Resistência e conflitos sociais na Amazônia paraense: a luta contra o empreendimento Hidrelétrico de Belo Monte

Autores

  • José Antonio Herrera Universidade Federal do Pará - UFPA. Campus Universitário de Altamira / Faculdade de Geografia.
  • Rodolfo Pragana Moreira Universidade Federal do Pará / Campus de Atamira - Faculdade de Geografia

DOI:

https://doi.org/10.14393/RCT81619861

Palavras-chave:

Amazônia, Território, Transformações sociais, Campo, Rio Xingu

Resumo

O território Transamazônica-Xingu sofre constantes transformações devido à chegada de novos sujeitos territoriais e empreendimentos que preconizam o lucro e o crescimento econômico, caracterizando, o movimento do capital no território. Essa situação tem gerado problemas no uso dos recursos naturais e mudanças nos modos de vida. Novas dinâmicas no território têm provocado transformações socioeconômicas, produtivas e ambientais que configuram espaços de conflitos, choques culturais e de interesses, com a sobreposição de grupos econômicos externos em relação aos hábitos, costumes e perspectivas dos sujeitos locais. O movimento do capital "normalmente ignora o espaço vivido das comunidades locais e busca refuncionalizá-lo em função da acumulação capitalista"1. Partindo desta premissa, tem no escopo do texto elementos e compreensão de fatos que explicitam as alterações nas dinâmicas e a resistência de grupos locais ao empreendimento hidrelétrico de Belo Monte. Para tanto, foram feitas entrevistas com lideranças dos movimentos sociais e lideres de comunidades impactadas, além do acompanhamento de ações dos movimentos que reivindicam a promoção e garantia dos valores democráticos. Na análise feita ao longo do texto, não há uma defesa do localismo, mas uma reflexão crítica acerca dos interesses que não ponderam as relações estabelecidas historicamente nos locais, gerando, consequentemente os conflitos sociais no território.

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Biografia do Autor

José Antonio Herrera, Universidade Federal do Pará - UFPA. Campus Universitário de Altamira / Faculdade de Geografia.

Professor/pesquisador da Universidade Federal do Pará - UFPA / Campus de Altamira, lotado na Faculdade de Geografia. Possui graduação em Licenciatura Plena Em Ciências Agrárias pela Universidade Federal do Pará (2001) e mestrado em Agriculturas Amazônicas pela Universidade Federal do Pará (2003). Doutorado em Desenvolvimento Econômico, Espaço e Meio Ambiente pelo Instituto de Economia da UNICAMP. Tem experiência na área de Economia, com ênfase em Desenvolvimento Econômico, atuando principalmente nos seguintes temas: Dinâmicas Agrárias; Economia Agrária e dos Recursos Naturais; Produção Agropecuária Familiar; Gestão dos Recursos Naturais.

Rodolfo Pragana Moreira, Universidade Federal do Pará / Campus de Atamira - Faculdade de Geografia

Graduando em Geografia pela Faculdade de Geografia/Campus Universitário de Altamira Universidade Federal do Pará. Bolsista de Extensão no projeto Sujeitos, conflitos e dinâmicas territoriais na Transamazônica - Xingu.

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Publicado

18-08-2013

Como Citar

HERRERA, J. A.; MOREIRA, R. P. Resistência e conflitos sociais na Amazônia paraense: a luta contra o empreendimento Hidrelétrico de Belo Monte . Revista Campo-Território, Uberlândia, v. 8, n. 16 Ago., p. 130–151, 2013. DOI: 10.14393/RCT81619861. Disponível em: https://seer.ufu.br/index.php/campoterritorio/article/view/19861. Acesso em: 17 jul. 2024.

Edição

Seção

Artigos