PESQUISA DE CAMPILOBACTERIOSE GENITAL BOVINA EM TOUROS DO TRIÂNGULO MINEIRO

Autores

  • FREITAS, P.F.A. FAMEV - UFU
  • SAQUY, A.C.S. FAMEV - UFU
  • DINIZ, E.G. FAMEV - UFU

Palavras-chave:

Campilobacteriose, Campylobacter fetus, coito, criptas, prepúcio, touro.

Resumo

A campilobacteriose genital bovina é uma enfermidade infecciosa venérea causada pela bactéria Campylobacter fetus subsp. veneralis, que leva a infertilidade temporária da vaca devido a repetições de cios e abortos. As perdas econômicas são decorrentes do descarte e da reposição de animais inférteis, abortos e mortes embrionárias que provocam queda na produção de bezerros. Além disso, as produções de leite e carne também são afetadas pelo aumento do intervalo entre partos. Este agente possui uma larga distribuição mundial e no Brasil foi observada uma prevalência de 18,8% nos principais estados produtores de bovinos de corte. As novilhas e vacas jovens são mais susceptíveis, pois ainda não entraram em contato com o agente ou com touros contaminados; já os touros com mais de 5 anos se infectam mais, pois possuem as criptas no epitélio do pênis mais desenvolvidas. A transmissão da campilobacterio-se genital bovina se dá através do coito, pois o microorganismo instala-se no prepúcio dos machos e no trato genital das fêmeas. Na vaca, o agente causa uma reação inflamatória na mucosa uterina impossibilitando a implantação do zigoto e provo-cando conseqüente morte do embrião; ao passo que no touro, não se observa lesões. O objetivo do presente estudo foi avaliar a ocorrência da cam-pilobacteriose genital bovina em touros da região do Triângulo Mineiro-MG uma vez que tal doença provoca sérios problemas econômicos para a bovinocultura nacional, com o intuito de oferecer melhores informações sobre sua distribuição geográfica e epidemiologia. Para isso, foram coletadas amostras de lavados prepuciais de 30 touros de raças variadas, com idade entre 2,5 e 10 anos, distribuídos em 3 faixas etárias da seguinte maneira: G1 de 2,5 a 5 anos, G2 acima de 5 a 7,5 anos e G3 acima de 7,5 até 10 anos. Os animais pertenciam a 9 propriedades de pecuárias de corte e de leite, localizadas em 4 municípios distintos da região estudada. O lavado prepucial foi feito com solução salina (50 mL, aproximadamente) e o material coletado depositado em recipiente estéril mantido sobre refrigeração até o momento da análise pela técnica de imunofluorescência direta, realizada no Laboratório de Doenças Bacterianas da Universidade Federal de Minas Gerais - UFMG. Dos 30 touros estudados todos foram negativos para o método de diagnóstico de imunofluorescência direta, não corroborando com diversos trabalhos já realizados que oscilaram entre 12 e 66,9% de positividade no Brasil.

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Publicado

2008-02-12

Como Citar

P.F.A., F., A.C.S., S., & E.G., D. (2008). PESQUISA DE CAMPILOBACTERIOSE GENITAL BOVINA EM TOUROS DO TRIÂNGULO MINEIRO. Veterinária Notícias, 12(2). Recuperado de https://seer.ufu.br/index.php/vetnot/article/view/18782

Edição

Seção

Artigos