CONTRACARTOGRAFIAS INSURGENTES: AUDIOTOUR NO PARQUE DOS POVOS INDÍGENAS
DOI:
https://doi.org/10.14393/issn2358-3703.v13n2a2026-7Resumo
Este artigo apresenta, descreve e analisa, com base na metodologia da Pesquisa Baseada em Artes, o processo de criação de um audiotour, que propõe uma intervenção crítica na cartografia oficial de Palmas, Tocantins. O Parque dos Povos Indígenas foi selecionado como espaço de investigação por sua simbologia na narrativa da criação do estado e por constituir uma homenagem aos indígenas. A metodologia adotada articula práticas artísticas com ênfase na caminhada como ferramenta de percepção e observação do espaço urbano, com o objetivo de gerar deslocamentos sensíveis e cognitivos. O audiotour propõe um trajeto que instaura uma contracartografia no parque, produzindo mapas afetivos capazes de sensibilizar os ouvintes para novas formas de ocupação dos espaços urbanos. Buscamos estimular a reflexão sobre a presença e a resistência dos povos originários em seus territórios, contribuindo para a ressignificação do espaço público e da memória coletiva.
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