ÍNDICE DE ANOMALIA DE CHUVA E SUA ASSOCIAÇÃO AO EL NIÑO-OSCILAÇÃO SUL (ENOS) EM RIO BRANCO (AC), BRASIL

Autores

DOI:

https://doi.org/10.14393/RCG259970556

Palavras-chave:

Parâmetros estatísticos, Variabilidade climática, Amazônia Ocidental, Precipitação

Resumo

Entre as variáveis meteorológicas a chuva é mais importante para a manutenção da vida na Terra, porém a sua falta constante têm alterado o clima de diversas regiões e causando grandes prejuízos a sociedade. O objetivo deste estudo foi avalia a ocorrência de episódios de anomalia de chuva associados às fases do El Niño Oscilação-Sul (ENOS) no município de Rio Branco (AC), por meio dos Índices de Anomalia de Chuva (IAC) e Índice Oceânico de Niño (ONI). O índice IAC Identificou que 29,3% dos anos foram de seca suave, 14,63% de seca moderada e 12,2% de seca alta. Episódios de intensidade umidade baixa ocorrem em 21,9% dos anos, e de umidade moderada em 12,2% dos anos. Episódios de intensidade umidade alta ou extremamente alta apresentaram percentuais iguais em 4,9% dos anos, relacionados ao ONI. O desempenho das interações (IAC versus ENOS) com base nos parâmetros estatísticos (R2, r, d, IC, EPE e RMSE), aponta para um baixo desempenho dos modelos de regressões. Essas evidências sugerem que a variabilidade climática tem impactado significativamente na hidrologia da região, e medidas adequadas são necessárias para gerenciar os impactos de uma mudança climática nos recursos hídricos.

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Biografia do Autor

Givanildo de Gois, Universidade Federal do Acre

Possui Graduação em Meteorologia pela Universidade Federal de Alagoas (2003). Mestrado em Meteorologia Agrícola pela Universidade Federal de Viçosa (2005). Doutorado em Ciências Ambientais e Florestais pela Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (2017). Pós Doutorado na linha de Pesquisa Paisagem, Processos do Meio Físico e Gestão Ambiental (PMG) do Programa de Pós-Graduação em Geografia da Fundação Universidade Federal de Rondônia-UNIR. Pós Doutorado em Tecnologia Ambiental, pela Universidade Federal Fluminense Escola de Engenharia Industrial Metalúrgica de Volta Redonda. Atualmente é Pós Doutorando do Programa de Pós-Graduação em Ciências Ambientais da Universidade Federal do Acre, Campus Floresta em Cruzeiro do Sul. Participa do Grupo de Geotecnologia Aplicada em Agricultura e Floresta (GAAF) do Estado do Mato Grosso (UNEMAT). Tem experiência na área de Geociências, com ênfase em Meteorologia, atuando principalmente nos seguintes temas: Meio ambiente, Estatística, Seca e Desertificação.

Paulo Miguel de Bodas Terassi, Universidade de São Paulo

Doutor em Geografia Física (Ciências) pela Universidade de São Paulo (2019). Graduou-se em Geografia, habilitação em Bacharelado, pela Universidade Estadual de Maringá (2012). Obteve o título de Mestre em Geografia, área de concentração em Análise Ambiental, pela Universidade Estadual de Maringá (2015). É Mestre em Geografia, área de concentração em Produção do Espaço Geográfico, pela Universidade Estadual Paulista "Júlio de Mesquita Filho" - Campus de Presidente Prudente (2015). Recentemente, cumpriu o estágio de Pós-Doutorado no Instituto Tecnológico Vale - Desenvolvimento Sustentável (ITV-DS) e desenvolve pesquisas junto ao grupo de pesquisa Geologia Ambiental e Recursos Hídricos (GGARH). Está vinculado ao Departamento de Geografia da Universidade de São Paulo para o desenvolvimento do Estágio Pós-Doutoral e do projeto de pesquisa "Variabilidade e as tendências na dinâmica pluviométrica da Amazônia Legal: uma análise via dados observacionais e de produtos orbitais". Também está vinculado às pesquisas desenvolvidas pelo Laboratório de Estudos da Interação Sociedade-Atmosfera (LISA) da Universidade do Estado do Rio de Janeiro e pelo Grupo de Estudos de Paisagem e Desenvolvimento Rural da Universidade Estadual de Maringá. Tem experiência em Geografia Física, com ênfase em Climatologia Geográfica, Pedologia e Hidrografia.

José Genivaldo do Vale Moreira, Universidade Federal do Acre

Graduado em licenciatura plena em Matemática pela Universidade Federal do Acre (2004). Possui Doutorado pelo Programa de Pós-graduação em Saneamento, Meio Ambiente e Recursos Hídricos da Universidade Federal de Minas Gerais (2016), na linha de pesquisa de modelagem de processos hidrológicos. Atualmente é Professor da Universidade Federal do Acre, Campus Floresta, em Cruzeiro do Sul-AC. Tem experiência na área de Matemática, Estatística e Hidrologia Estatística.

Josimar da Silva Freitas, Universidade Federal do Acre

Doutor em Desenvolvimento Socioambiental e formação superior nas áreas de Gestão Pública, Ciências Políticas e Relações Internacionais. Pesquisador do Grupo Interdisciplinar em Pesquisas Socioambientais (G-IPÊS/FURB), e Grupo Interdisciplinar de Pesquisas em Gestão e Desenvolvimento Regional (GPGDR/UNIR). Experiência comprovada com comunidades tradicionais, relação socioambiental e políticas públicas nas Unidades de Conservação (UCs) de Uso Sustentável na Amazônia.

