Sociedade & Natureza https://seer.ufu.br/index.php/sociedadenatureza <p align="justify">A Revista SOCIEDADE &amp; NATUREZA, sendo veículo de registro e divulgação científica, tem como objetivos: publicar trabalhos inéditos de revisão crítica sobre tema pertinente à Geografia e áreas afins ou resultado de pesquisa de natureza empírica, experimental ou conceitual; fomentar o intercâmbio de experiência em sua especialidade com outras Instituições, nacionais ou estrangeiras, que mantenham publicações congêneres; defender e respeitar os princípios do pluralismo de idéias filosóficas, políticas e científicas. <br>Não há custos para os autores quanto ao envio e publicação de artigos (article processing charges (APCs) / article submission charges).&nbsp;</p> Universidade Federal de Uberlândia pt-BR Sociedade & Natureza 0103-1570 <p align="justify"><strong>Direitos</strong> <strong>Autorais para artigos publicados nesta revista são do autor, com direitos de primeira publicação para a revista. Em virtude de aparecerem em revista de acesso público, os artigos são licenciados sob Creative Commons Attribution (BY), que permite o uso irrestrito, distribuição e reprodução em qualquer meio, desde que o trabalho original seja devidamente citado.</strong></p> <div class="textLayer"> <div class="endOfContent">&nbsp;</div> </div> <div class="annotationLayer">&nbsp;</div> Uso de Técnicas Geomorfométricas para Identificação dos Padrões de Relevo na Bacia do Rio Preto, no Planalto Ocidental Paulista https://seer.ufu.br/index.php/sociedadenatureza/article/view/64869 <p>A ciência geomorfológica muito se beneficia dos avanços tecnológicos, das ferramentas SIG disponibilizadas por meio de softwares livres e de uma maior acessibilidade às bases de dados planialtimétricas globais ou quase-globais em escala de semidetalhe. Consequentemente, é crescente o uso da geomorfometria aplicada à cartografia geomorfológica e otimização das rotinas de mapeamento utilizando métodos digitais semi-automatizados. O presente trabalho aplica uma classificação geomorfométrica parametrizada a partir de um Modelo Digital de Elevação para compartimentar os padrões de relevo da bacia do Rio Preto (BRP). São três os principais parâmetros morfométricos utilizados na definição dos padrões de formas de relevo, a saber, a densidade de drenagem (DD), o índice de concentração de rugosidade (ICR) e a elevação relativa (ER) - uma aproximação da amplitude altimétrica. As classes do mapa de dissecação global (DDxICR) e a ER foram usadas para criar uma chave de classificação dos modelados e tipos de relevo com base nos conhecimentos teórico e de campo. Apesar da aparente simplicidade e monotonia de um relevo predominantemente colinoso, característico do planalto ocidental paulista, os resultados demonstram riqueza nos padrões de formas, com topos aplainados e colinas suaves (65% da área de estudo), topograficamente favoráveis à expansão agrícola regional; colinas onduladas (9% da área de estudo), associadas a um maior grau de dissecação, onde predominam os processos morfodinâmicos em detrimentos dos processos pedogenéticos; relevos dissecados associados aos fundos de vale (18% da área de estudo), onde predominam processos de dissecação de natureza fluvial; e planícies fluviais (8% da área de estudo), que são feições deposicionais quaternárias localizadas nos fundos dos vales. Para além de uma caracterização morfográfica da área de estudo, este trabalho lança luz sobre alguns aspectos metodológicos do mapeamento e se pretende aplicado à avaliação da vulnerabilidade ambiental em atividades futuras.</p> João Paulo Carvalho Araújo Francisco Assis Dourado Silva Thallita Isabela Silva Martins Nazar Copyright (c) 2021 João Paulo Carvalho Araújo, Francisco Assis Dourado Silva, Thallita Isabela Silva Martins Nazar https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 2022-08-02 2022-08-02 34 1 10.14393/SN-v34-2022-64869 Evaluation of compositing algorithms from the regular and non-regular intervals using MODIS daily images in the Amazon region with a high percentage of cloud cover https://seer.ufu.br/index.php/sociedadenatureza/article/view/65356 <p>One challenge in the study of optical remotely sensed time series in the Amazon is the constant cloud cover. The present study evaluates different