Circuitos curtos de comercialização e mecanismos de controle na agricultura orgânica
analisando o potencial de formação de cinturões verdes agroecológicos
DOI:
https://doi.org/10.14393/RCT164316Palavras-chave:
Agricultura familiar, Alimentos orgânicos, Organismos de Controle SocialResumo
Este artigo analisa o potencial dos Organismos de Controle Social (OCS) - mecanismo de regularização de alimentos orgânicos para venda direta sem certificação - na formação de cinturões verdes agroecológicos (CVA). Propõe-se o termo CVA para definir áreas no entorno de grandes e médios centros urbanos que apresentam concentração de estabelecimentos de produção orgânica, com potencial de promover benefícios socioambientais para os espaços de produção, agricultores, consumidores e população em geral. Para tanto, analisou-se os dados do Cadastro Nacional de Produtores Orgânicos entre os anos de 2014 e 2017. Os dados evidenciam um crescimento no número de estabelecimentos orgânicos regularizados no país. Com foco específico nos OCS, em 2017 percebeu-se um aumento no número de produtores e estabelecimentos regularizados e uma concentração de produtores espacialmente próximos de centros urbanos populosos. Conclui-se que os OCS, estando conectados à uma demanda diversificada que estimula a agrobiodiversidade, têm potencial de contribuir para a formação de CVA e, consequentemente, de aumentar o acesso aos alimentos orgânicos e agregar aos entornos urbanos benefícios socioambientais.
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Copyright (c) 2022 Oscar José Rover, Adevan da Silva Pugas, Marina Carrieri de Souza

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