O ESPAÇO URBANO EM ATOS TEATRAIS: O TRABALHO DE CAMPO COMO TRADUÇÃO GEOGRÁFICA DE PROCESSOS ARTÍSTICOS ITINERANTES
DOI:
https://doi.org/10.14393/RCG2779318Palabras clave:
Espaço urbano, Periferias, Artes, Empiria, Trabalho de campoResumen
Um espetáculo teatral que acontece em percurso itinerante do centro à extrema periferia de São Paulo pode ser analisado geograficamente? O artigo objetiva descrever e minuciar os procedimentos metodológicos e criativos de um trabalho de campo realizado em caráter imersivo, percursos etnográficos e observação-participante no cotidiano de um coletivo cultural periférico no bairro do Jardim Romano, zona leste da capital paulista. Destacadamente, o mergulho se deu no processo artístico, em ensaios e apresentações da obra “A cidade dos rios invisíveis”, no contexto de uma pesquisa de doutorado. Como resultado, a “tradução” geográfica desse acontecimento teatral periférico é posta em prática criativamente durante a experiência empírica, bem como no tratamento dos dados e redação do texto da pesquisa. Nesse conjunto, possibilidades e limites de aproximação entre a geografia e as artes são refletidos para responder a essa pergunta.
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