compositing techniques using regular and non-regular intervals to obtain cloud-free images over large areas. The study area was the municipality of Capixaba, State of Acre, belonging to the Amazon region. The tests considered four compositing algorithms (maximum, minimum, mean, and median) for daily MODIS sensor data (b1 and b2, 250m). The compositing technique from regular intervals adopted the following periods: 8, 16, 24, 32, 40, and 48 days. The irregular interval composite images adopted different composition intervals for dry seasons (April to September) and rainy (October to March). The cloud mask and viewing angle constraint allowed to obtain information without atmospheric interference and closest to the nadir view. The composite images using regular intervals did not allow for overcoming the high frequency of cloud cover in the region. The composite images from non-regular intervals presented a higher percentage of cloud-free pixels. The mean and median methods provided a better visual appearance of the images, corroborating with the homogeneity test. Therefore, composite images from non-regular intervals may be an appropriate alternative in places with constant cloud coverage.</p> Cristiane Batista Salgado Osmar Abílio Carvalho Junior Nickolas Castro Santana Roberto Arnaldo Trancoso Gomes Renato Fontes Guimarães Cristiano Rosa Silva Copyright (c) 2021 Cristiane Batista Salgado, Osmar Abílio Carvalho Junior, Nickolas Castro Santana, Roberto Arnaldo Trancoso Gomes, Renato Fontes Guimarães, Cristiano Rosa Silva https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 2022-07-25 2022-07-25 34 1 10.14393/SN-v34-2022-65356 Impact evaluation of the extreme weather event in mangroves of the Brazilian Southeast Coast with remote sensing https://seer.ufu.br/index.php/sociedadenatureza/article/view/64352 <p>Among the various environments present on the planet that deserve due attention, as they have particularities and specificities of chemical, physical and biological orders, mangroves stand out. These ecosystems are mostly located in the intertropical zones where continental and oceanic waters meet, being crucial for a great diversity of animal species that find, in it, conditions that allow them to live and reproduce. In addition, this ecosystem is also for many local residents, such as traditional fishermen and crab farmers, a place for income generation, thus assuming an important socio-economic function. In addition, mangroves, through vegetation, help to protect the coast and act as important carbon sequestrants and stores. Among the less invasive methodologies that make it possible to analyze a series of dynamics of this environment, reducing costs with the field and the risks inherent to its natural characteristics, Remote Sensing stands out. Therefore, the general objective of this research was to evaluate the effectiveness of the NDVI, SAVI and LAI vegetation indices in recording the consequences of an extreme climatic event that occurred on June 1, 2016, in the mangroves of the Reserva de Desenvolvimento Sustentável Municipal Piraquê Açu-Mirim, located in Aracruz (ES), Southeast Coast Brazil. To achieve the objective, time series between February 2016 (before the event) and December 2020 were used. The results, which include maps and statistical graphs, allowed the delimitation of areas according to the intensities of the impacts and their consequences on the vegetation. While the vegetation of Piraquê-Açu underwent regeneration processes in all affected areas, in Piraquê-Mirim the area with the greatest impact remained destroyed. Given the socio-environmental importance of mangroves, it is necessary to implement projects aimed at their recovery. Both the methodology and the indices were efficient to achieve the objectives and can be reproduced in other mangroves.