Abordagem Triangular e Cultura dos povos originários Guarani Kaiowá
PDF (Portugais)

Mots-clés

Abordagem Triangular
Arte-Educação
Transdisciplinar
Povos originários
Guarani Kaiowá

Comment citer

Abordagem Triangular e Cultura dos povos originários Guarani Kaiowá. (2026). Revista Estado Da Arte, 7(1), 251-274. https://doi.org/10.14393/EdA-v7-n1-2026-80983
Share |

Résumé

O objetivo deste artigo é apresentar o projeto de uma aula de Artes desenvolvido para a disciplina Projeto Interdisciplinar I, com foco na prática artística como forma de envolvimento com outros seres, reconhecendo modos de existência, saberes e relações presentes nas culturas dos povos Guarani Kaiowá, no uso da Abordagem Triangular de Ana Mae Barbosa como metodologia da proposta e na analise criticamente o processo didático empregado. A aula foi concebida com o intuito de integrar arte, docência e povos originários, buscou promover uma vivência estética e reflexiva que compreendesse a arte como linguagem, forma de conhecimento e modo de envolvimento com o mundo. O artigo propõe uma reflexão sobre o amadurecimento do processo formativo ao longo do curso, especialmente no que se refere à compreensão da Abordagem Triangular e à concepção da arte como potência para criação de conexões de temáticas com outros seres com temáticas transversais, capaz de produzir sentidos e relações no mundo contemporâneo.

PDF (Portugais)

Références

ARANTES, Alessandra Riposati et al. A prática como componente curricular: uma proposta do curso Física Licenciatura. Revista de Educação do Vale do Arinos – RELVA, v. 9, n. 2, p. 11–24, 2022.

BARBOSA, Ana Mae. A imagem no ensino da arte. São Paulo: Perspectiva, 2002.

BARBOSA, Ana Mae. A imagem no ensino da arte: anos oitenta e novos tempos. 8. ed. São Paulo: Perspectiva, 2010.

BARBOSA, Ana Mae. Abordagem triangular no ensino das artes e culturas visuais. São Paulo: Cortez, 2010.

BRASIL. Lei nº 11.645, de 10 de março de 2008. Altera a Lei nº 9.394/1996 para incluir no currículo oficial da rede de ensino a obrigatoriedade da temática “História e Cultura Afro-Brasileira e Indígena”. Diário Oficial da União, Brasília, 2008.

BRASIL. Base Nacional Comum Curricular. Brasília: Ministério da Educação, 2018.

HERNÁNDEZ, Fernando. Cultura visual, mudança educativa e projeto de trabalho. Porto Alegre: Artmed, 2007.

DE SÁ, Raquel Mello Salimeno. Visualidades étnicas: as culturas indígenas na sala de aula. Textos FCC, v. 39, p. 37-61, 2013.

IAVELBERG, Rosa. Para gostar de aprender arte: sala de aula e formação de professores. Porto Alegre: Artmed, 2015.

INSTITUTO DE ARTES – UFU. Artes Visuais: fichas dos componentes curriculares. Uberlândia: Universidade Federal de Uberlândia, 2016. Disponível em: https://iarte.ufu.br/conteudo/2016/02/artes-visuais-fichas-dos-componentes-curriculares. Acesso em: 10 jun. 2022.

INSTITUTO SOCIOAMBIENTAL. Guarani Kaiowá. In: Povos Indígenas no Brasil. Disponível em: https://pib.socioambiental.org/pt/Povo:Guarani_Kaiow%C3%A1. Acesso em: 23 out. 2025.

INSTITUTO SOCIOAMBIENTAL. Povos Indígenas no Brasil 2006–2010. São Paulo: ISA, 2010. Disponível em: https://acervo.socioambiental.org/sites/default/files/publications/Povos%20Indigenas%20no%20Brasil%202006_2010.pdf. Acesso em: 23 out. 2025.

MACHADO, Regina Stela. Sobre mapas e bússolas: apontamentos a respeito da Abordagem Triangular. In: BARBOSA, Ana Mae; CUNHA, Fernanda Pereira da (org.). Abordagem triangular no ensino das artes e culturas visuais. São Paulo: Cortez, 2010. p. 64–79.

SCATOLIN, Gabriel Fonseca. Componentes práticas na formação de professores de História do INHIS-UFU: PROINTER no contexto de reelaborações de sentido da docência e do ensino de História (2020–2023). 2024. Trabalho de Conclusão de Curso (Licenciatura em História) – Instituto de História, Universidade Federal de Uberlândia, Uberlândia, 2024.

SCHMITZ, Gabriela; TOLENTINO NETO, Luiz Caldeira Brant. A prática como componente curricular: panorama das publicações e contextos da produção científica. Revista Internacional de Educação Superior, Campinas, v. 8, p. e022010, 2021. DOI: 10.20396/riesup.v8i00.8664826. Disponível em: https://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/riesup/article/view/8664826. Acesso em: 10 out. 2022.

SALDANHA, Gilcacia Gündel. Grafismo na comunidade kaiowá de itay ka’aguyrusu. XIII ENCONTRO REGIONAL DE HISTÓRIA, p. 1-16, 2016.

SILVA, Andreia Pires da. Projeto integrado de prática educativa (PIPE) nas licenciaturas em ciências biológicas, física e química: desafios e possibilidades para a formação docente. 2008. 141 f. Dissertação (Mestrado em Ciências Humanas) – Universidade Federal de Uberlândia, Uberlândia, 2008.

TAVARES, Marilze. Um estudo das etnias Guarani Kaiowá e Guarani Ñandeva a partir de suas impressões sobre as línguas e de um recorte do léxico em uso. 2015. Tese (Doutorado em Estudos da Linguagem) – Programa de Pós-Graduação em Estudos da Linguagem, Universidade Estadual de Londrina, Londrina, 2015.

UNIVERSIDADE FEDERAL DE UBERLÂNDIA. Conselho Universitário. Resolução nº 32, de 24 de novembro de 2017. Dispõe sobre o Projeto Institucional de Formação e Desenvolvimento do Profissional da Educação. Uberlândia, 2017. Disponível em: . Acesso em: 26 ago. 2022.

UNIVERSIDADE FEDERAL DE UBERLÂNDIA. Conselho de Graduação. Resolução SEI nº 32/2018, de 14 de dezembro de 2018. Aprova o Projeto Pedagógico do Curso de Graduação em Física – Grau Licenciatura. Uberlândia: SEI/UFU, 2018. Disponível em: http://www.infis.ufu.br/system/files/conteudo/projeto_reformulacao_curricular_fisica_Licenciatura_compressed.pdf. Acesso em: 10 jun. 2022.

UNIVERSIDADE ESTADUAL DE CAMPINAS. Alvo de genocídio, povo Guarani Kaiowá pede socorro. Campinas, 29 jul. 2022. Disponível em: https://unicamp.br/unicamp/noticias/2022/07/29/alvo-de-genocidio-povo-guarani-kaiowa-pede-socorro/. Acesso em: 23 out. 2025.

VIDAL, Lux. Grafismo indígena: estudos de antropologia estética. São Paulo: Studio Nobel; FAPESP; EDUSP, 1992.