ANTES DO TEMPO, O VAZIO: ENSAIO SOBRE UM MISTÉRIO EM MOVIMENTO
DOI:
https://doi.org/10.14393/RCG2780415Palavras-chave:
Ritmanálise, Tempo, Duração, Ahritmos, EternidadeResumo
Este artigo elabora uma reflexão teórica sobre o tempo, concebido não como mera medida ou sucessão, mas como categoria decisiva à inteligibilidade dos processos físicos, filosóficos e geográficos. Inscrita em abordagem qualitativa de natureza bibliográfica, a investigação configura um campo interpretativo no qual distintas tradições de pensamento são postas em tensão e composição, tendo como horizonte a problematização da temporalidade na produção do espaço. A seleção das obras orienta-se por sua densidade teórica, pela pluralidade de matrizes disciplinares e por sua capacidade de sustentar uma leitura geográfica da temporalidade. A análise, de caráter interpretativo, volta-se às formas pelas quais o tempo se manifesta e se retrai nas categorias que buscam expressá-lo. Assim, ritmo, duração, simultaneidade e experiência emergem não como instrumentos, mas como figuras de pensamento que tangenciam sua espessura. A sistematização dessas categorias conduz à elaboração de sínteses teórico-conceituais, expressas em quadros analíticos como dispositivos de condensação interpretativa. Ao mobilizar Aristóteles, Platão, Kant, Lefebvre e Bergson, o texto desloca o tempo de sua mensuração, afirmando-o como fluxo, descontinuidade e experiência vivida. Compreender o mundo vivido, assim, implica reconhecer o tempo como dimensão imanente à produção do espaço, onde se entrelaçam permanências, ritmos e transformações.
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