AUTOTRANSPLANTAÇÃO DE OVÃ?RIO NO SUBCUTÂNEO E CONSUMO FOLICULAR EM GATAS DOMÉSTICAS (Felis catus)

Autores

  • Fernanda Mandim Crestana Mestranda - UFU
  • José Octávio Jacomini FAMEV - UFU
  • Marcelo Emílio Beletti ICBIM - UFU
  • Juliana Martins da Silva Mestranda - UFU
  • Cirilo Antonio de Paula Lima FAMEV - UFU
  • Sabrina Vaz dos Santos e Silva Mestranda - UFU

Palavras-chave:

Gatas domésticas, autotransplante ovariano, subcutâneo, consumo folicular

Resumo

Os ovários de fêmeas mamíferas contêm um grande número de folículos em vários estágios de desenvolvimento, porém, somente um pequeno número vai sofrer maturação e ovulação durante a vida reprodutiva, pois a maioria sofre atresia. Para aumentar a chance de sobrevivência desses folículos e diminuir o risco de extinção das espécies ameaçadas, o implante ovariano vem sendo estudado amplamente. O objetivo desse estudo foi estabelecer o consumo folicular dos ovários remanescente e do implantado no subcutâneo de gatas domésticas, após 120 dias, pela quantificação e classificação morfométrica dos mesmos e em relação à preservação da organização tecidual. Foram utilizadas treze gatas (Felis catus), sem raça definida, distribuídas em dois grupos: G1 (Animais 1 a 7, com amostras de ovários esquerdos para controles e implantes e ovários direitos remanescentes) e G2 (Animais 8 a 13, com amostras de ovário direito para controle e implante e ovário esquerdo remanescente). Após ovariectomia unilateral, o ovário foi seccionado transversalmente em três segmentos proporcionais. Os dois terços cranial e caudal foram transplantados no subcutâneo, e o terço médio foi para análise histológica de rotina como controle. Decorridos 4 meses, retirou-se os implantes e o ovário remanescente, para serem observados em microscopia de luz. Os implantes foram localizados em 38,4% das gatas e a histologia mostrou grande número de folículos primordiais (59,75%), folículos primários (40,25%) e fibroplasia do tecido conjuntivo interfolicular. O número médio de folículos primários foi maior no ovário implantado (36,10/mm²) em relação ao ovário controle (12,11/mm²) e ao ovário remanescente (16,27/ mm²). O ovário remanescente mostrou aspecto macroscópico normal e folículos em todos os estágios de desenvolvimento, com o número médio de terciários (1,12/mm²) maior que no ovário controle (0,96/mm²). Conclui-se que o autotransplante ovariano no subcutâneo pode ser um método promissor para garantir a preservação folicular, mas em gatas deve-se estudar melhor o local e o tamanho dos fragmentos. Seria útil um tempo de estudo maior que 120 dias para analisar o consumo folicular nestes animais.

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Publicado

2008-02-27

Como Citar

Mandim Crestana, F., Octávio Jacomini, J., Emílio Beletti, M., Martins da Silva, J., Antonio de Paula Lima, C., & Vaz dos Santos e Silva, S. (2008). AUTOTRANSPLANTAÇÃO DE OVÃ?RIO NO SUBCUTÂNEO E CONSUMO FOLICULAR EM GATAS DOMÉSTICAS (Felis catus). Veterinária Notícias - Vet Not, 12(2). Recuperado de https://seer.ufu.br/index.php/vetnot/article/view/18824

Edição

Seção

Artigos