</p> Marco Antonio Saraiva da Silva André Luiz Lopes Faria Copyright (c) 2021 Marco Antonio Saraiva da Silva, André Luiz Lopes Faria https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 2022-07-05 2022-07-05 34 1 10.14393/SN-v34-2022-64352 Óbitos por Síndrome Respiratória Aguda Grave em Indígenas no Rio Grande do Sul, 2020-2021 https://seer.ufu.br/index.php/sociedadenatureza/article/view/64950 <p>No Brasil, a conflitante diversidade entre as medidas do governo central (negação da severidade do problema) e aquelas de estados e municípios (obedecendo às orientações sanitárias e epidemiológicas) agudizou a altíssima vulnerabilidade da população. Ante à insuficiência e débil estrutura sanitária para fazer face à pandemia da Covid-19, a população indígena e outras minorias racializadas tem sofrido sobremaneira o impacto. Neste sentido, este texto busca descrever os óbitos por Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) em indígenas no contexto da pandemia de Covid-19 no Rio Grande do Sul. É um estudo ecológico, descritivo e analítico que utiliza base de dados aberta dos óbitos por SRAG até setembro de 2021. Foram mapeados clusters e outliers da população indígena com o parâmetro dos setores censitários utilizando o modelo de Anselin Local Moran's I e a espacialização das terras indígenas demarcadas. Foi calculado o risco relativo de óbitos de indígenas em relação à população branca em municípios selecionados. Os resultados indicam que os óbitos por SRAG são desproporcionais para indígenas em áreas clusterizadas e que o risco relativo de óbitos em alguns municípios com alta concentração de população indígena comparado aos brancos é especialmente alto no norte do estado. Conclui-se que a adoção de medidas geoestratégicas de contenção e de reparação dos impactos acirrados na pandemia de Covid-19 é urgente.</p> Maurício Polidoro Jéssica Camila Sousa Rosa Paranhos Francisco Mendonça Daniel Canavese Copyright (c) 2021 Maurício Polidoro, Jéssica Camila Sousa Rosa Paranhos, Francisco Mendonça, Daniel Canavese https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 2022-07-01 2022-07-01 34 1 10.14393/SN-v34-2022-64950 What is the role of volunteer work in protected areas? A case study in Brazil https://seer.ufu.br/index.php/sociedadenatureza/article/view/64289 <p>Currently, protected areas around the world have a demand for volunteer work. At the same time, people in several countries that house protected areas seek out these spaces to serve as volunteers. This process occurs in a scenario strongly influenced by the neoliberal economy, which is marked by cuts in environmental management budgets and increased protected areas visitation. Based on this context, the objective was to analyze the role of volunteer work in protected areas in the context of neoliberal paradigm predominance. For this purpose, it was established a current overview of volunteer activity through a case study in Brazil by collecting information from volunteers and managers, heads or managers of protected areas receptive to volunteer work in interviews using structured questionnaires. It was found that Parques Nacionais are the categories with the greatest demand for volunteer work. It was also found the most part of volunteers is between 20 and 30 years old, and their education level is higher education in undergraduate courses related to biological sciences. It was identified significant differences between the perceptions of managers and volunteers about volunteer work objectives. However, both groups indicated that “Environmental education/environmental interaction and interpretation” and “Support for visitation” are the most frequently performed activities, and the main form of support and trade-off for volunteer work is the offering of certificates. Thus, volunteer work seeks to contribute to the protected areas objectives by supporting the management of these areas during public use activities. However, in the current scenario, this work is palliative in the face of the impacts of the dismantling of environmental policy that affects most countries that have Protected areas and have surrendered to neoliberal conservation.