GEOTECNOLOGIAS APLICADAS AO PLANEJAMENTO URBANO E AMBIENTAL: O POTENCIAL DO LCM-TERRSET LIBERAGIS
DOI:
https://doi.org/10.14393/RCG2781542Palavras-chave:
Geoprocessamento, Uso e cobertura da terra, Plano Diretor, Dinâmica territorial, Modelagem preditivaResumo
O crescimento urbano acelerado no Brasil exige instrumentos eficazes de diagnóstico territorial para orientar os Planos Diretores rumo à sustentabilidade. Neste contexto, este estudo tem por objetivo analisar o potencial do módulo Land Change Modeler (LCM) do software TerrSet liberaGIS no ordenamento urbano e ecológico. Para tanto, a metodologia integrou geotecnologias e Cadeias de Markov para avaliar a dinâmica do uso e cobertura da terra (UCT) na Zona de Amortecimento do Parque Estadual da Pedra Branca (RJ) e a fragilidade ambiental na microbacia do Rio Mato Grosso (Saquarema-RJ). Os resultados revelam padrões críticos de transformação: na primeira área, verificou-se a supressão líquida de 320 ha de cobertura vegetal e a expansão de 404 ha de áreas residenciais entre 2004 e 2019. Na microbacia, o cenário para 2030 projeta a consolidação de áreas de fragilidade média a muito alta, refletindo um crescimento populacional regional que superou 50% em Maricá. Conclui-se que o LCM é uma ferramenta analítica e preditiva robusta, fornecendo subsídios técnicos indispensáveis para políticas de conservação integradas e para o fortalecimento da gestão territorial resiliente.
Downloads
Referências
ABREU, M. de A. Evolução Urbana do Rio de Janeiro. 4 ª ed. Rio de Janeiro: IPP, 2013. 156p.
ASSALVE, L. C. de F.; FUZZO, D. F. da S. Utilização da ferramenta LCM do Idrisi/Taiga para análise de perdas e ganhos no uso da terra na zona de amortecimento da Estação Ecológica de Assis (SP). Holos Environment, v. 21, n. 2, p. 249-263, 2021. DOI: 10.14295/holos.v21i2.12439.
AZEVEDO, R. M. de. Uma Ideia de Metrópole no Século XIX. Revista Brasileira de História, Dossiê: Arte e Linguagens, São Paulo, v.18 n.35, p. 165-183, 1998. DOI: https://doi.org/10.1590/S0102-01881998000100007.
BASTOS, R. A. B. Áreas de fragilidade ambiental: uma abordagem metodológica para áreas de expansão urbana com risco potencial à erosão. Estudo de caso: Bairro Urbanova – São José dos Campos/SP. 2006. 154 f. Dissertação (Mestrado em Planejamento Urbano e Territorial) – Instituto de Pesquisa e Desenvolvimento, UNIVAP, São José dos Campos, 2006.
BESER DE DEUS, L. A. Espaço e tempo como subsídios à construção de cenários de uso e cobertura da terra para o planejamento ambiental na Amazônia: o caso da Bacia do Rio Acre. 2013. 384 f. Tese (Doutorado em Planejamento Energético) – COPPE, Universidade Federal do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, 2013.
CAPETTI, P. CAETANO, G. MOTA, A. VERAS, D. 'Cidades do petróleo' enfrentam o desafio da expansão desordenada. O Globo Economia, 01/2021. Disponível em: https://oglobo.globo.com/economia/cidades-do-petroleo-enfrentam-desafio-da-expansao-desordenada-24676497. Acesso em: 14 abr. 2025.
EASTMAN, J. R. Idrisi Selva: tutorial version 17. Worcester, MA: Clark Labs, Clark University, 2012.
FOLHARINI, S.; OLIVEIRA, R. Utilização do Land Change Modeler na modelação prospetiva do uso e cobertura do solo na microrregião de Santos, Brasil para o ano de 2022. Revista de Geografia e Ordenamento do Território, n. 19, p. 57-73, 2020. http://dx.doi.org/10.17127/got/2020.19.003.
GOVERNO DO ESTADO DA GUANABARA. Lei nº 2.377, de 28 de junho de 1974. Disponível em: https://www.icmbio.gov.br/cepsul/images/stories/legislacao/Lei/1974/lei_2377_1974_criaparqueestadualpedrabranca_guanabara_rj.pdf. Acesso em: 13 abr. 2025.
HUSSAIN, S. A. A.; AMANY, A. K.; JALIL, M. A. Previsão do crescimento futuro dependendo do programa GIS e IDRISI, cidade de Najaf-Iraque. IOP Conference Series: Materials Science and Engineering, v. 881, n. 1, p. 12-31, 2020. https://doi.org/10.1088/1757-899X/881/1/012031.
IBGE – Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Malha Municipal Digital do Brasil: divisão político-administrativa 2023. Rio de Janeiro: IBGE, 2023. Disponível em: https://www.ibge.gov.br/geociencias/cartas-e-mapas/malhas-digitais. Acesso em: 12 jan. 2025.
INEA – Instituto Estadual do Ambiente. Plano de Manejo do Parque Estadual da Pedra Branca (PEPB). Secretaria do Meio Ambiente do Estado do Rio de Janeiro, RJ, 2013.
IPP – Instituto Pereira Passos. DATA.RIO. 2022. Disponível em: https://www.data.rio. Acesso em: 13 abr. 2025.
