Memórias alagadas

nova cartografia social dos impactos causados pela UHE de Estreito à comunidade ribeirinha de Palmeiras do Tocantins-TO

Autores

DOI:

https://doi.org/10.14393/RCT164109

Resumo

O presente trabalho é resultado da pesquisa de mestrado, aborda os conflitos enfrentados pela comunidade ribeirinha do Acampamento Coragem em relação à Usina Hidrelétrica de Estreito (MA). O objetivo é apresentar os resultados da sistematização da experiência do mapeamento social realizado na comunidade. Enquanto metodologia adotou-se a observação participante e entrevistas de histórias de vida com os/as moradores/as do acampamento, a fim de apresentar as narrativas de resistências e as estratégias de enfrentamentos adotadas pela comunidade em relação aos impactos provocados pelos empreendedores da barragem, no caso o Consórcio Estreito Energia (CESTE). Desde a sua instalação a usina continua a impactar a vida das comunidades tradicionais. O Acampamento Coragem surge em 2015, em que pescadores/as e ribeirinhos/as ocupam a terra de posse do CESTE, empreendedor da usina, como forma de reivindicar os direitos violados com a construção da barragem. Como resultados da pesquisa apontou-se que, mesmo após oito anos da construção da UHE de Estreito, a usina continua a impactar as comunidades ribeirinhas e seus modos de vida, assim como, suas práticas profissionais, sofrendo compulsoriamente após a construção da barragem.

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Biografia do Autor

Laylson Mota Machado, Universidade Federal do Tocantins

Mestre em Estudos de Cultura e Território, pela Universidade Federal do Tocantins (PPGCULT - UFT). Graduado em Ciências Sociais pela Universidade Federal do Tocantins. É membro do Laboratório de Estudos e Pesquisas sobre Territórios Populares e suas Representações (LaTPOR - UFT). Tem experiência na área de Sociologia, com ênfase em Sociologia Rural e do Desenvolvimento, Estudos Culturais; Deslocamentos Compulsórios, e Populações Atingidas. Interessa-se pelos estudos acerca dos impactos socioespaciais e socioambientais das grandes barragens; conflitos territoriais sofridos pelas populações tradicionais; Territorialização, Movimentos Sociais; e Estudos Interdisciplinares em Cultura e Território.

Airton Sieben , Universidade Federal do Tocantins

Doutor e Pós-doutor em Geografia, pela Universidade Federal de Uberlândia (UFU, 2012 e 2015, respectivamente). Mestre em Geomática (Engenharia Agrícola), pela Universidade Federal de Santa Maria (UFSM, 2004). Graduado em Geografia (licenciatura e bacharelado, 2000 e 2004, respectivamente), pela UFSM. Professor associado da Universidade Federal do Tocantins (UFT). Professor da UFT desde o ano de 2004 e do Programa de Pós-graduação Mestrado Interdisciplinar em Estudos de Cultura e Território (PPGCulT), desde 2015. Participa em grupos de pesquisa e consultor de revistas científicas. Tem experiência em Educação e Geografia com ênfase em território, população, cartografia, sensoriamento remoto e tecnologias.

Rejane Cleide Medeiros de Almeida, Universidade Federal do Tocantins

Doutora em Sociologia pela Universidade Federal de Goiás, Faculdade de Ciências sociais, Mestre em Educação pela Universidade Federal de Goiás (2009).Especialista em Educação do campo e Agroecologia. Professora Adjunta da Universidade Federal do Tocantins, atuando no curso de Licenciatura em Educação do campo: artes e música Campus de Tocantinópolis. Coordenadora do curso de Educação do campo. Integra o coletivo de pesquisadores do Sub 7- Rede Universitas-Brasil. Atua como Professora permanente e Vice-coordenadora do Programa de Pós-graduação em Estudos de Cultura e Território (PPGCULT), da universidade Federal do Tocantins, campus Araguaína. Atua como pesquisadora do Projeto Nova Cartografia Social da Amazônia (PNCSA) em rede com a UEA, UEMA. Atua desde 2016 na rede como pesquisadora da Universidade Nacional de Santiago Del Estero (UNSE), Instituto de Desenvolvimento Social, (INDES), Argentina. Atua como membra do Fórum Nacional de Educação do Campo (FONEC) e Fórum estadual de Educação do Campo do Tocantins (FEECT). Com atuação nos temas: Educação do campo, Formação de professoras/es, Educação popular com matriz Freiriana, Nova Cartografia Social, estudos interdisciplinares em territórios e cultura , Agroecologia, Movimentos sociais do campo, Mulheres camponesas e Populações tradicionais da Amazônia e Cerrado.

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Publicado

23-09-2021

Como Citar

MACHADO, L. M.; SIEBEN , A.; MEDEIROS DE ALMEIDA, R. C. Memórias alagadas: nova cartografia social dos impactos causados pela UHE de Estreito à comunidade ribeirinha de Palmeiras do Tocantins-TO. Revista Campo-Território, Uberlândia, v. 16, n. 41 Ago., p. 186–211, 2021. DOI: 10.14393/RCT164109. Disponível em: https://seer.ufu.br/index.php/campoterritorio/article/view/59551. Acesso em: 18 maio. 2024.

Edição

Seção

Artigos