</p> Wanderley Jorge Silveira Junior Lucas Dezidério Santana Cléber Rodrigo Souza Renata Vichi Yaguinuma Carolina Ribeiro Gomes Marco Aurélio Leite Fontes Copyright (c) 2021 Wanderley Jorge Silveira Junior, Lucas Dezidério Santana, Cléber Rodrigo Souza, Renata Vichi Yaguinuma, Carolina Ribeiro Gomes, Marco Aurélio Leite Fontes https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 2022-06-30 2022-06-30 34 1 10.14393/SN-v34-2022-64289 Erosividade da Chuva no Município de São Pedro - SP: Análise entre 1960-2020 https://seer.ufu.br/index.php/sociedadenatureza/article/view/64608 <p>No município de São Pedro - SP, a erosão hídrica afeta tanto a área urbana como a rural e acarreta perdas ambientais, sociais e econômicas. Para compreender a dinâmica dos processos erosivos é fundamental conhecer as características do meio físico, entre elas o potencial erosivo das chuvas. Nesse contexto, o objetivo deste trabalho foi caracterizar o potencial erosivo das chuvas no município de São Pedro, localizado na região centro-leste do estado de São Paulo, utilizando dados de chuva mensal para quatro cenários temporais: 1962, 1972, 1988, 2010 e 2020. A análise foi desenvolvida com base na precipitação média anual, Índice de Erosividade (EI30) e Coeficiente de Chuvas (R). Para representar espacialmente a erosividade foi utilizado o método de interpolação Inverso da Potência da Distância (IPD) em ambiente SIG (ArcGIS). Índices mais elevados foram observados nos anos de 1962 e 1972 e indicam que houve uma redução do potencial erosivo. Os resultados permitiram concluir que no município ocorreram chuvas com médio e alto potencial erosivo e, portanto, considerando sua ação conjunta com outros fatores ambientais e antrópicos, pode favorecer a deflagração e evolução das erosões. Além disso, esses resultados são importantes e podem auxiliar ações de manejo e conservação do solo, bem como a gestão do território, em conformidade com as características do meio físico.</p> Monique Neves José Augusto Di Lollo Copyright (c) 2021 Monique Neves, José Augusto Di Lollo https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 2022-06-21 2022-06-21 34 1 10.14393/SN-v34-2022-64608 Impactos do uso e cobertura do solo na produção de sedimentos em área de manancial peri-urbano tropical https://seer.ufu.br/index.php/sociedadenatureza/article/view/64640 <p>Como consequência da interferência do uso e cobertura do solo no processo erosivo, conhecer a dinâmica de uma bacia hidrográfica que é utilizada como fonte de água destinada ao abastecimento urbano, é essencial. Devido à sua complexidade e a necessidade de fazer estimativas, o desenvolvimento de modelos matemáticos é fundamental para tomadas de decisão assertivas. Dentre os modelos existentes, o modelo (Soil &amp; Water Assessment Tool) SWAT é um dos mais utilizados no mundo. Neste contexto, o objetivo do trabalho é comparar o uso do solo no manancial do Ribeirão do Feijão, localizado no sudeste do Brasil, entre períodos distintos e estimar a produção de sedimentos relacionando com o uso do solo da bacia, utilizando o SWAT +, assim como definir áreas prioritárias para melhoria do cenário de qualidade da água. A simulação foi realizada dividindo a bacia em sub-bacias e atribuição de múltiplas Unidade de Resposta Hidrológica (HRUs). As métricas utilizadas para analisar a eficiência do modelo indicam que os resultados satisfatórios, com Nash-Sutcliffe (NSE) de 0,53 e 0,54, para calibração e validação da vazão, respectivamente. O modelo representado nesse estudo pode contribuir para orientar futuros planejamentos do uso e cobertura do solo, viabilizando a previsão de distintos cenários e possíveis impactos na produção de água.</p> Estephania Silva Jovino Ronaldo Angelini Danielle Almeida Bressiani Karina Patrícia Vieira Cunha Carlos Willmer Costa Copyright (c) 2021 Estephania Silva Jovino, Ronaldo Angelini, Danielle Almeida Bressiani, Karina Patrícia Vieira Cunha, Carlos Willmer Costa https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 2022-06-21 2022-06-21 34 1 10.14393/SN-v34-2022-64640 Sedimentologia e reconstituição volumétrica de depósitos de corridas de lama em planície aluvial: estudo na bacia do rio Jacareí, Paraná https://seer.ufu.br/index.php/sociedadenatureza/article/view/64381 <p>Corridas de lama e de detritos extremas podem soterrar planícies aluviais. O relato deste processo, bem como o conhecimento sobre as características sedimentológicas e estimativas de volumes destes depósitos, ainda são escassos na literatura. Tais conhecimentos são importantes para a compreensão do papel destes eventos na morfogênese das planícies aluviais de margem serrana. Tendo a planície aluvial do rio Jacareí (litoral do Paraná) como recorte de estudo, área soterrada recentemente por corridas de lama em março de 2011, objetiva-se analisar a sedimentologia e estimar o volume dos depósitos