ESTIMATIVAS FUTURAS DE DESMATAMENTO E EMISSÕES DE CO² EQUIVALENTE NO OESTE BAIANO

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Yuri Botelho Salmona
Artur Orelli Paiva
Eraldo Aparecido Trondoli Matricardi

Resumo

A velocidade do avanço das fronteiras agrícolas no Cerrado, juntamente com a baixa inserção de critérios ambientais no planejamento territorial têm implicado, entre outros impactos, na perda da representatividade vegetacional e em emissões de CO² equivalente. Dentre as fronteiras agrícolas mais dinâmicas está o oeste da Bahia, onde foram desmatadas de 2002 a 2010 mais 1 milhão de hectares, o que corresponde a um incremento de 37,6% da área desmatada desta região. Cabendo questionar qual a tendência de desmatamento futura e as respectivas emissões. Para tanto, foi modelado um cenário de predição de mudança de uso e cobertura do solo (Land Use and Cover Change - LUCC) até o ano 2050, combinado com a estimativa de emissões de CO2 equivalente advindas dessas mudanças do uso do solo. Os resultados demostraram que a taxa de desmatamento tende a oscilar próximo à média observada, 122 mil hectares por ano (1%), afetando a representatividade dos tipos de vegetação, como as Florestas Estacionais Semideciduais Montana e Savanas Estépicas Arborizada com Floresta, que tendem a ter sua extensão resumida, respectivamente, a 9% e 19% da área que ocupavam em 2002.Já as emissões de CO2 foram estimadas em cerca de 29 milhões toneladas por ano, somando mais de 1.1 bilhões de TCO2e de 2010 a 2050. Essas estimativas evidenciam a importância de se implementar um cenário de governança capaz de se fortalecer alternativas a tendência de desmatamento e a mitigação de emissões.

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Como Citar
SALMONA, Y. B.; PAIVA, A. O.; MATRICARDI, E. A. T. ESTIMATIVAS FUTURAS DE DESMATAMENTO E EMISSÕES DE CO² EQUIVALENTE NO OESTE BAIANO. Revista Brasileira de Cartografia, [S. l.], v. 68, n. 7, 2017. Disponível em: https://seer.ufu.br/index.php/revistabrasileiracartografia/article/view/44367. Acesso em: 23 maio. 2022.
Seção
Artigos
Biografia do Autor

Yuri Botelho Salmona, Professor Substituto do Departamento de Geografia da Universidade de Brasília

Geógrafo, Msc. Ciencias Florestais, Especialista em Geoprocessamento.Professor do Departamento de Geografia da UnB, Pesquisador Colaborador do Centro Nacional de Pesquisa e Conservação do Cerrado e Caatinga - CECAT/ICMBio.

Artur Orelli Paiva, Departamento de Ecologia, Universidade de Brasilia

Engenheiro Florestal, MS em Ciências Florestais pela UnB

Eraldo Aparecido Trondoli Matricardi, Universidade de Brasilia

Engenheiro Florestal, MS em Geografia, DR. em Geografia pela Universidade de Michigan

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