Chonin de Cima: territorialidades rurais, memórias e re-existências culturais no Vale do Rio Doce
DOI:
https://doi.org/10.14393/RCT2180541Palabras clave:
território, memória, patrimônio cultural, ruralidade, afetosResumen
Este artigo analisa como território de afetos, memórias e re-existências influenciam a vida da comunidade rural de Chonin de Cima, no município de Governador Valadares (MG), no vale do rio Doce. A partir de uma abordagem etnográfica e do Inventário Participativo de Referências Culturais (IPHAN), o estudo registra como laços de vizinhança, a religiosidade e os saberes tradicionais configuram uma territorialidade própria, marcada pela solidariedade e pela permanência. O diálogo com a geografia humanista e com perspectivas decoloniais permite interpretar o território como espaço simbólico e político, onde o cotidiano revela formas silenciosas de resistência diante das transformações impostas pela modernização e pela urbanização. Em Chonin, o território é vivido no ritmo das memórias, não como passado distante, mas como presença que se reinventa na experiência coletiva.
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