Bruno Serafini Sobral, Instituto de Terras e Cartografia do Estado do Rio de Janeiro

Mestre em Engenharia de Biossistemas (2017), Pós-graduação em Engenharia de Segurança do Trabalho (2012) e Bacharelado em Engenharia Agrícola e Ambiental (2010) pela Universidade Federal Fluminense. Atualmente, faz parte do Grupo de Hidrometeorologia do Norte (NHG) e é estudante de doutorado na Universidade do Norte da Columbia Britânica (UNBC), Canada. Possui certificação como piloto de drones pela agência de transporte canadense (Transport Canada). Atua em pesquisas desde 2010, com especialização nas áreas de hidrologia, modelagem hidráulica e hidrológica, meteorologia, índices de seca, climatologia, rios atmosféricos e mudanças climáticas. Possui um extenso portfólio de trabalhos publicados no Brasil e exterior, e atua regularmente como revisor de periódicos científicos brasileiros e internacionais. Atua desde 2021 como assistente de pesquisa e ensino, e desde 2022 como piloto de drone na UNBC.

Marcelo Alves Muniz, Universidade Federal do Acre

Possui graduação em Engenharia Florestal pela Universidade Federal de Viçosa (1995). Especialização PNAP em Gestão Pública Municipal, pela Universidade Federal do Amazonas (2019). Mestrado em Ciências Ambientais pela Universidade Federal do Acre (2021), no Programa de Pós-Graduação em Ciências Ambientais - PPGCA, área de pesquisa "Modelos hidrológicos e recursos hídricos". Atualmente é servidor público, Técnico-administrativo em Educação - TAE de nível superior, na área de Engenharia Florestal, na Universidade Federal do Acre. Anteriormente, TAE Assistente em Educação do Instituto Federal do Acre - IFAC. Tem experiência na área de Administração, com ênfase em Organizações Públicas, bem como em supervisão de obras, na componente ambiental de execução de projetos, em especial obras rodoviárias.

Djailson Silva da Costa Júnior, Instituto Nacional do Semiárido

Possui graduação em Engenharia Florestal (Universidade Federal de Campina Grande - UFCG), com intercâmbio na (Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro - UFRRJ); Especialista em Engenharia de Segurança do Trabalho (Universidade Cruzeiro do Sul - UNICSUL); Mestre (Universidade Federal do Rio Grande do Norte - UFRN); e Doutor (Universidade Federal Rural de Pernambuco - UFRPE), em Ciências Florestais, respectivamente. Djailson Júnior atua nas seguintes áreas: Tecnologia de Produtos Florestais; Energia de Biomassa; Silvicultura e Recuperação de Áreas Degradadas. Atualmente é bolsista pesquisador nível DB do Instituto Nacional do Semiárido (INSA), no projeto: Espécies nativas e adaptadas de usos múltiplos do semiárido para recuperação de áreas desertificadas, restauração florestal e adaptação a mudanças climáticas. Com interesse profissional em Energia de Biomassa, Implantação de Povoamentos Florestais, e demais atividades correlatas da Silvicultura. 

Indira Sueline Silva Aleluia, Faculdade de Ciências da Bahia

Possui Especialização em Psicopedagogia Institucional e Clínica (2020), Especialização em Gestão e Coaching Educacional (2020), Especialização em Metodologia na docência de Matemática e Física (2020), Especialização em docência no Ensino de História (2020). Graduação em Pedagogia (Licenciatura) pela Faculdade Campos Elíseos (2021), Graduação em Matemática (Licenciatura) pela Universidade Federal de Alagoas (2019) e Graduação em História (Licenciatura) pelo Instituto Mantenedor de Ensino Superior da Bahia (2009).

Mario Henrique Guilherme dos Santos Vanderlei, Universidade Federal de Alagoas

Graduando em Meteorologia da Universidade Federal de Alagoas. Tem experiência na área de Geociências, com ênfase em Meteorologia Urbana, Meteorologia Aplicada e Meteorologia Ambiental.

Geraldo de Carvalho Neto, Universidade Federal Fluminense

Mestre em Tecnólogia Ambiental pela Universidade Federal Fluminense - UFF, Bacharel em Agronomia pela Universidade Federal de Lavras - UFLA, MG, com experiências acadêmicas e técnico-científicas nas áreas de agroecologia (sistemas agroflorestais, permacultura e agricultura orgânica), fisiologia vegetal/ecofisiologia, dinâmica funcional de ecossistemas, gestão de agroecossistemas, sensoriamento remoto, geoprocessamento e SIG. Trabalhou com produção e comércio de mudas de espécies nativas e exóticas.

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Publicado

04-06-2024

Como Citar

GOIS, G. de; TERASSI, P. M. de B.; MOREIRA, J. G. do V.; FREITAS, J. da S.; SOBRAL, B. S.; MUNIZ, M. A.; COSTA JÚNIOR, D. S. da; ALELUIA, I. S. S.; VANDERLEI, M. H. G. dos S.; CARVALHO NETO, G. de. ÍNDICE DE ANOMALIA DE CHUVA E SUA ASSOCIAÇÃO AO EL NIÑO-OSCILAÇÃO SUL (ENOS) EM RIO BRANCO (AC), BRASIL. Caminhos de Geografia, Uberlândia, v. 25, n. 99, p. 148–166, 2024. DOI: 10.14393/RCG259970556. Disponível em: https://seer.ufu.br/index.php/caminhosdegeografia/article/view/70556. Acesso em: 12 jul. 2024.

Edição

Seção

Artigos