COMPORTAMENTO REPRODUTIVO DE FÊMEAS BOVINAS PORTADORAS DE DERMATITE DIGITAL

Autores

  • SILVA, L.A.F. UFG
  • BARBOSA, V.T. EV - UFG
  • SOARES, L.K. EV - UFG
  • BERNARDES, K.M. EV - UFG
  • COELHO, C.M.M. HV - UFG
  • GUIMAR C.O. EV - UFG
  • MOURA, M.I. EV - UFG
  • SILVA, D.F.F. EV - UFG
  • LIMA, I.R. EV - UFG
  • FRANCO, L.G. EV - UFG

Palavras-chave:

Ciclo estral, enfermidade digital, tempo de serviço, vaca.

Resumo

A dermatite digital bovina é considerada um dos principais obstáculos econômicos e produtivos à bovinocultura, podendo levar a perdas relacionadas ao escore corporal, produção de leite, descarte prematuro, altos custos do tratamento e interferência sobre o desempenho reprodutivo. A doença é caracterizada por inflamação na pele do espaço interdigital palmar/plantar ou dorsal e a lesão pode adquirir aspecto erosivo, ulcerativo, proliferativo, sendo denominada papilomatosa ou verrucosa. Os sinais clínicos inespecíficos da dermatite digital compreendem claudicação de intensidade variada, relutância em se locomover, dentre outros. No presente trabalho avaliou-se durante 12 meses o comportamento reprodutivo de 20 fêmeas bovinas, mestiças (Gir x Holandesa) na faixa etária entre 30 e 84 meses, iniciando-se o estudo logo após o parto. Os bovinos foram divididos em dois grupos (GI e GII) de dez animais, onde, os componentes do GI eram portadores de dermatite digital erosiva ou verrucosa, e os do grupo GII por animais saudáveis. Dentre os bovinos pertencentes ao grupo GI, dois (20%) apresentaram o período de serviço de aproximadamente 130 dias, um (10%) de 180 dias, três (30%) de 250 dias, dois (20%) de 320 dias e dois (20%) não manifestaram cio, sendo que destes em um (50%) foi diagnosticado cisto ovariano. Em cinco animais alocados no grupo I (50%) os ovários apresentaram-se lisos e os cornos uterinos flácidos, especialmente na avaliação realizada aos 240 dias do pós-parto. Seis animais pertencentes ao GI emprenharam com uma média de 1,8 serviços por animal. Quanto aos bovinos que compuseram o grupo GII, o período de serviço foi de até 120 dias, sendo que em cinco animais houve manifestação de cio em aproximadamente 240 dias. Em apenas um animal (10%) não foi confirmada prenhez, sendo que neste, a consistência dos cornos uterinos manteve-se flácido com ovários lisos e pequenos. Em média, foram necessários 1,3 serviços por animal para se obter a prenhez. Ficou evidenciado que a dermatite digital bovina pode interferir negativamente no comportamento de fêmeas bovinas.

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Publicado

2008-02-12

Como Citar

L.A.F., S., V.T., B., L.K., S., K.M., B., C.M.M., C., C.O., G., M.I., M., D.F.F., S., I.R., L., & L.G., F. (2008). COMPORTAMENTO REPRODUTIVO DE FÊMEAS BOVINAS PORTADORAS DE DERMATITE DIGITAL. Veterinária Notícias, 12(2). Recuperado de https://seer.ufu.br/index.php/vetnot/article/view/18703

Edição

Seção

Artigos