Des-re-territorialização e resistência Xavante

o retorno à Terra Indígena Marãiwatsédé

Autores

  • Aumeri Carlos Bampi UNIVERSIDADE DO ESTADO DE MATO GROSSO
  • Mara Maria Dutra Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Mato Grosso
  • Carlos Alberto Franco da Silva UNIVERSIDADE FEDERAL FLUMINENSE
  • Jeferson Odair Diel UNIVERSIDADE DO ESTADO DE MATO GROSSO

DOI:

https://doi.org/10.14393/RCT122615

Resumo

Descreve-se o desapossamento e desterritorialização da comunidade indígena xavante por forças capitalistas e a história para reaver seu território. A Terra Indígena (TI) Marãiwatsédé está situada a nordeste do Estado de Mato Grosso, Brasil, na região do Baixo Araguaia, onde registros indicavam a presença dessa comunidade há mais de três séculos. Após 1960, empreendimentos latifundiários foram implantados e estabeleceram a monocultura de pastagens à pecuária extensiva. Com subsídios estatais, grupos econômicos realizaram a exploração florestal e a abertura de terras sobre o território xavante. Os nativos foram realocados forçosamente com apoio do regime militar. Com essa transferência, muitos vieram a óbito por doenças e depressão, causadas pelo desenraizamento violento. O modo de ocupação capitalista se sobrepôs à territorialidade indígena e a proteção jurídica pelo Estado brasileiro foi negligenciada. Em 2014, após longo processo jurídico, a comunidade xavante retornou ao seu espaço, mas o encontra em estado de alta degradação ambiental.

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Biografia do Autor

Aumeri Carlos Bampi, UNIVERSIDADE DO ESTADO DE MATO GROSSO

Doutor em Filosofia e Ciências da Educação pela Universidade de Santiago de Compostela. Possui pós-doutorado em Psicologia Social pela USP.

Mara Maria Dutra, Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Mato Grosso

Mestre em Ciência Ambientais pela Universidade do Estado de Mato Grosso (2015). Atualmente é professora efetiva do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Mato Grosso, Campus de Confresa. Desenvolve pesquisas sobre a região do Baixo Araguaia / MT - Brasil.

Endereço:

Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Mato Grosso

Carlos Alberto Franco da Silva, UNIVERSIDADE FEDERAL FLUMINENSE

Mestre e Doutor em Geografia pela Universidade Federal do Rio de Janeiro. Possui pós-doutorado pela Universidade de São Paulo. Atualmente é professor Associado IV da Universidade Federal Fluminense. Tem experiência na área de Geografia Regional, atuando principalmente nos seguintes temas: fronteira agrícola, corporação, rede política territorial, Amazônia, Cerrado, soja e cana.

Endereço:

Programa de pós-graduação em Geografia da Universidade Federal Fluminense. Av. Gal. Milton Tavares de Souza, s/nº - Campus da Praia Vermelha - Boa Viagem

Jeferson Odair Diel, UNIVERSIDADE DO ESTADO DE MATO GROSSO

Doutor em Ciências da Educação pela Universidade Nacional de Cuyo

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Publicado

08-06-2018

Como Citar

BAMPI, A. C.; DUTRA, M. M.; FRANCO DA SILVA, C. A.; DIEL, J. O. Des-re-territorialização e resistência Xavante: o retorno à Terra Indígena Marãiwatsédé. Revista Campo-Território, Uberlândia-MG, v. 12, n. 26 Abr., 2018. DOI: 10.14393/RCT122615. Disponível em: https://seer.ufu.br/index.php/campoterritorio/article/view/37728. Acesso em: 8 dez. 2022.

Edição

Seção

Artigos

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