Territorialização do dendê e violências silenciosas na Comunidade do Castanhalzinho, Concórdia do Pará - PA

Autores

DOI:

https://doi.org/10.14393/RCT2182019

Palavras-chave:

território camponês, violência lenta, agroindústria, soberania alimentar, Amazônia paraense

Resumo

O artigo analisa os impactos da territorialização da monocultura do dendê na comunidade do Castanhalzinho, em Concórdia do Pará, com foco nas formas de violência lenta que atingem o campesinato local. O objetivo é compreender como a expansão do agronegócio, impulsionada por políticas públicas e interesses corporativos, reconfigura o território e os modos de vida. A pesquisa adota abordagem qualitativa, combinando revisão bibliográfica, análise documental e trabalho de campo, com entrevistas e registros audiovisuais. Os resultados evidenciam que a expansão do dendê provoca degradação ambiental, contaminação por agrotóxicos, perda de autonomia territorial e transformações nas relações sociais e culturais da comunidade. Observa-se também a desestruturação das práticas produtivas tradicionais e a intensificação de conflitos territoriais. A partir do conceito de violência lenta, demonstra-se que esses impactos ocorrem de forma gradual e cumulativa, afetando especialmente populações vulneráveis. Conclui-se que a territorialização do dendê não representa apenas uma mudança econômica, mas reforça desigualdades históricas e práticas neocoloniais. Apesar disso, destaca-se a resistência camponesa, marcada pela organização comunitária e pela afirmação da identidade quilombola como estratégias de defesa do território e de construção de alternativas sustentáveis.

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Publicado

24.06.2026

Como Citar

LEÃO, João Victor Rocha; MACEDO, Cátia Oliveira. Territorialização do dendê e violências silenciosas na Comunidade do Castanhalzinho, Concórdia do Pará - PA. Revista Campo-Território, Uberlândia, v. 21, p. e2182019, 2026. DOI: 10.14393/RCT2182019. Disponível em: https://seer.ufu.br/index.php/campoterritorio/article/view/82019. Acesso em: 26 jun. 2026.

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