Estoque de carbono em solos sob pastagens cultivadas na bacia hidrográfica do Rio Paranaíba / Carbon storage in soils of cultivated pastures in the Parnaiba River basin
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Palavras-chave

Pastagens
Estoque de carbono
Bacia do Rio Paranaíba

Como Citar

ROSA, R.; SANO, E. E.; ROSENDO, J. dos S. Estoque de carbono em solos sob pastagens cultivadas na bacia hidrográfica do Rio Paranaíba / Carbon storage in soils of cultivated pastures in the Parnaiba River basin. Sociedade & Natureza, [S. l.], v. 26, n. 2, 2014. Disponível em: https://seer.ufu.br/index.php/sociedadenatureza/article/view/24180. Acesso em: 25 maio. 2022.

Resumo

Este trabalho teve como objetivo avaliar o estoque de carbono nos solos sob pastagens cultivadas, na bacia hidrográfica do Rio Paranaíba. Para estimar a quantidade de carbono estocado foram coletadas 80 amostras de solo, de forma aleatória, sendo que 40 em pastagens degradadas e 40 em pastagens melhoradas, nas profundidades de: 0-5 cm; 5-10 cm; 10-20 cm e 20-30 cm. As variáveis do solo analisadas foram: textura; densidade; teor de carbono total (%) e estoque de carbono (Mg/ha). Em média as pastagens (melhorada e degradada), ocupam áreas de solo com características físicas semelhantes. A densidade do solo sob pastagem melhorada é menor do que a dos solos sob pastagem degradada. A densidade aumenta com o aumento da profundidade de coleta do solo, em ambos os tipos de pastagem. O teor de carbono diminui com a profundidade de coleta do solo, independente das condições da pastagem. Em média, a pastagem melhorada apresenta um valor mais elevado de carbono no solo do que a pastagem degradada, em todas as profundidades analisadas. A camada superficial (0-5 cm) apresenta o maior teor de carbono, tanto para pastagem melhorada (2.60%) quanto para pastagem degradada (1.90%). Se considerarmos todas as camadas analisadas (0-30 cm) a pastagem melhorada possui um estoque de carbono de 68.28 Mg/ha, enquanto que a pastagem degradada possui 59.35 Mg/ha. Os dados comprovam que uma pastagem bem manejada consegue reter no solo na profundidade de 0-30 cm, 15% a mais de carbono do que em uma pastagem degradada, ressaltando a importância do manejo das pastagens como forma de retirar carbono da atmosfera e armazenar no solo. Em um cenário onde toda a pastagem degradada fosse convertida em melhorada, a bacia teria um potencial de aumento do estoque de carbono no solo da ordem de 41 Tg.
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