins e Souza-Filho, Universidade Federal do Pará (UFPA)

Concluiu a graduação em geologia pela Universidade Federal do Pará - UFPA (1993) e a especialização em geologia e geofísica marinha pela Universidade Federal Fluminense (1993). Concluiu o mestrado (1995) e o doutorado (2000) pela UFPA na área de geologia marinha e sensoriamento remoto geológico, respectivamente. Atualmente, é professor associado do Instituto de Geociências da Universidade Federal do Pará, onde atua desde 2002 e Pesquisador Associado do Instituto Tecnológico VALE Desenvolvimento Sustentável desde julho de 2012. Seus principais interesses em pesquisa são: origem e evolução de ambientes costeiros, sensoriamento remoto dos ambientes costeiros e dinâmica espacial e temporal dos manguezais.