O diário de campo como relato de si

por uma geoantropologia poética na obra de Carlos Rodrigues Brandão

Autores

DOI:

https://doi.org/10.14393/RCT195371447

Palavras-chave:

diários de campo, situação etnográfica, trabalho de campo, geoantropologia poética, Carlos Rodrigues Brandão

Resumo

Este artigo aborda as relações entre antropologia, etnografia e diários de campo a partir da obra ‘Diário de Campo: a antropologia como alegoria” (1982), do antropólogo e educador Carlos Rodrigues Brandão. Neste livro, o autor compila fragmentos poéticos de diversas pesquisas de campo ao longo de sua trajetória acadêmica, em que a poesia é a matéria da linguagem etnográfica. Os escritos-poemas apresentados nesse diário de campo expressam as relações entre o pesquisador e o campo da pesquisa, entre pessoas, paisagens e objetos, que dão ânima a situação etnográfica, quando as sensações e as emoções extrapolam o texto antropológico formal, encontrando vazão espontânea na poesia. Considero que este livro seja um tratado de geoantropologia poética, conceito criado por Brandão e desenvolvido em suas aulas, então retomado nesta reflexão sobre as possibilidades da escrita etnográfica e sobre os atravessamentos e afetos da pesquisa antropológica durante os trabalhos de campo.

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Biografia do Autor

Fernanda Ribeiro Amaro, Museu Nacional-UFRJ

Graduação e Pós-Graduação pelo Instituto de Geografia da Universidade Federal de Uberlândia / IG-UFU.

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Publicado

14-04-2024

Como Citar

AMARO, F. R. O diário de campo como relato de si: por uma geoantropologia poética na obra de Carlos Rodrigues Brandão. Revista Campo-Território, Uberlândia, v. 19, n. 53, p. 218–236, 2024. DOI: 10.14393/RCT195371447. Disponível em: https://seer.ufu.br/index.php/campoterritorio/article/view/71447. Acesso em: 21 jul. 2024.

Edição

Seção

Trabalho de Campo e a Pesquisa Participante: a contribuição de Carlos Rodrigues Brandão