instantâneos formados pelos processos gravitacionais supracitado. Os depósitos foram mapeados a partir de uma base de dados geoespaciais. Após, foram realizadas coletas de amostras para análises laboratoriais. Para estimar o volume, foram coletados em campo pontos amostrais com medidas da espessura dos depósitos, encaminhados para interpolação em ambiente SIG. Foram identificados depósitos pelíticos (9%), psefíticos (4%) e psamíticos (87%). Os depósitos psamíticos apresentaram dois comportamentos distintos em função da dinâmica de escoamento e soterramento da planície. O volume total do depósito foi estimado em 1.7 milhão de toneladas de sedimentos. Os resultados demostram a elevada magnitude do evento de 2011, visto que em um período inferior a 24 horas a bacia do rio Jacareí movimentou mais de 8,5 vezes a produção anual de sedimentos das unidades hidrográficas que drenam para o Complexo Estuarino de Paranaguá.</p> Otacílio Lopes de Souza Paz Eduardo Vedor Paula Copyright (c) 2021 Otacílio Lopes de Souza Paz, Eduardo Vedor Paula https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 2022-06-20 2022-06-20 34 1 10.14393/SN-v34-2022-64381 Os Novos Ecossistemas do “Sertão Carioca”: Transformação da Paisagem e História de Uso da Terra na Bacia do Rio Piabas (1968-2018), Rio de Janeiro https://seer.ufu.br/index.php/sociedadenatureza/article/view/64183 <p>As transformações na paisagem são produto histórico das relações sociais com o ambiente. Os ecossistemas modificados por essas agências respondem a estas transformações com novidades ecológicas, sobretudo na estrutura e composição. Atualmente podemos entender estas paisagens culturais como sistemas socioecológicos compostos por novos ecossistemas. As áreas distantes do centro urbano do Rio de Janeiro, conhecidas como “Sertão Carioca”, foram destinadas à agricultura e vêm sendo atingidas pelo processo de expansão urbana. Os ecossistemas remanescentes guardam as marcas da história de uso do solo. A bacia do rio Piabas, parte integrante do “Sertão Carioca”, foi analisada com objetivo de compreender a transformação da paisagem e identificar as mudanças na cobertura vegetal e uso das terras ocorridas no período de 1968 a 2018. Foram usadas fotografias aéreas de 1968 e imagens de satélite de 2018 a fim de comparar os mapeamentos da cobertura vegetal e uso das terras na escala 1:10.000. A bacia do rio Piabas em 1968 apresentava predominância de plantios agrícolas (63%), onde viam-se lavouras perenes ou temporárias e plantios de banana. Nas serras, encontravam-se fragmentos florestais remanescentes (25%) e árvores frutíferas plantadas ao redor das casas (4,3%). No ano 2018, predominam novos ecossistemas florestais em estágio médio de regeneração (47%). O avanço dessa classe contou com o recuo dos bananais e com o decreto do Parque Estadual da Pedra Branca (PEPB). Das lavouras temporárias e permanentes, restam somente 10%. Comparando a variação das transformações nesses 50 anos, o crescimento da área urbana se destaca (539%), registrando a chegada da cidade ao “Sertão”. Essa expansão urbana ocorreu principalmente sobre ecossistemas de baixada. A falta de planejamento territorial que concilie a conservação da biodiversidade e atividades agroecológicas no processo de urbanização dessa região afetará as condições de qualidade de vida de seus residentes.</p> Felipe Noronha Marcelo Motta Freitas Alexandro Solórzano Copyright (c) 2021 Felipe Noronha, Marcelo Motta Freitas, Alexandro Solórzano https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 2022-06-13 2022-06-13 34 1 10.14393/SN-v34-2022-64183 Condições microclimáticas no Parque do Ingá-PR pelos parâmetros de umidade do ar https://seer.ufu.br/index.php/sociedadenatureza/article/view/64034 <p>A complexidade em mensurar a água, nos diferentes estados físicos, apoia-se em instrumentos registradores pouco precisos e em um sistema climático, cuja delimitação é tênue. A exemplo da atmosfera e de sua composição variável, há vários índices para descrever um dos seus elementos, o vapor d’água. Nesta pesquisa objetivou-se estimar a umidade do ar no Parque do Ingá, em Maringá-PR, a partir de dados de umidade relativa obtidos de um registrador de temperatura e umidade inserido dentro do parque, nos intervalos temporais de abril de 2019 a janeiro de 