LIRA, K. C. S.; FRANCISCO, H. R.; FEIDEN, A. Classificação de fragilidade ambiental em bacia hidrográfica usando lógica Fuzzy e método AHP. Sociedade & Natureza, v. 34, p. 1-17, 2022. https://doi.org/10.14393/sn-v34-2022-62872.
NÖRNBERG, S. O; REHBEIN, M. O. Fragilidade ambiental do município de Pelotas/RS: aplicação e comparação de dois modelos. Caminhos de Geografia, Uberlândia, v. 22, n. 81, p. 42-59, 2021. https://doi.org/10.14393/RCG228155365.
ONU - Organização das Nações Unidas. Transformando Nosso Mundo: A Agenda2030 para o Desenvolvimento Sustentável. ONU. Nova York, 2015.
PASTORE, V. O. Análise de cenário de fragilidade ambiental e indicação de áreas mitigadoras na Microbacia Hidrográfica do Rio Mato Grosso, município de Saquarema, RJ. 2023. 333 f. Tese (Doutorado em Geografia) - Instituto de Geografia, Universidade do Estado do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, 2023.
PAVÃO, M. Modelagem e análise de mudanças do uso e cobertura da terra no entorno de áreas protegidas: o caso do Parque Estadual da Cantareira - São Paulo. 2017. 125 f. Tese (Doutorado em Geografia) – Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas, Departamento de Geografia, Universidade de São Paulo, São Paulo, 2017. https://doi.org/10.11606/T.8.2017.tde-03022017-140151.
PEREIRA, E. da S. Análise espacial da zona de amortecimento do Parque Estadual da Pedra Branca- Rio de Janeiro (RJ), baseada no uso de geoindicadores. 2023. 231 f. Tese (Doutorado em Geografia) - Instituto de Geografia, Universidade do Estado do Rio de Janeiro, Rio de janeiro, 2023.
PIROLI, E. L.; ISHIKAWA, D. T. K.; DEMARCHI, J. C. Análise das mudanças no uso do solo da microbacia do córrego das Furnas, município de Ourinhos - SP, entre os anos de 1972 e 2007, e dos impactos sobre suas áreas de preservação permanente, apoiada em geoprocessamento. In: SIMPÓSIO BRASILEIRO DE SENSORIAMENTO REMOTO, 15., 2011, Curitiba. Anais... São José dos Campos: INPE, 2011, p. 6333-6340. Disponível em: http://urlib.net/3ERPFQRTRW/3A6J57P. Acesso em: 17 abr. 2025.
PRADO, A. P.; MATTOS, C.; FERNANDEZ, C. F. Agricultores do Maciço da Pedra Branca (RJ): em busca de reconhecimento de seus espaços de vida. Agriculturas, v. 9, n. 2, 2012.
REIS, T. E. dos. Análise de geoindicadores como subsídio para a delimitação de zona de amortecimento: o caso do Parque Estadual do Ibitipoca, MG.2019. 147 f. Tese (Doutorado em Geografia) - Universidade do Estado do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, 2019.
RIBEIRO, M. F. O desafio da gestão ambiental de zonas de amortecimento de unidades de conservação. In: VI Seminário Latino-Americano de Geografia Física, II Seminário Ibero Americano de Geografia Física, Anais..., Universidade de Coimbra, 2010.
SANTOS, R. F. dos. Planejamento Ambiental: teoria e prática. São Paulo, Oficina de Textos, 2004.
SMU – Secretaria Municipal de Urbanismo do Rio de Janeiro. Evolução da Ocupação e Uso do Solo 2014-2015-2016. Rio de Janeiro. Secretaria Municipal de Urbanismo/Prefeitura de Cidade do Rio de Janeiro. 2017. Disponível em: http://www.rio.rj.gov.br/web/smu/informacoes-urbanisticas. Acesso em: 25 mar. 2022.
ZANATA, J. M. Mudanças no uso e cobertura da terra na bacia hidrográfica do Ribeirão Bonito, municípios de Avaré e Itatinga-SP. Dissertação (Mestrado em Geografia) – Universidade Estadual Paulista, Faculdade de Ciências e Tecnologia, Presidente Prudente, 2014. 122 f. Disponível em: https://repositorio.unesp.br/server/api/core/bitstreams/61055b07-3737-49aa-8d7f-79ff8ac4b9b9/content Acesso em: 19 abr. 2026.
Downloads
Publicado
Edição
Seção
Licença
Copyright (c) 2026 Eloisa da Silva Pereira, Vivian Castilho da Costa, Vitor Ottoni Pastore

Este trabalho está licenciado sob uma licença Creative Commons Attribution-NonCommercial-NoDerivatives 4.0 International License.
Autores que publicam nesta revista concordam com os seguintes termos: a) Autores mantém os direitos autorais e concedem à revista o direito de primeira publicação, com o trabalho licenciado sob a Creative Commons Atribuição-NãoComercial-SemDerivações 4.0 Internacional. b) Autores têm permissão e são estimulados a publicar e distribuir seu trabalho online (ex.: em repositórios institucionais ou na sua página pessoal), já que isso pode gerar alterações produtivas, bem como aumentar o impacto e a citação do trabalho publicado. c) Em virtude de aparecerem nesta revista de acesso público, os artigos são de uso gratuito, com atribuições próprias, em aplicações educacionais e não-comerciais.





