O QUE FITÓLITOS, ESPÍCULAS DE ESPONJAS E CONCHAS NOS “CONTAM” SOBRE O PASSADO DO SAMBAQUI DA FOZ DO RIO PORUQUARA, GUARAQUEÇABA, PARANÁ?

Autores

  • Fernando Henrique Villwock Universidade Estadual de Maringá
  • Mauro Parolin Universidade Estadual do Paraná
  • Claudia Inês Parellada Departamento de Arqueologia do Museu Paranaense https://orcid.org/0000-0002-1603-3144

DOI:

https://doi.org/10.14393/RCG249465891

Palavras-chave:

Dados “proxies”, Sítio Arqueológico, Paleoambientes

Resumo

As diferentes ocupações humanas pretéritas estão correlacionadas a filtros culturais entrelaçados às condições paleoambientais, dentre esses vestígios estão os sambaquis, que podem ser caracterizados como morros artificiais. A pesquisa foi realizada no sambaqui da Foz do Rio Poruquara, município de Guaraqueçaba, Paraná, tendo como objetivo interpretar o significado paleoambiental dos fitólitos, das espículas de esponja e das conchas de moluscos recuperados na área de estudo. Nas amostras de perfis estratigráficos, do acervo do Museu Paranaense, para a recuperação dos fitólitos e espículas de esponja utilizou-se de protocolos já descritos na literatura para esses “proxies”, enquanto as conchas foram identificadas por meio de método comparativo. Estabeleceu-se para o sambaqui da Foz do Rio Poruquara datação relativa de aproximadamente 4.000 anos AP. Com base na ocorrência dos fitólitos ao longo do perfil, foi possível estabelecer três zonas com características de vegetação diferentes: I) base: gramíneas; II) intermediária: gramíneas-arbustivo; III) topo: arbóreo-gramíneas. Quanto às espículas de esponjas verificou-se que a área do sambaqui sempre esteve sob influência das oscilações do nível do mar. As conchas de moluscos indicam que durante todo o período de construção do sambaqui a vegetação manteve características similares às observadas na atualidade (baías, estuários e mangues).

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Biografia do Autor

Fernando Henrique Villwock, Universidade Estadual de Maringá

Doutorando em Geografia pela Universidade Estadual de Maringá (UEM).

Mauro Parolin, Universidade Estadual do Paraná

Doutor em Ecologia de Ambientes Aquáticos Continentais pela Universidade Estadual de Maringá (UEM). Professor associado colegiado de geografia da Universidade Estadual do Paraná (UNESPAR) - Campus de Campo Mourão. 

Claudia Inês Parellada, Departamento de Arqueologia do Museu Paranaense

Doutora em Arqueologia pela Universidade de São Paulo (USP). Coordenadora do Departamento de Arqueologia do Museu Paranaense

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Publicado

01-08-2023

Como Citar

VILLWOCK, F. H.; PAROLIN, M.; PARELLADA, C. I. O QUE FITÓLITOS, ESPÍCULAS DE ESPONJAS E CONCHAS NOS “CONTAM” SOBRE O PASSADO DO SAMBAQUI DA FOZ DO RIO PORUQUARA, GUARAQUEÇABA, PARANÁ?. Caminhos de Geografia, Uberlândia, v. 24, n. 94, p. 99–117, 2023. DOI: 10.14393/RCG249465891. Disponível em: https://seer.ufu.br/index.php/caminhosdegeografia/article/view/65891. Acesso em: 21 jul. 2024.

Edição

Seção

Artigos