UTILIZAÇÃO DO MODELO HAND NO RECONHECIMENTO DOS TERRENOS SUJEITOS A INUNDAÇÃO - PORTO ALEGRE/RS

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Jonas Milanesi
Everton Luís Luz de Quadros
Regis Alexandre Lahm

Resumo

Atualmente os meios de comunicação se tornaram veículos de notícias que relatam recordes de eventos climáticos
extremos. Esta abundância de notícias que, talvez, retratem desafi os socioambientais, parece revelar certa vulnerabilidade
social a desastres. No espaço brasileiro se destacam eventos relacionados à precipitação. Neste contexto, o
objetivo do presente artigo se divide em duas etapas, a saber: mapear terreno sujeito à inundação e identifi car o perfi l
social em situação de vulnerabilidade em Porto Alegre/RS. Para mapear o terreno sujeito à inundação foi utilizado o
modelo digital de terreno (MDT) oriundo da base altimétrica vetorial contínua de Porto Alegre/RS na escala 1:1.000
de 1982, e dados pluviométricos disponíveis no site do Instituto Nacional de Meteorologia - INMET, no Banco de
Dados Meteorológicos para Ensino e Pesquisa - BDMEP. Foram utilizados os valores diários de precipitação. Para
identifi car o perfi l social em situação de vulnerabilidade foram utilizadas informações socioeconômicas organizadas
através de publicações do Instituto Brasileiro de Geografi a e Estatística (IBGE) e do Observatório da cidade de Porto
Alegre/RS, bem como pontos de inundação geocodifi cados por meio de notícias veiculadas pelos principais jornais da
capital entre 2009 e 2015. Na metodologia foram utilizados o algoritmo HAND (Height Above de Nearest Drainage)
do software livre TerraHidro desenvolvido pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) que identifi ca áreas
susceptíveis à inundação, e, o software livre QGIS para a edição de mapas. Dentre os resultados alcançados até o momento,
ressalta-se que o relacionamento entre o mapa do terreno sujeito à inundação de Porto Alegre/RS, os pontos
de inundação e os dados socioeconômicos possibilitou revelar, limitadamente, a vulnerabilidade social à inundação.

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Como Citar
MILANESI, J.; QUADROS, E. L. L. de; LAHM, R. A. UTILIZAÇÃO DO MODELO HAND NO RECONHECIMENTO DOS TERRENOS SUJEITOS A INUNDAÇÃO - PORTO ALEGRE/RS. Revista Brasileira de Cartografia, [S. l.], v. 69, n. 4, 2017. Disponível em: https://seer.ufu.br/index.php/revistabrasileiracartografia/article/view/44327. Acesso em: 25 maio. 2022.
Seção
Artigos
Biografia do Autor

Jonas Milanesi, PUCRS - Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul

Graduado em Geografia Bacharelado pela Pontifícia Universidades Católica do Rio Grande do Sul - PUCRS. Experiência como Bolsista de Iniciação Científica CNPQ e Pesquisador do Grupo Geomática Aplicada à Educação e Aplicação de Técnicas de Sensoriamento Remoto em Estudos Ambientais da PUCRS (2012 a 2016).

Everton Luís Luz de Quadros, PUCRS - Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul

Mestrando em Educação em Ciências e Matemática. Licenciado em Geografia (PUCRS). Técnico em Estradas e Técnico em Edificações. (Centro Tecnológico Estadual Parobé - CTEP). Técnico em Geoprocessamento do Laboratório de Tratamento de Imagens e Geoprocessamento (LTIG) PUCRS. Pesquisador dos Grupos Geomática Aplicada à Educação e Aplicação de Técnicas de Sensoriamento Remoto em Estudos Ambientais da PUCRS. 15 (quinze) anos de experiência em geoprocessamento, sistemas de informações geográficas e sensoriamento remoto.

Regis Alexandre Lahm, PUCRS - Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul

Possui Doutorado em Recursos Hídricos e Saneamento Ambiental pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (2005) e Mestrado em Sensoriamento Remoto pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (1995). Atualmente é professor dedicação exclusiva - DE, da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul. Tem experiência na área de Geociências, com ênfase em sensoriamento remoto, atuando principalmente nos seguintes temas: geoprocessamento, cartografia, sensoriamento remoto, sequestro de carbono e estimativa de taxas de sedimentação em lagos e lagoas e modelagem de circulação hídrica. Ministra as disciplinas de Cartografia, princípios de fotogrametria, sensoriamento remoto e sistemas de informação geográfica na graduação dos cursos de Geografia e Geofísica.