Resumen
Há alguns anos, enquanto passeava pelo Quartier Latin e olhava as vitrines das livrarias, meu olhar foi atraído por uma capa: um desenho de traços expressivos retratava colinas cobertas de ervas selvagens, com uma bétula em primeiro plano, depois uma aldeia aninhada nas montanhas e o horizonte – uma curva irregular cortando o céu azul claro, sobre o qual li Eliksir. Tudo isso me pareceu conhecido, quase íntimo, e essa sensação foi confirmada quando percebi o nome da autora: Kapka Kassabova. Eu não a conhecia, mas tinha certeza – ela era búlgara. Por alguns instantes, deixei meu olhar vagar novamente pela capa do livro, depois entrei e o comprei. Esse foi meu primeiro contato com a literatura de Kapka Kassabova. Desde as primeiras páginas, mergulhei num mundo mágico onde natureza, animais e humanos coexistem como órgãos de um mesmo corpo, como elementos de um único organismo. Eliksir é uma cura poética, um sonho e uma revelação, uma jornada da qual saímos transformados e renovados, inspirados a buscar a verdadeira felicidade. Essa jornada me levou à publicação deste volume da revista Estado da arte e ao diálogo que se segue.
