REGIMES DE VERDADE E VISUALIDADE QUE EDUCAM SUJEITOS SOBRE SER NO ESPAÇO POR MEIO DE MAPAS
DOI:
https://doi.org/10.14393/RCG2610373974Palavras-chave:
Geografia, Educação, Mapa, Regimes de verdade, Regimes de visualidadeResumo
Mapas resultam de disputas discursivas que ocorrem em diferentes localidades e períodos, agindo sobre a constituição das sociedades e dos modos de vida. Eles não são isentos de intencionalidades e efeitos educativos, pois suas informações e formatos subjetivam pessoas em determinados sentidos e não outros. Diante disso, neste texto, artefatos cartográficos são problematizados enquanto pontos de força que se articulam entre si e aos regimes de verdade e visualidade dominantes, moldando espacialidades e, consequentemente, transformando o espaço. Intenta-se compreender como agem pedagogicamente, para além dos ambientes escolares. Para tanto, opera-se desde uma perspectiva pós-estruturalista, apoiada por ferramentas foucaultianas, como as noções de relações de poder e produção de verdades. Observa-se, partindo disso, que no decorrer da história, os mapas instituem modos de ser no espaço, agindo sobre as populações, a partir de processos educativos que distinguem qualitativamente parcelas espaciais. Ainda, atualmente, devido aos recursos tecnológicos disponíveis, novas práticas emergem em combinação com as do passado, educando sujeitos sobre comportamentos individuais e coletivos, a partir de aplicativos que tornam a vida visível. Por meio deles, e dos mapeadores, discursos foram e são fortalecidos, fazendo com que determinadas verdades se estabeleçam acerca de ser no espaço.
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