NARRATIVAS QUALIRAS E TEATRALIDADES:

possibilidades artístico-pedagógicas na formação docente

Autores

DOI:

https://doi.org/10.14393/issn2358-3703.v10n2a2023-07

Resumo

Este artigo propõe um diálogo entre as propostas artístico-pedagógicas com a leitura e teatralidade e as narrativas qualiras, termo pejorativo típico de São Luís – MA para nomear homossexuais afeminados (o qual aqui é ressignificado como ato de resistência). A experiência foi mediada no ano de 2019, durante uma oficina teórico-prática proposta para docentes da educação básica das múltiplas áreas do conhecimento. Os objetivos foram investigar a potência da metáfora nos livros literários com temáticas qualiras, além de propor a aproximação dos/as participantes desse vocábulo nordestino em interlocução com as práticas de leitura e teatralidade. Partindo desses pressupostos, foram utilizados (as) autores (as) como Jackson Sá-Silva (2012) e Alderico Almeida (2022), Carmen Bobes (2004) e Heloise Vidor (2016, 2020). Os dados foram coletados e analisados a partir de registro fotográfico, oral (gravado) e escrito de participantes da oficina.

Palavras-chave: pedagogia das artes cênicas, qualira, leitura e teatralidade, ensino do teatro.

Biografia do Autor

  • Vicente Concilio, Universidade do Estado de Santa Catarina - UDESC

    Vicente Concilio é uma bixa apaixonada por teatro, educação e a obra de Leonilson. Paulistano, mora em Florianópolis desde 2008, onde é professor na graduação e pós-graduação em Artes Cênicas e no ProfArtes (Mestrado Profissional em Artes), na UDESC - Universidade do Estado de Santa Catarina, desenvolvendo atividades de ensino, pesquisa e extensão com foco na Pedagogia das Artes Cênicas. Levou 6 anos para concluir sua Licenciatura em Educação Artística com habilitação em Artes Cênicas (2002) na ECA-USP, onde também fez mestrado (2006) e doutorado (2013). Sua pesquisa de mestrado se refere a sua atuação como professor de teatro em contextos prisionais em São Paulo e foi publicado pela Editora Hucitec, na coleção Pedagogia do Teatro, sob o título Teatro e Prisão: dilemas da liberdade artística. Seu doutorado, orientado por Ingrid Koudela, está publicado sob o título de "BadenBaden. Modelo de Ação e Encenação no Processo com a peça didática de Bertolt Brecht". Foi Coordenador da Área de Teatro do Programa de Bolsas de Iniciação à Docência - Pibid - Capes, da UDESC entre 2011 e 2018. Foi coordenador do GT Pedagogia das Artes Cênicas, da ABRACE - Associação Brasileira de Pesquisa e Pós-graduação em Artes Cênicas no biênio 2017-2018. Atualmente, dedica-se a estudar as práticas teatrais abolicionistas dentro do sistema penal e a reunir pessoas que fazem teatro em prisões pelo Brasil e em outros países, por meio do Observatório de Práticas Artísticas no Cárcere e em Espaços de Privação de Liberdade, grupo de pesquisa que lidera junto com Viviane Becker Narvaes (Unirio). É ator e diretor teatral que pesquisa, estuda e pratica cada vez mais as teorias e artes transviadas. Atualmente participa de Fractos Corpografados, projeto contemplado com a 38a Lei de Fomento ao Teatro para a cidade de São Paulo, encabeçado pela Cia dxs Terroristas, coletivo que reúne dissidentes de gênero sobreviventes do sistema carcerário em torno do abolicionismo penal.

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Publicado

30.12.2023

Edição

Seção

Pedagogia das Artes Cênicas: outras epistemologias - volume 1

Como Citar

NARRATIVAS QUALIRAS E TEATRALIDADES: : possibilidades artístico-pedagógicas na formação docente. (2023). Revista Rascunhos - Caminhos Da Pesquisa Em Artes Cênicas, 10(02), 124-144. https://doi.org/10.14393/issn2358-3703.v10n2a2023-07