MAPEAMENTO DA SUPERFÍCIE DE NEVE NA CORDILHEIRA DARWIN ATRAVÉS DE IMAGENS DE SATÉLITE ÓTICAS E SUA RELAÇÃO COM DADOS CLIMÁTICOS (2005-2016)

Conteúdo do artigo principal

César Alonso Rojas-Zamorano
Eder Leandro Bayer Maier
Jorge Arigony-Neto
Jean Marcel de Almeida Espinoza
Ricardo Jaña
Inti Gonzalez

Resumo

A caracterização da superfície de neve é indispensável para compreender a dinâmica da Criosfera na patagônia austral do Chile, e torna-se mais importante quando consideramos que esta é uma área de difícil acesso devido às condições geográficas e climáticas extremas. Através do processamento de imagens orbitais dos sensores TM e OLI/TIRS presentes nos satélites Landsat 5 e 8, respectivamente, e a sua posterior classificação através do algoritmo de Classificação Supervisionada de Máxima Verossimilhança (CSMV) e da aplicação de threshold sobre o índice de Neve por Diferença Normalizada (NDSI), foram obtidas imagens binárias com as classes 1 (neve) e 0 (não-neve). Essas imagens foram vetorizadas e, então, calculadas as áreas correspondentes à superfície de neve em quilômetros-quadrados (km2). Esses resultados foram analisados e relacionados com dados climáticos de reanálise para as variáveis meteorológicas de temperatura e precipitação, obtendo um padrão de comportamento climático para cordilheira Darwin na última década. Os resultados mostram uma importante diminuição da superfície de neve, próxima a 50%, entre junho de 2005 e junho de 2016. A variabilidade climática, devida a ocorrência do El Niño durante 2015 e 2016, e a diminuição da influência da Oscilação Antártica sobre a região afetou diretamente a superfície de neve no setor ocidental da cordilheira Darwin. Finalmente, a classificação por NDSI foi mais precisa na diferenciação entre neve e nuvens, enquanto que o em termos de quantidade de superfície de neve calculada tanto o NDSI quanto a CSMV mostraram resultados próximos.

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Como Citar
ROJAS-ZAMORANO, C. A.; BAYER MAIER, E. L.; ARIGONY-NETO, J.; DE ALMEIDA ESPINOZA, J. M.; JAÑA, R.; GONZALEZ, I. MAPEAMENTO DA SUPERFÍCIE DE NEVE NA CORDILHEIRA DARWIN ATRAVÉS DE IMAGENS DE SATÉLITE ÓTICAS E SUA RELAÇÃO COM DADOS CLIMÁTICOS (2005-2016). Revista Brasileira de Cartografia, [S. l.], v. 69, n. 4, 2017. Disponível em: https://seer.ufu.br/index.php/revistabrasileiracartografia/article/view/44332. Acesso em: 12 ago. 2022.
Seção
Artigos
Biografia do Autor

César Alonso Rojas-Zamorano, Universidad Federal do Rio Grande, FURG. Laboratorio de Monitoramento da Criosfera, LaCrio.

Mestre em Geografia pela Universidade Federal do Rio Grande, FURG. Geógrafo pela Pontificia Universidade Catolica de Valparaiso, PUCV, Chile. Laboratorio de Monitoramento da Criosfera, LaCrio. Geografía Física, glaciologia e sensoramiento remoto.

Eder Leandro Bayer Maier, Universidade Federal do Rio Grande, FURG

Possui graduação em Geografia pela Universidade Federal do Rio Grande (2006), mestrado em Geografia pela Universidade Federal do Rio Grande (2009) e doutorado em Geografia pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (2014). Atualmente é professor da Universidade Federal do Rio Grande. Realizei o estágio de doutorado sanduíche no exterior em Buenos Aires, na Armada Argentina. Tenho experiência na área da Geografia Física, com ênfase na Climatologia, atuando em investigações sobre a distribuição espacial e temporal da precipitação na América do Sul e suas relações com dados paleoclimáticos.

Jorge Arigony-Neto, Universidade Federal do Rio Grande, FURG

Professor no Instituto de Oceanografia da Universidade Federal do Rio Grande (FURG), obteve seu doutorado (summa cum laude, 2007) pelo Instituto de Geografia Física da Universidade de Freiburg (Albert-Ludwigs-Universität, Alemanha), sendo o primeiro brasileiro treinado em nível de doutorado na área de sensoriamento remoto da criosfera. Possui graduação em Geografia pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS, 1997) e mestrado em Sensoriamento Remoto (2001) pela mesma universidade. Além disso, Dr. Arigony possui experiência como Principal Investigador e Co-Investigador em projetos da Agência Espacial Européia (ESA), do Centro Aeroespacial Alemão (DLR) e da Agência Espacial Italiana (ASI), e na coordenação projetos de pesquisa e ensino do CNPq, CAPES e FAPERGS. Tem experiência na área de Geociências, com interesse principal nos seguintes temas: monitoramento da criosfera, sensoriamento remoto por radar, interação criosfera-oceanos, glaciologia, Antártica, Patagônia, mudanças climáticas e divulgação científica. Atualmente, Dr. Arigony-Neto coordena o Laboratório de Monitoramento da Criosfera da FURG, lidera o Grupo de Sensoriamento Remoto da Criosfera do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia (INCT) da Criosfera, e coordena o Centro Regional para a Península Antártica no projeto internacional Global Land Ice Measurements from Space (GLIMS). Foi premiado recentemente com o Google Research Award for Latin America 2016.

Jean Marcel de Almeida Espinoza, Instituto Federal do Rio Grande, IFRS

Possui Doutorado em Sensoriamento Remoto (UFRGS/2015), Mestrado em Sensoriamento Remoto (UFRGS/2006), graduação em Física (Bach./Lic - FURG/2004) e Física Médica (2006). Atua na área de Sensoriamento Remoto aplicado ao estudo glaciológico, processamento de imagens e sinais digitais e radiometria de reflectância.

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