CONFLITOS AMBIENTAIS E JUSTIÇA TERRITORIAL EM UNIDADES DE CONSERVAÇÃO: O CASO DO PARQUE NACIONAL DO CAPARAÓ – BRASIL
DOI:
https://doi.org/10.14393/RCG2779992Palabras clave:
Injustiça ambiental. , Conflitos territoriais, Relação sociedade-natureza, Produção da naturezaResumen
O artigo analisa os conflitos territoriais decorrentes do processo de expansão e redefinição dos limites do Parque Nacional do Caparaó, situado entre os estados de Minas Gerais e Espírito Santo – Brasil. O objetivo é examinar os principais impactos ambientais dessa reconfiguração, especialmente para os moradores que tiveram suas propriedades incorporadas à unidade de conservação. A pesquisa fundamenta-se em revisão bibliográfica e entrevistas semiestruturadas realizadas com moradores, funcionários e ex-funcionários do parque, cujas narrativas foram analisadas à luz da metodologia de análise de conteúdo de Bardin (1979). Os resultados indicam que a ampliação territorial do parque gerou significativas repercussões socioeconômicas para os habitantes locais, evidenciando um conflito ambiental marcado por disputas sobre o uso e a posse da terra. Diante disso, argumenta-se pela necessidade de revisão dos atuais limites da unidade e da efetivação de indenizações às famílias que perderam suas propriedades, visando mitigar as injustiças históricas associadas à implementação da política de conservação.
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