Educação popular e ensino de Ciências no campo
uma proposta formativa no semiárido piauiense diante dos desafios climáticos e energéticos
DOI:
https://doi.org/10.14393/REP-2025-79069Palavras-chave:
Extensão universitária, Energia solar, Semiárido piauienseResumo
Este artigo analisa uma ação extensionista desenvolvida por residentes da Licenciatura em Educação do Campo, com habilitação em Ciências da Natureza (Ledoc/CN), da Universidade Federal do Piauí (UFPI), em parceria com uma escola do campo situada na zona rural de Picos/PI. Inserida no contexto das crises climática, energética e civilizatória, a proposta articula educação popular, tecnologias sociais e formação docente em territórios rurais. A pesquisa adotou uma abordagem qualitativa, com uso de questionário semiestruturado, observação participante e diário de bordo. Envolveu a construção e apresentação de uma maquete didática de um Sistema Fotovoltaico de Bombeamento (SFB), mobilizando conteúdos de Ciências da Natureza em diálogo com saberes populares. Os resultados evidenciam a extensão universitária crítica como ferramenta pedagógica e política, afirmando a escola do campo como espaço legítimo de produção de conhecimento. Conclui-se que práticas educativas no campo, sustentadas por metodologias participativas e valorização dos territórios, favorecem uma formação docente emancipadora e comprometida com as realidades dos povos do campo.
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