Relações entre a concentração de terras e a escravidão contemporânea no Brasil
algumas considerações sobre a produção de commodities e a escravização de trabalhadores no campo
DOI:
https://doi.org/10.14393/RCT195673598Palavras-chave:
concentração de terras, trabalho escravo contemporâneo, capital, agronegócio, relações de trabalhoResumo
O presente texto discute e apresenta as relações entre a concentração fundiária e o trabalho escravo contemporâneo no Brasil, trazendo para o debate algumas considerações sobre a produção de commodities e a escravização de trabalhadores no campo. Para tanto, como procedimento metodológico foram utilizados dados dos Censos Agropecuários (1985-2017) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE) para a análise da concentração de terras no país, e dados da Comissão Pastoral da Terra (CPT) e do Observatório da Erradicação do Trabalho Escravo e do Tráfico de Pessoas na identificação da ocorrência de escravidão contemporânea em território nacional. Também, foram usadas notícias de sites que publicam e veiculam informações sobre os resgates feitos pelas equipes de fiscalização do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). Como recorte espacial de análise, damos destaque aos seis estados brasileiros que mais submetem trabalhadores ao trabalho escravo contemporâneo, são eles: Pará, Mato Grosso, Minas Gerais, Goiás, Maranhão e Bahia. Como resultado da discussão, evidenciou-se como a perpetuação histórica do modelo desigual de uso e apropriação da terra reflete a produção capitalista do/no espaço e se articula às formas de exploração do trabalho que são executadas pelo capital no espaço agrário. Isso inclui a incidência de relações laborais semelhantes à escravidão, intimamente ligadas à forma predatória da produção de commodities pelo agronegócio.
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