O perfil socioeconômico da produção de fumo de corda no município de Perdões, MG

Autores

DOI:

https://doi.org/10.14393/RCT153702

Resumo

As possibilidades oriundas da modernização da agricultura brasileira provocam uma série de indagações a respeito da forma como o homem atua no espaço rural. O fumo de corda, produto típico do Brasil, teve sua manufatura desenvolvida pelos indígenas e pouco se alterou até o começo dos anos 80. O município de Perdões, MG, localizado na mesorregião do Oeste de Minas e na Bacia Hidrografia do Rio Grande, apresentou condições favoráveis para um fumo de boa qualidade e tem um ramo da planta representado no brasão da cidade, o que confirma a importância da atividade para o município. Por meio de questionários e referenciais teóricos, o seguinte trabalho discute algumas estratégias praticadas pelos produtores familiares com o intuído de resistir a hegemonia da agroindústria, investigando como elas afetam a estrutura tradicional da produção do fumo de corda. Apesar de ainda resistir a padronização industrial, o caráter transitório conduz à assimilação de novos pressupostos que não condizem com as noções de qualidade historicamente construídas e passadas entre as gerações dos produtores tradicionais.

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Biografia do Autor

Ivair Gomes, Universidade Federal de São João del-Rei

Professor do Departamento de Geociências da Universidade Federal de São João del-Rei

Arlon Cândido Ferreira, Universidade Federal Fluminense - UFF

Doutorando em Geografia pela Universidade Federal Fluminense

João Francisco de Oliveira Neto, Universidade Federal de São João del-Rei - UFSJ

Graduado em Geografia pela Universidade Federal de São João del-Rei

 

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Publicado

15-09-2020

Como Citar

GOMES, I.; CÂNDIDO FERREIRA, A.; FRANCISCO DE OLIVEIRA NETO, J. . O perfil socioeconômico da produção de fumo de corda no município de Perdões, MG. Revista Campo-Território, Uberlândia, v. 15, n. 37 Ago., p. 19–42, 2020. DOI: 10.14393/RCT153702. Disponível em: https://seer.ufu.br/index.php/campoterritorio/article/view/51632. Acesso em: 21 jul. 2024.

Edição

Seção

Artigos