2020 e de junho de 2020 a março de 2021. Buscou-se também verificar por sensoriamento remoto, a quantidade de vapor d’água precipitável sobre a mesma área, no intervalo temporal disponível das imagens MSI/Sentinel 2A. Concluiu-se que o Parque do Ingá possui potencial para ressaltar alguns efeitos benéficos à cidade, considerando-se sobretudo a umidade relativa e a condição de saturação mais rápida do vapor d’água naquele posto de observação. Quanto ao resultado da análise das imagens orbitais concluiu-se que o vapor d’água precipitável no parque foi de 26,298 mm no ano de 2019 e 25,950 mm em 2020, havendo redução nos seis primeiros meses no período de 2019 a 2021. A estimativa de vapor d’água por meio de imagens orbitais corroborou os dados mensurados pelo sensor fixo, e embora não se trate de medidas equivalentes, foi possível observar uma dinâmica de redução da umidade do ar.</p> Cíntia Minaki Vincent Dubreuil Margarete Cristiane Costa Trindade Amorim Copyright (c) 2021 Cíntia Minaki, Vincent Dubreuil, Margarete Cristiane Costa Trindade Amorim https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 2022-06-10 2022-06-10 34 1 10.14393/SN-v34-2022-64034 Disparidade Étnico-racial e Mortalidade pela Covid-19: Estudo de Caso com duas Cidades de Médio Porte https://seer.ufu.br/index.php/sociedadenatureza/article/view/64009 <p>A disparidade étnico-racial é uma inquietante adversidade que se faz vigente no contexto atual da sociedade brasileira. Durante a pandemia do Novo Coronavírus, diferentes países do mundo apontaram a relação entre esta e outras vulnerabilidades socioeconômicas e a mortalidade pelo vírus. A presente pesquisa objetivou analisar e fundamentar como a disparidade étnico-racial se fez presente durante a pandemia da COVID-19 contextualizando a problemática a partir da análise em duas cidades de médio porte, localizadas no Rio Grande do Sul: Rio Grande-RS e Pelotas-RS. O artigo foi baseado no método de abordagem hipotético-dedutivo, com participação da técnica de pesquisa bibliográfica junto ao estudo de caso, em que foram estimadas as taxas de mortalidade geral da população e as estratificadas entre brancos, pretos e pardos, baseadas nos dados do Registro Civil de Óbitos das cidades referidas. Os resultados obtidos no presente estudo apontam taxas de mortalidade entre pretos superiores às taxas entre os brancos (aumento de 36% em Rio Grande e 46% em Pelotas), similares a resultados obtidos em outros estudos que investigaram metrópoles brasileiras. Nesse ínterim, os achados deste estudo ampliam a problemática da disparidade étnico-racial no contexto da pandemia da COVID-19, para além das grandes metrópoles brasileiras, e evidenciam um problema estrutural em cidades de médio porte.</p> Diuster Franceschi Gariboti Flavio Manoel Rodrigues Silva Júnior Copyright (c) 2021 Diuster Franceschi Gariboti, Flavio Manoel Rodrigues Silva Júnior https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 2022-06-09 2022-06-09 34 1 10.14393/SN-v34-2022-64009 A influência do fogo nas propriedades de um solo sob manejo de agricultura de corte e queima em ambiente serrano no bioma de Mata Atlântica https://seer.ufu.br/index.php/sociedadenatureza/article/view/63656 <p>Objetiva-se, aqui, avaliar o efeito do manejo do fogo nas transformações das propriedades físicas (granulometria e porosidade), químicas (matéria orgânica e pH) e mineralógica do solo. O estudo foi desenvolvido no distrito de São Pedro da Serra – Nova Friburgo/RJ, área de predomínio da agricultura de corte e queima, com presença de relevo formado por vertentes íngremes e vales encaixados. A região apresenta um clima Tropical de Altitude, caracterizado por verões quentes e chuvosos e invernos amenos e secos. A precipitação média anual é de 1.279 mm, sendo os meses mais chuvosos de novembro a março, e os meses mais secos de maio a agosto, marcando o período sazonal de chuvas (verão) e secas (inverno). Foram coletadas amostras deformadas e indeformadas de solo nas profundidades de 0-5cm, 5-10cm e 10-15cm, em uma área de incêndio (INC – fogo de alta intensidade) e outra com a presença de uma agricultura tradicional de corte e queima (CO – fogo de baixa intensidade). Conclui-se que as propriedades físicas, químicas e mineralógicas do solo têm respostas distintas à perturbação gerada pelo fogo. Os resultados indicam que a área onde ocorreu incêndio (INC), apresenta hidrofobicidade acompanhada de maiores valores de microporosidade. Já no sistema tradicional de corte e queima (CO) há maior percentual de macroporos. Os resultados sugerem que a agricultura tradicional de corte e queima foi o sistema que menos alterou as propriedades do solo.