A agroecologia e a multirreferencialidade do currículo

Autores

  • Angela Barthes Aix-Marseille Université, França https://orcid.org/0000-0002-7035-0909
  • Tatiane Cristina Fernandes Basconi Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de São Paulo (IFSP), Brasil https://orcid.org/0009-0009-4321-4870
  • Elena Elizabeth Lengthorn University of Worcester, Reino Unido
  • Véronique Chalando Aix-Marseille Université, França
  • Anne-Françoise Gibert École Normale Supérieure de Lyon, França
  • José Gilberto de Souza Universidade Estadual Paulista (UNESP - C. Rio Claro), Brasil https://orcid.org/0000-0002-5961-714X

DOI:

https://doi.org/10.14393/RCT195473255

Palavras-chave:

agroecologia, sustentabilidade, educação política, currículo, justiça social

Resumo

O ensino da agroecologia questiona suas referências e seu posicionamento entre ciência, prática e política. O conhecimento estruturante deve estar estabelecido nas epistemologias do conhecimento politicamente situado, ou seja, um conhecimento que  se processa com intencionalidade dos sujeitos sociais na transformação concreta do real . Neste sentido, é importante exigir a multirreferencialidade, a problematização e o reconhecimento das relações de poder e de injustiça. Propomos refletir sobre os objetivos da educação intencionalmente débil ou solida e explicá-los através de um modelo de educação política aplicado à agroecologia. A discussão centra-se nas possibilidades curriculares de uma educação transformadora que inclua, entre outras coisas, a complexidade das questões em jogo, a interdependência dos sistemas, a interdisciplinaridade e a justiça social.

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Biografia do Autor

Angela Barthes, Aix-Marseille Université, França

Geógrafa e professora universitária de educação na Universidade de Aix-Marseille-Sud, na França. Suas áreas de pesquisa e formação de professores são educação ambiental e desenvolvimento sustentável, clima, territórios e espaços rurais.

Tatiane Cristina Fernandes Basconi, Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de São Paulo (IFSP), Brasil

Doutoranda em Geografia, possui graduação em Geografia e Mestrado pela UNESP/Câmpus de Rio Claro. É Professora do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de São Paulo (IFSP), Câmpus Catanduva. 

Elena Elizabeth Lengthorn, University of Worcester, Reino Unido

Líder da disciplina de Geografia do PGCE. Líder do Grupo de Interesse Especial em Educação para Futuros Sustentáveis (ESF SIG) e pesquisadora sobre currículo e emergência climática na Escola de Educação - Universidade de Worcester.

Véronique Chalando, Aix-Marseille Université, França

Professora de Agronomia, Biologia e Ecologia na Universidade de Aix-Marseille-Sud, na França e especialista em agroecologia e educação climática.

Anne-Françoise Gibert, École Normale Supérieure de Lyon, França

Engenheira Agrônoma, atualmente é engenheira de pesquisa na Canopé e pesquisadora em educação para o desenvolvimento sustentável.

José Gilberto de Souza, Universidade Estadual Paulista (UNESP - C. Rio Claro), Brasil

Geógrafo - Professor dos Programas de Pós-Graduação em Geografia (UNESP - Rio Claro) e Desenvolvimento Territorial da América Latina e Caribe (UNESP-IPPRI - São Paulo), pesquisador nas temáticas de ensino de Geografia, Geografia Agrária, Geografia Econômica e teoria e método em Geografia.  

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Publicado

17-05-2024

Como Citar

BARTHES, A.; BASCONI, T. C. F.; LENGTHORN, E. E.; CHALANDO, V.; GIBERT, A.-F.; SOUZA, J. G. de. A agroecologia e a multirreferencialidade do currículo. Revista Campo-Território, Uberlândia, v. 19, n. 54, p. 175–195, 2024. DOI: 10.14393/RCT195473255. Disponível em: https://seer.ufu.br/index.php/campoterritorio/article/view/73255. Acesso em: 24 jul. 2024.

Edição

Seção

Artigos