Vida, Voz e Cor: narrativas territoriais pesqueiras a partir da imagem e da extensão
DOI:
https://doi.org/10.14393/RCT216281708Palavras-chave:
pesca artesanal, extensão universitária, Geografia Cultural, metodologias visuais, Lagoa dos PatosResumo
A Geografia tem ampliado o uso de abordagens qualitativas para compreender territorialidades produzidas por sujeitos historicamente invisibilizados. Contudo, ainda são incipientes os estudos que exploram de forma sistemática a fotografia e o audiovisual como instrumentos metodológicos articulados à extensão universitária na análise das territorialidades pesqueiras. Nesse contexto, o artigo analisa como linguagens imagéticas podem contribuir para a construção de narrativas territoriais e para a valorização das identidades das comunidades da pesca artesanal no estuário da Lagoa dos Patos (RS). O estudo tem como objetivo refletir sobre as potencialidades da fotografia e do audiovisual como instrumentos metodológicos e narrativos na Geografia Cultural, articulados às práticas extensionistas. A pesquisa adota abordagem qualitativa, fundamentada na História Oral, na observação participante e no trabalho de campo realizado em comunidades pesqueiras tradicionais, com destaque para a Ilha da Torotama, Ilha dos Marinheiros e Quinta Secção da Barra. Os registros fotográficos, audiovisuais e os relatos coletados foram sistematizados em produtos extensionistas, como mostras fotográficas, produção de média-metragem e elaboração de cartilha comunitária. Os resultados evidenciam que a produção imagética favorece processos de reconhecimento identitário, amplia a visibilidade das territorialidades pesqueiras e fortalece os vínculos entre universidade e comunidade. Como contribuição científica, o estudo demonstra que a articulação entre imagem, trabalho de campo e extensão universitária amplia as possibilidades metodológicas da Geografia e contribui para a construção de saberes territorializados e socialmente comprometidos.
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