MANIFESTAÇÕES CLÃ?NICAS DE LEPTOSPIROSE EQÃœINA NO DISTRITO DE CRUZEIRO DOS PEIXOTOS DE UBERLÂNDIA-MG - RELATO DE CASO

Autores

  • CARVALHO, B.R. FAMEV - UFU
  • FREITAS, P.F.A. FAMEV - UFU
  • MORAES, G.P. FAMEV - UFU
  • BASTOS, J.E.D. FAMEV - UFU
  • LIMA, A.M.C. FAMEV - UFU
  • MUNDIM, A.V. FAMEV - UFU

Palavras-chave:

Zoonose, leptospirose, eqüino.

Resumo

A Leptospirose é uma zoonose bacteriana prevalente em todo o mundo. É causada por espiroquetas da espécie Leptospira interrogans, que apresentam mais de 212 sorovares, agrupados em 23 sorogrupos. Este agente pode afetar animais domésticos, silvestres e seres humanos, representando, portanto, um importante problema de saúde pública. A leptospirose eqüina é uma enfermidade causada por diferentes sorovares de Leptospira interrogans, manifestando-se normalmente por uveíte recorrente, abortos ou outros distúrbios reprodutivos. Embora evidências sorológicas de infecções por leptospira sejam comuns em eqüinos, a doença clínica não é freqüente. Em eqüinos a leptospirose geralmente se manifesta como doença aguda ou crônica, individual ou de grupo de animais, sendo que a maioria das infecções apresenta caráter inaparente, levando o clínico ter uma falsa impressão que esta enfermidade não ocorre em eqüinos. Dois potros de aproximadamente três anos foram encaminhados ao Hospital Veterinário da Universidade Federal de Uberlândia para aula prática de orquiectomia, um destes animais apresentou sintomatologia clínica suspeita de leptospirose. Amostra de sangue deste animal foi encaminhada para o Laboratório de Doenças Infecto-contagiosas da Faculdade de Medicina Veterinária da Universidade Federal de Uberlândia para diagnóstico laboratorial de leptospirose pelo teste de soroaglutinação microscópica de campo escuro para leptospirose, apresentando resultado positivo. Estes dois potros eram provenientes de uma mesma propriedade, onde ainda havia mais dez animais da espécie eqüina (todos sem raça definida, sendo sete cavalos e três éguas), optou-se por realizar a soroaglutinação microscópica em campo escuro nos soros destes animais. Alguns animais apresentavam temperatura em torno de 39°C, apatia, indisposição, anorexia, icterícia e uveíte, sendo que a úvea posterior apresentava- se hiperêmica, edemaciada, com intenso lacrimejamento e fotofobia. No hemograma o destaque foi para leucocitose, com 16800 leucócitos por microlitro (ìL), e no exame de soroaglutinação de campo escuro para leptospirose o resultado foi positivo de oito em doze animais testados. Os sorovares mais envolvidos nesse relato foram butemo, cynopteri, icterohaemorrhagie,pomona, sentot, tarassovi, grippotyphosa, bratislava e wolffi. Não houve positividade para australis, autumnalis, ballum, butembo, grippotyphosa, icterohaemorrhagiae, pomona e tarassovi. Muitas vezes o médico veterinário frente a eqüinos com manifestações de aborto, febre, apatia, anorexia, icterícia e uveíte, com intenso lacrimejamento e fotofobia, não costuma suspeitar sobre a possibilidade de encontrar positividade para leptospirose. A leptospirose, uma vez diagnosticada, pode ser tratada de forma eficiente e segura com antimicrobianos. Altas prevalências de aglutininas anti-leptospira em eqüinos sugerem que estes animais são possíveis carreadores da doença, eliminando através da urina no meio ambiente e consequentemente infectando outros animais, como bovinos e humanos. Os resultados encontrados nestes animais comprovam que a infecção por Leptospira sp. em eqüinos é uma realidade devendo-se, portanto, considerar a possibilidade da ocorrência desta enfermidade na espécie eqüina.

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Publicado

2008-02-12

Como Citar

B.R., C., P.F.A., F., G.P., M., J.E.D., B., A.M.C., L., & A.V., M. (2008). MANIFESTAÇÕES CLÃ?NICAS DE LEPTOSPIROSE EQÃœINA NO DISTRITO DE CRUZEIRO DOS PEIXOTOS DE UBERLÂNDIA-MG - RELATO DE CASO. Veterinária Notícias - Vet Not, 12(2). Recuperado de https://seer.ufu.br/index.php/vetnot/article/view/18766

Edição

Seção

Artigos