A reconstrução do território a partir de assentamentos rurais: o caso do assentamento Ramada - RS

Autores

  • Fernanda Buth
  • Walquíria Krüger Corrêa PPGG-CFH/UFSC.

DOI:

https://doi.org/10.14393/RCT1211789

Palavras-chave:

Território, assentamentos, MST, espaço rural, modo de produção capitalista, políticas públicas

Resumo

A atual configuração territorial do campo brasileiro resulta da luta entre classes e tende a ser alterada em função das desigualdades sociais geradas pelo modo de produção capitalista. Neste contexto, objetiva-se analisar o papel dos assentamentos na reconstrução do território através da introdução de elementos novos no campo, responsáveis por uma reconfiguração do espaço rural. Para tanto, elegeu-se como objeto de estudo o Assentamento Ramada, localizado no Município de Júlio de Castilhos - RS. Constatou-se que o Movimento dos Trabalhadores Rurais sem Terra - MST - reterritorializa os sem-terra, desterritorializados pelo sistema capitalista e, estes, através dos assentamentos, criam novos territórios inserindo elementos novos no espaço rural. Embora não encerrem a problemática agrária, os assentamentos lançam as bases para a mudança da sociedade, alertando para a necessidade de se elaborar políticas públicas que contemplem prioritariamente a produção familiar.

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Publicado

30-08-2006

Como Citar

BUTH, F.; CORRÊA, W. K. A reconstrução do território a partir de assentamentos rurais: o caso do assentamento Ramada - RS . Revista Campo-Território, Uberlândia-MG, v. 1, n. 2 Ago., p. 152–172, 2006. DOI: 10.14393/RCT1211789. Disponível em: https://seer.ufu.br/index.php/campoterritorio/article/view/11789. Acesso em: 29 mar. 2023.

Edição

Seção

Artigos