Movimentos socioterritoriais, mulheres e doação de alimentos no Brasil
as campanhas de solidariedade como resistência durante a pandemia da COVID-19
DOI:
https://doi.org/10.14393/RCT174709Abstract
Resumo
No Brasil, durante a pandemia de Covid-19, o aprofundamento da questão da insegurança alimentar grave e da violência contra a mulher tornaram-se uns dos principais impactos potencializados pela postura adotada pelo governo de Jair Messias Bolsonaro. Diante disso, diferentes sujeitos, organizados em movimentos socioterritoriais do campo e da cidade, realizaram ações de resistência para mitigação destes problemas, tendo a solidariedade como elemento nucleador. Este trabalho analisa as ações das mulheres camponesas nas campanhas de doação de alimentos a partir do debate paradigmático, por meio de levantamentos bibliográficos, sistematização de dados quantitativos e da realização de entrevistas. As mulheres ocupam a centralidade nas ações voltadas para as campanhas, caracterizadas pela diversidade de identidades dos sujeitos participantes, com doações de marmitas, cestas, produtos de higiene/limpeza, etc. Esta centralidade coloca-se tanto nas produções dos alimentos quanto na gestão, preparação, estrutura de funcionamento/articulação e no campo paradigmático de discussões. Tais ações estão alicerçadas no Paradigma da Questão Agrária, pois buscam superar os problemas estruturantes do capital e propor mudanças socioterritoriais para um novo modelo de sociedade, pautado na justiça social e na promoção da Reforma Agrária Popular.
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Copyright (c) 2022 Aline Albuquerque Jorge, Lara Dalperio Buscioli, Silmara Oliveira Moreira Bitencourt, Janaina Francisca de Souza Campos Vinha, Roberta Oliveira da Fonseca, Larissa Araújo Coutinho de Paula, Hellen Carolina Gomes Mesquita da Silva

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