Frantz Fanon
una fuente de inspiración para la construcción de una pedagogía intercultural y descolonial en Mozambique
DOI:
https://doi.org/10.14393/REP-2026-81416Palabras clave:
Pedagogía fanoniana, Educación descolonial, Conciencia crítica, InterculturalidadResumen
Este artículo reflexiona sobre las dimensiones de una pedagogía intercultural y descolonial en la obra de Fanon en Mozambique, reconociendo las huellas que dejaron las imposiciones coloniales en las memorias y subjetividades del pueblo mozambiqueño. La educación se ha visto atravesada por este proceso, habiéndose organizado históricamente para sustentar lógicas de explotación y dominación, lo que se manifiesta actualmente en los planes de estudios, en las prácticas pedagógicas y en las relaciones de poder. Así, este escrito se propuso analizar de qué manera las ideas de Fanon —especialmente la descolonización de la mente, la liberación del ser y la reconstrucción de la humanidad— pueden orientar prácticas pedagógicas que promuevan la conciencia crítica y el diálogo intercultural. La investigación es de naturaleza cualitativa, con un enfoque bibliográfico y reflexivo, basada en las obras de Fanon, en la literatura descolonial y en estudios sobre la educación en contextos africanos poscoloniales. Los resultados evidencian que las dimensiones de la pedagogía fanoniana fortalecen la capacidad de educadores y educandos para reconocer y cuestionar las estructuras coloniales que moldean identidades, lenguajes y relaciones sociales, fomentando la construcción de trayectorias educativas que prioricen la dignidad humana y la liberación colectiva. Se concluye que asumir esta conciencia crítica constituye un paso esencial para la consolidación de una educación mozambiqueña capaz de confrontar el pasado impuesto y proyectar un futuro de libertad.
Descargas
Referencias
CABAÇO, J. L. Moçambique: identidade, colonialismo e libertação. São Paulo: Unesp, 2009.
DUSSEL, E. Filosofia da libertação: crítica à ideologia da exclusão. São Paulo: Paulus, 2015.
ÉGLISE CATHOLIQUE PORTUGAL. Concordata e Acôrdo Missionário de 7 de maio de 1940. Lisboa: Secretariado da Propaganda Nacional, 1943.
FANON, F. O ano V da Revolução Argelina. França: François Maspero, 1959.
FANON, F. Os condenados da terra. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1961.
FANON, F. Pele negra, máscaras brancas. Paris: Éditions du Seuil, 1952.
FANON, F. Pele negra, máscaras brancas. Salvador: Edufba, 2008.
FREIRE, P. Educação como prática da liberdade. Rio de Janeiro: Paz & Terra, 1967.
FREIRE, P. Pedagogia do oprimido. 66. ed. São Paulo: Paz & Terra, 2019.
hooks, bell. Ensinando a transgredir: a educação como prática da liberdade. São Paulo: Martins Fontes, 2013.
HUO, A. Z.; SOUZA NETO, J. C. A construção da educação decolonial em Moçambique à luz das pedagogias da libertação de Paulo Freire e Amílcar Cabral. Espaço Pedagógico, Passo Fundo, v. 31, p. e16337, 2024a. DOI 10.5335/rep.v31.16337. Disponível em: https://ojs.upf.br/index.php/rep/article/view/16337. Acesso em: 17 abr. 2026.
HUO, A. Z.; SOUZA NETO, J. C. Discursos multiculturais na educação: uma análise das leis do Sistema Nacional de Educação em Moçambique. Revista da Faculdade de Educação, Cáceres, v. 40, p. e402407, 2024b. DOI 10.30681/faed.v40i.12645. Disponível em: https://periodicos.unemat.br/index.php/ppgedu/article/view/12645. Acesso em: 1° abr. 2026.
MACAGNO, L. Fragmentos de uma imaginação nacional. Revista Brasileira de Ciências Sociais, São Paulo, v. 24, n. 70, p. 17-35, 2009. DOI 10.1590/S0102-69092009000200002. Disponível em: https://www.scielo.br/j/rbcsoc/a/X8X68Zc6vm4G7STJgNnKYkR. Acesso em: 1° abr. 2026.
MACHEL, S. M. Fazer da escola uma base para o povo tomar o poder. Maputo: Imprensa Nacional, 1979.
MAZULA, B. Educação, cultura e ideologia em Moçambique: 1975–1985 (em busca de fundamentos filosofico-antropologicos). 1993. Tese (Doutorado) – Universidade de São Paulo, São Paulo, 1993.
MBEMBE, A. Necropolítica. São Paulo: N 1 Edições, 2016.
MIGNOLO, W. D.; WALSH, C. Sobre a decolonialidade: conceitos, análises, prática. Durham: Duke University Press, 2018.
MOÇAMBIQUE. Lei n.º 18/2018, de 28 de dezembro de 2018. Estabelece o regime jurídico do Sistema Nacional de Educação na República de Moçambique. Moçambique, 2018. Disponível em: https://estudo-ares.cplp.org/sites/default/files/Lei%20n%C2%BA%2018-2018%2C%2028%20Dezembro-%20Estabelece%20o%20regime%20Juridico%20do%20SNE%20%283%29.pdf. Acesso em: 13 abr. 2026.
MOÇAMBIQUE. Lei n.º 4/83, de 23 de março de 1983. Aprova a Lei do Sistema Nacional de Educação e define os princípios fundamentais na sua aplicação. Moçambique, 1983. Disponível em: https://www.iese.ac.mz/lib/PPI/IESE-PPI/pastas/governacao/educacao/legislativo_documentos_oficiais/leiSNE.pdf. Acesso em: 13 abr. 2026.
MOÇAMBIQUE. Lei n.º 6/92, de 6 de maio de 1992. Reajusta o quadro geral do Sistema Nacional de Educação (SNE) e adequa as disposições nele contidas. Moçambique, 1992. Disponível em: https://pt.slideshare.net/slideshow/lei-n-692-de-6-de-maro-snepdf/252225267. Acesso em: 13 abr. 2026.
NGUNGA, A.; BAVO, N. N. Práticas linguísticas em Moçambique: avaliação da vitalidade linguística em seis distritos. Maputo: UEM, 2011.
PORTUGAL. Decreto n.º 12.533, de 23 de outubro de 1926. Promulga o estatuto político, civil e criminal dos indígenas de Angola e Moçambique. Lisboa, 1926. Disponível em: https://diariodarepublica.pt/dr/detalhe/decreto/12533-1926-161554. Acesso em: 8 jan. 2026.
PORTUGAL. Decreto Lei n.º 39.666, de 20 de maio de 1954. Promulga o Estatuto dos Indígenas Portugueses das províncias da Guiné, Angola e Moçambique. Lisboa, 1954. Disponível em: https://diariodarepublica.pt/dr/detalhe/decreto-lei/39666-1954-635399. Acesso em: 8 jan. 2026.
THIONG'O, N. Decolonising the mind: the politics of language in African literature. Nairóbi: East African Educational Publishers, 2007.
Descargas
Publicado
Número
Sección
Licencia
Derechos de autor 2026 Anfibio Zacarias Huo, João Clemente Souza Neto

Esta obra está bajo una licencia internacional Creative Commons Atribución-NoComercial-SinDerivadas 4.0.
Los autores que publican en esta revista acuerdan mantener los derechos de autor y conceder a la revista el derecho de primera publicación, con el trabajo simultáneamente licenciado bajo la Licencia Creative Commons Atribución-NoComercial-SinDerivadas 4.0 Internacional.