</p> Ana Valéria Freire Allemão Bertolino Bruno Souza Mattos Luiz Carlos Bertolino Copyright (c) 2021 Ana Valéria Freire Allemão Bertolino, Bruno Souza Mattos, Luiz Carlos Bertolino https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 2022-06-03 2022-06-03 34 1 10.14393/SN-v34-2022-63656 Vulnerabilidade à Poluição Antropogênica no Sistema Aquífero Dunas/Barreiras da Região Metropolitana de Natal https://seer.ufu.br/index.php/sociedadenatureza/article/view/63867 <p>Tradicionalmente, as águas subterrâneas têm sido consideradas protegidas pelo subsolo. No entanto, o descarte de poluentes estáveis ​​em zonas de infiltração favorável pode gerar contaminação do recurso hídrico, colocando em risco a saúde da população. Para solucionar a crescente contaminação de aquíferos por atividades antrópicas, a avaliação de vulnerabilidade é um dos requisitos fundamentais para gerar diretrizes, estratégias e políticas de prevenção e minimização da contaminação de águas subterrâneas. O presente estudo tem como objetivo avaliar a vulnerabilidade à poluição antropogênica nos aquíferos da Região Metropolitana de Natal. Nesta pesquisa foi utilizado o método GODS (Grau de confinamento, Ocorrência de substrato litológico, Distância da superfície do terreno ao nível da água subterrânea e tipo de Solo), que propõe um cálculo da vulnerabilidade por meio da multiplicação de quatro parâmetros geológicos e hidrológicos, os quais são: grau de confinamento hidráulico, ocorrência do substrato subjacente, distância ao nível da água subterrânea e tipo de solo. Foram usadas ferramentas de um Sistema de Informações Geográficas - SIG. Os resultados mostram que a maior parte do território está em um nível de vulnerabilidade baixo com 39,75%, em nível médio com 24,26%, seguido de um nível de vulnerabilidade extrema com 14,7%, 10,68% com nível alto e 10,61% insignificante. A pesquisa contribuiu para evidenciar como as características intrínsecas do aquífero Dunas-Barreiras da Região Metropolitana de Natal, permitem o transporte de poluentes até o lençol freático em algumas áreas como na zona costeira e nas porções mais baixas das bacias hidrográficas.</p> Felix David Rivera Madroñero Felipe Silva Oliveira Raquel Franco Souza Júlio Alejandro Navoni Copyright (c) 2021 Felix David Rivera Madroñero, Felipe Silva Oliveira, Raquel Franco Souza, Júlio Alejandro Navoni https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 2022-06-02 2022-06-02 34 1 10.14393/SN-v34-2022-63867 Construção da Ponte Maputo-KaTembe e a dinâmica de ocupação das Terras no Distrito Municipal de Katembe – Moçambique https://seer.ufu.br/index.php/sociedadenatureza/article/view/64566 <p>O presente estudo analisa a influência da ponte Maputo-KaTembe na alteração da dinâmica da ocupação das terras no distrito municipal de KaTembe. A ponte foi inaugurada a 10 de novembro de 2018, e a partir daí surgiu a expectativa de um novo cenário de desenvolvimento no distrito e novas dinâmicas de crescimento do tecido urbano. Com o uso da cartografia buscou-se mostrar a intensificação da urbanização no distrito e os padrões espaciais. Visou-se, portanto, compreender as dinâmicas antes e depois da construção da ponte, com o intuito de mostrar novas tendências com a entrada em funcionamento da ponte, o que já era espectável. Para tal, foram interpretadas visualmente imagens no Google Earth em diferentes momentos antes e depois da construção da ponte. O trabalho de campo foi realizado para verificar os padrões de crescimento da área ocupada e validação da classificação manual das imagens na plataforma Google Earth, uma metodologia que ofereceu melhor acurácia nos resultados obtidos. Os mapas produzidos evidenciaram uma intensificação da ocupação da terra no distrito a partir da entrada em funcionamento da ponte. A despeito da expansão do tecido urbano, medidas devem ser tomadas para prevenir problemas no futuro, sobretudo para o meio ambiente (inundações, pressão sobre recursos naturais, erosão costeira, etc.) e problemas sociais (segregação socio-espacial, mobilidade). Essas medidas passam pelo planejamento e gerenciamento do processo de uso e ocupação das terras.