Em busca do rio perdido

a (re)construção do território ribeirinho pós-barragem de Belo Monte

Autores

  • Denise da Silva Graça Universidade Federal do Pará (UFPA) https://orcid.org/0009-0002-1509-5033
  • Sônia Maria Simões Barbosa Magalhães Santos Universidade Federal do Pará (UFPA)

DOI:

https://doi.org/10.14393/RCT195471585

Palavras-chave:

comunidade tradicional, território, Rio Xingu, desastre ambiental

Resumo

Este trabalho buscou analisar a forma como se deu a construção de um território às margens do reservatório de Belo Monte, Altamira, Pará, após a construção da hidrelétrica homônima. Para isso foi realizado um estudo de caso na localidade Palhal, no qual se analisa a forma como foi conduzido o deslocamento compulsório, a nova configuração socioespacial, a recomposição das redes de relações sociais, evidenciando como se dá a reprodução social no novo território, o território ribeirinho. Foram realizadas entrevistas semiestruturadas e observação participante, em trabalho de campo realizado no período de 2018 a 2019.  Observou-se que todo o processo de construção do território foi marcado, por um lado, pela violência da expulsão do território tradicional, pelas transformações socioambientais, especialmente aquelas referentes à destruição da beira do rio e ao surgimento de um lago de comportamento desconhecido. E, por outro, pela busca incessante da recomposição das relações sociais preexistentes, de construção de conhecimento sobre o novo ambiente e de estratégias para com ele se relacionar. Conclui-se que os conhecimentos tradicionais, a rede de relações de parentesco e a resistência política são os fatores mais importantes para a construção do território.

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Biografia do Autor

Sônia Maria Simões Barbosa Magalhães Santos, Universidade Federal do Pará (UFPA)

Doutora em Antropologia e Sociologia. Professora do Instituto Amazônico de Agriculturas Familiares (INEAF) e dos Programas de Pós-Graduação em Agriculturas Amazônicas (PPGAA) e em Sociologia e Antropologia (PPGSA) da Universidade Federal do Pará  (UFPA). Vice-presidenta da Associação Brasileira de Antropologia (ABA).

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Publicado

29-05-2024

Como Citar

GRAÇA, D. da S.; SANTOS, S. M. S. B. M. Em busca do rio perdido: a (re)construção do território ribeirinho pós-barragem de Belo Monte. Revista Campo-Território, Uberlândia, v. 19, n. 54, p. 196–221, 2024. DOI: 10.14393/RCT195471585. Disponível em: https://seer.ufu.br/index.php/campoterritorio/article/view/71585. Acesso em: 25 jul. 2024.

Edição

Seção

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