Marxismo e campesinato

abordagens teóricas sobre a "classe incômoda"

Autores

DOI:

https://doi.org/10.14393/RCT112403

Resumo

O lugar social dos camponeses sob o capitalismo constitui-se um tema de ampla controvérsia nas ciências humanas, particularmente entre os autores inspirados pelo pensamento de Karl Marx. A condição social simultânea de trabalhador e detentor de meios de produção (terra, instrumentos de trabalho, etc.) e, ademais, o antagonismo político assumido frente aos grandes proprietários de terra conferem ao campesinato uma posição de difícil ajuste aos modelos teóricos focados tão somente no rendimento e suas fontes. Neste artigo, discutiremos o campesinato como classe em uma perspectiva marxista, evidenciando a relação dialética entre estrutura e superestrutura (objetividade e subjetividade) como uma chave analítica profícua à problemática em foco. Esta perspectiva permite o reconhecimento das particularidades relativas à realidade econômica desses sujeitos sociais, abrindo espaço, ao mesmo tempo, para a elucidação de expressões de resistência política por eles protagonizadas. As abordagens históricas de Marx (particularmente em sua obra 18 brumário) - e, particularmente, a análise sobre classes sociais nelas contidas - servirão de referencial analítico principal para a proposta aqui apresentada.

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Publicado

31-08-2016

Como Citar

SANTOS, T. A. Marxismo e campesinato : abordagens teóricas sobre a "classe incômoda". Revista Campo-Território, Uberlândia, v. 11, n. 24 Ago., 2016. DOI: 10.14393/RCT112403. Disponível em: https://seer.ufu.br/index.php/campoterritorio/article/view/32958. Acesso em: 24 abr. 2024.

Edição

Seção

Artigos