IMPACTOS DA SECA SOBRE A CULTURA DO CAJU NO SEMIÁRIDO BRASILEIRO NO INTERSTÍCIO DE 2012 A 2017

Autores

DOI:

https://doi.org/10.14393/RCG238960656

Palavras-chave:

Sensoriamento remoto, Uso do solo, Índice de vegetação, SAVI, Agricultura familiar

Resumo

O artigo objetivou analisar impactos da seca plurianual 2012-2017 sobre a cultura do caju, no município de Severiano Melo, Rio Grande do Norte, a partir de sensoriamento remoto e da percepção ambiental dos agricultores. Para tanto, foram estudados os aspectos hidrológicos referentes à precipitação pluviométrica. Posteriormente, foram realizadas análises espaciais, mediante pesquisa de campo e emprego do Índice de Vegetação Ajustado ao Solo (SAVI), através de imagens dos satélites Landsat 7 e Landsat 8. Aplicou-se ainda um questionário semiestruturado a 19 agricultores. Constatou-se a ocorrência de mudanças de cobertura do solo, devido à redução do vigor da vegetação; e redução da disponibilidade hídrica superficial. A cultura do caju registrou perdas de área plantada, decorrentes do estresse hídrico; incidência de pragas; e doenças agrícolas. Infere-se que a mortalidade dos cajueiros pode ter contribuído para redução dos valores de SAVI e dificuldades de recuperação do vigor vegetal, após o término da estiagem. Logo, a produção da castanha foi severamente afetada em virtude da escassez de chuvas, afetando a renda dos agricultores. Em busca da reestruturação da cajucultura na região, o replantio dos pomares teve início em 2014, em meio às adversidades da escassez hídrica e à ausência de suporte especializado.

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Biografia do Autor

Manoel Mariano Neto da Silva, Universidade Federal de Alagoas

Bacharel em Ciência e Tecnologia e em Engenharia Ambiental e Sanitária pela Universidade Federal Rural do Semi-Árido (UFERSA), mestre em Planejamento e Dinâmicas Territoriais no Semiárido (PLANDITES) pela Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (UERN), doutorando em Engenharia Civil e Ambiental (PPGECA) e em Engenharia e Gestão de Recursos Naturais (PPGEGRN) pela Universidade Federal de Campina Grande (UFCG).

Higor Costa de Brito, Universidade Federal de Campina Grande

Bacharel em Engenharia Civil, mestre e doutorando em Engenharia Civil e Ambiental (PPGECA) pela Universidade Federal de Campina Grande (UFCG).

Carla Camila Gomes Freitas, Universidade Estadual do Ceará

Graduada em Geografia e mestranda em Planejamento e Dinâmicas Territoriais no Semiárido (PLANDITES) pela Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (UERN).

Janaína Barbosa da Silva, Universidade Federal de Campina Grande

Graduada, mestre e doutora em Geografia pela Universidade Federal do Pernambuco (UFPE). Professora adjunta da Universidade Federal de Campina Grande (UFCG). Docente do Programa de Pós-Graduação em Engenharia e Gestão de Recursos Naturais (PPGEGRN).

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Publicado

10-10-2022

Como Citar

DA SILVA, M. M. N.; DE BRITO, H. C.; FREITAS, C. C. G.; DE BRITO, Y. M. A.; DA SILVA, J. B. IMPACTOS DA SECA SOBRE A CULTURA DO CAJU NO SEMIÁRIDO BRASILEIRO NO INTERSTÍCIO DE 2012 A 2017. Caminhos de Geografia, Uberlândia, MG, v. 23, n. 89, p. 390–408, 2022. DOI: 10.14393/RCG238960656. Disponível em: https://seer.ufu.br/index.php/caminhosdegeografia/article/view/60656. Acesso em: 8 dez. 2022.

Edição

Seção

Artigos