As micronarrativas imagéticas de Letícia Bertagna: oximoros verbovisuais e formas de vida
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Palavras-chave

Letícia Bertagna
Wittgenstein maduro
formas de vida

Como Citar

EL-JAICK, Ana Paula. As micronarrativas imagéticas de Letícia Bertagna: oximoros verbovisuais e formas de vida. Revista Estado da Arte, Uberlândia, Brasil, v. 2, n. 1, p. 91–105, 2021. DOI: 10.14393/EdA-v2-n1-2021-59995. Disponível em: https://seer.ufu.br/index.php/revistaestadodaarte/article/view/59995. Acesso em: 4 ago. 2026.
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Resumo

A trajetória artística de Letícia Bertagna, uma das artistas indicadas da décima primeira edição do prestigiado Prêmio Pipa, é o disparador deste artigo. Aqui concentro-me na série de imagens digitais “Fundo do fora”, que vem sendo composta desde 2016 por Letícia. Dessa série, trago três imagens como gatilhos metonímicos para defender a hipótese de que Bertagna performa micronarrativas imagéticas, tendo como procedimento a operação de oximoros verbovisuais, sobretudo em aporias forjadas entre título e imagem. Lanço mão da perspectiva de linguagem do Wittgenstein maduro como pano de fundo teórico para a reflexão em que reconheço capacidades narrativa e poética nas obras de Bertagna a partir de variados recursos linguísticos. Além disso, vejo em seu gosto pelo cotidiano um movimento de deslocamento a revelar o estranho do comum. A estranheza comparece como oximoros verbovisuais em que a artista ficcionaliza vida e arte, diluindo seus limites e potencializando significâncias.

 

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