Agronegócio e a demanda por agrotóxicos no Paraná
panorama de utilização no estado e na Mesorregião Sudoeste
DOI:
https://doi.org/10.14393/RCT164309Palavras-chave:
Agrotóxicos, Agronegócio, ParanáResumo
O objetivo geral deste artigo é apresentar um panorama da utilização de agrotóxicos no Paraná e na Mesorregião Sudoeste do estado, discutindo a problemática e as consequências do uso exacerbado desses produtos para o ambiente e para a saúde humana. Para tanto, os procedimentos metodológicos estão ancorados na análise de dados secundários oficiais acerca da comercialização de ingredientes ativos, da população residente, da estrutura fundiária e da especialização produtiva. Os resultados demonstram que, apesar de o Paraná ter predomínio de agricultura familiar em termos de agricultores, há uma concentração da terra pelo agronegócio, de modo que a especialização produtiva é um traço marcante, seja em estabelecimentos rurais de médio e grande porte, seja também em estabelecimentos da agricultura familiar. A produção de commodities agrícolas, principalmente de soja, milho e trigo, é extremamente dependente do uso de ingredientes ativos como os herbicidas Glifosato e 2,4-D, associados ao desenvolvimento de diversos agravos à saúde humana e ambiental. Na Mesorregião Sudoeste, esta realidade não se mostra diferente, o que sugere que a população está sujeita a uma alta exposição ambiental e ocupacional, desencadeando injustiças ambientais, sobretudo para os trabalhadores rurais, em virtude do crescente uso de agrotóxicos pelo agronegócio, ou seja, pelo complexo oligárquico agroquímico, com amplo apoio do governo brasileiro.
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