Docência na Educação infantil: um estudo do sentido pessoal para refletir sobre políticas públicas

Autores

  • Camila Turati Pessoa Universidade de Brasília (UnB)
  • Nilza Sanches Tessaro Leonardo Universidade Estadual de Maringá (UEM)

DOI:

https://doi.org/10.14393/REPOD.issn.2238-8346.v6n1a2017-04

Palavras-chave:

Sentido pessoal, Atividade docente, Educação Infantil

Resumo

Este artigo busca discutir o sentido pessoal da atividade docente do professor da Educação Infantil. Partimos do referencial de que a Educação deve permitir a apropriação dos conhecimentos historicamente acumulados e temos a Psicologia Histórico-Cultural como forma de compreensão da realidade. Assim, estudar o sentido pessoal construído pelo docente ao exercer sua atividade nos permite elaborar contribuições à Educação e às políticas públicas. Desta forma, entrevistamos e acompanhamos a rotina de trabalho de duas professoras da Educação Infantil para depreendermos nossas análises. Percebemos, dentre outros aspectos, que as condições de trabalho oferecidas às docentes interfere no modo como vivenciam e se apropriam de suas atividades, incidindo em como atuam em sala de aula. 

 

Downloads

Não há dados estatísticos.

Métricas

Carregando Métricas ...

Biografia do Autor

Camila Turati Pessoa, Universidade de Brasília (UnB)

Doutora em Psicologia pela Universidade de Brasília (UnB).

Nilza Sanches Tessaro Leonardo, Universidade Estadual de Maringá (UEM)

Doutora em Psicologia pela Pontifícia Universidade Católica de Campinas (PUC-Campinas). Professora do departamento de Psicologia, do Programa de Pós-graduação em Psicologia e do Programa de Pós-Graduação em Políticas Públicas - Mestrado Profissional da Universidade Estadual de Maringá (UEM).

Referências

ANDALÓ, C. S. A. Fala Professora! Repensando o aperfeiçoamento docente. Petrópolis, RJ: Vozes, 1995.

ASBAHR, F. S. F.Sentido pessoal, significado social e atividade de estudo: uma revisão teórica. Revista Quadrimestral da Associação Brasileira de Psicologia Escolar e Educacional, SP, 18, (2), pp. 265-272, 2014.

ASBAHR, F. S. F. Por que aprender isso professora? Sentido pessoal e atividade de estudo na Psicologia Histórico-Cultural. Tese de Doutorado. Instituto de Psicologia da Universidade de São Paulo, 2011.

ASBAHR, F. S. F.; NASCIMENTO, C. P. Criança não é manga, não amadurece: conceito de maturação na Teoria Histórico-Cultural. Psicologia: Ciência e Profissão.33 (2), pp. 414-427, 2013.

BASSO, I. S. Significado e Sentido do trabalho docente. Caderno CEDES. 19 (44), 1998.

BARBOSA, A. Salários docentes, financiamento e qualidade da Educação no Brasil. Educação & Realidade, Porto Alegre, v. 39, n. 2, p. 511-532, abr./jun, 2014.

DUARTE, N. A anatomia do homem é a chave da anatomia do macaco: A dialética em Vigotski e em Marx e a questão do saber objetivo na educação escolar. Educação e Sociedade, ano XXI, nº 71, 79-115, 2000.

EIDT, N. M. A categoria “atividade” na Psicologia Histórico-Cultural e a categoria trabalho na filosofia marxista: uma discussão introdutória. Monografia de Especialização em Teoria Histórico-Cultural. Universidade Estadual de Maringá, Maringá, PR, 2006.

FACCI, M. G. D. “Professora, é verdade que ler e escrever é uma coisa fácil?” – Reflexões em torno do processo ensino-aprendizagem na perspectiva Vigotskiana. In: MEIRA,M. E., & FACCI, M. G. (Orgs.). Psicologia Histórico-Cultural: contribuições para o encontro entre a subjetividade e a educação. São Paulo: Casa do Psicólogo, 2007.

KOSIK, K. Dialética do Concreto. (NEVES, C. & TORÍBIO, S., Trad.) Rio de Janeiro: Paz e Terra. (Obra original publicada em 1963), 1969.

KUHLMANN JR., M. Infância e Educação Infantil: uma abordagem histórica. Porto Alegre: Mediação, 1998.

LEONTIEV, A. N. O desenvolvimento do psiquismo. Lisboa: Horizonte Universitário. (Obra original publicada em 1975), 1978.

LEONTIEV, A. N. Actividad, Conciencia, Personalidad. Habana: Editorial Pueblo y Educación. (Obra original publicada em 1975), 1983.

MARTINS, L. M.; EIDT, N. M. Trabalho e atividade: categorias de análise na psicologia histórico-cultural do desenvolvimento. Psicologia em Estudo, 15(4), 675-683, 2010.

MENDONÇA, F. W. A organização da atividade de ensino pelo professor alfabetizador: a contribuição da teoria histórico-cultural. Curitiba: Editora CRV, 2018.

SAVIANI, D. Escola e Democracia. Campinas, SP: Autores Associados, 2008.

SILVA, S. M. Psicologia escolar e arte: uma proposta para a formação e atuação profissional. Campinas, SP: Editora Alínea, 2005.

SUZUKI, M. A.; LEONARDO, N. S. T. A medicalização da vida e dos processos escolares: uma prática social de controle. In N.S. T. LEONARDO, Z. F. R. G. LEAL; A. F. FRANCO. Educação Escolar e apropriação do conhecimento: questões contemporâneas. Maringá: Eduem, 2016.

TONET, I. Método Científico–uma abordagem ontológica. 1ª Ed. São Paulo: Instituto Lukács, 2013.

VARGAS, F. J.; SAZATORNIL, J. L. L.; CISTERNAS, C. F. Aprendizajes, inclusión y justicia social en entornos educativos multiculturales. REIDE: Revista Electrónica de Investigación Educativa. 19 (3), pp. 10-23, 2017.

VYGOTSKI, L. S.A transformação socialista do homem. (Trad. N. Doria). Marxists Internet Archieve. Disponível em: https://marxists.anu.edu.au/portugues/vygotsky/1930/mes/transformacao.htm, 1930.

VIGOTSKI, L. S. A construção do pensamento e da linguagem. (Trad. P. Bezerra). São Paulo: Martins Fontes. (Obra original publicada em 1934), 2001.

Downloads

Publicado

2019-01-23

Como Citar

PESSOA, C. T.; LEONARDO, N. S. T. Docência na Educação infantil: um estudo do sentido pessoal para refletir sobre políticas públicas. Revista Educação e Políticas em Debate, [S. l.], v. 6, n. 1, 2019. DOI: 10.14393/REPOD.issn.2238-8346.v6n1a2017-04. Disponível em: https://seer.ufu.br/index.php/revistaeducaopoliticas/article/view/46380. Acesso em: 22 jul. 2024.

Edição

Seção

Dossiê: Políticas educacionais para a educação infantil: dilemas atuais