</p> Tomé Francisco Chicombo Copyright (c) 2021 Tomé Francisco Chicombo https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 2022-05-23 2022-05-23 34 1 10.14393/SN-v34-2022-64566 Riscos socioambientais de inundação urbana sob a perspectiva do Sistema Ambiental Urbano https://seer.ufu.br/index.php/sociedadenatureza/article/view/63717 <p>Na conjuntura dos problemas socioambientais urbanos, as inundações se destacam pela amplitude dos impactos sobre o espaço construído e, consequentemente, na vida da população. Tal problemática se tornou objeto de estudo de diversas áreas do conhecimento, especialmente, sob a ótica interdisciplinar de pesquisas aplicadas ao entendimento e à identificação dos riscos e das vulnerabilidades socioambientais associadas aos desastres hidrológicos. A ocorrência de eventos extremos de precipitação registrados nas cidades brasileiras tem despertado também a atenção dos gestores e agentes públicos, uma vez que as inundações dos rios urbanos vêm causando, a cada ano, sérios prejuízos à população e aos serviços localizados em áreas de risco. De modo geral, os desastres registrados nas grandes cidades – e até mesmo em cidades de médio e pequeno porte – estão associados ao uso e ocupação do solo e à gestão das águas pluviais urbanas. Motivado por essa problemática, este artigo tem por objetivo apresentar os resultados da pesquisa sobre os riscos socioambientais de inundação urbana em Francisco Beltrão, município localizado no estado do Paraná – região Sul do Brasil. O estudo encontrou suporte na metodologia do Sistema Ambiental Urbano (SAU), aplicada à identificação dos fatores socioambientais que intervêm no processo de construção dos riscos e das vulnerabilidades relacionados aos desastres hidrológicos. No campo do subsistema social, as perdas materiais relacionados à ocorrência das inundações urbanas em Francisco Beltrão alertam para a vulnerabilidade da população afetada e apontam a dimensão dos prejuízos econômicos e sociais. Enquanto, no campo do subsistema natural, o perigo de eventos hidrometeorológicos extremos – que podem originar enchentes dos rios – é eminente. Quando considera-se o sistema socioambiental urbano de Francisco Beltrão, a exposição da população ao perigo de inundação e a degradação ambiental dos rios urbanos chamam a atenção para a regulamentação do uso e da ocupação do solo nas áreas de risco.</p> Ariadne Farias Francisco Mendonça Copyright (c) 2021 Ariadne Farias, Francisco Mendonça https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 2022-06-02 2022-06-02 34 1 10.14393/SN-v34-2022-63717 Usos dos recursos hídricos subterrâneos na Circunscrição Hidrográfica do Entorno do Reservatório de Furnas https://seer.ufu.br/index.php/sociedadenatureza/article/view/63520 <p>Nas últimas décadas vem ocorrendo a intensificação do uso de recursos hídricos no atendimento à diversas demandas da sociedade e, neste viés, a água subterrânea vem sendo utilizada com maior frequência e volume, visto à menor influência de variações meteorológicas em sua disponibilidade. Por outro lado, a captação da água subterrânea é mais onerosa, quando comparada à água superficial, já que depende de levantamentos geológicos para sua utilização. No entorno do reservatório de Furnas, localizado no Sul do Estado de Minas Gerais, destacam-se demandas pelo uso dos recursos hídricos subterrâneos tais como irrigação, indústria, consumo humano dentre outros. Nesse sentido, o estudo almeja compreender a dinâmica espaço-temporal das outorgas subterrâneas deferidas na Circunscrição Hidrográfica do Entorno do reservatório de Furnas no período de 2001 a 2020, a fim de subsidiar ações de suporte à decisão aos órgãos gestores nas diversas esferas administrativas. Para tal, utilizou-se dados de outorgas subterrâneas do Instituto Mineiro de Gestão das Águas, onde foram processados por meio de planilhas eletrônicas e técnicas de estatística descritiva. Por outro lado, recorreu-se ao Sistema de Informação Geográfica para a obtenção de superfícies contínuas de densidade de outorgas deferidas, bem como de vazões consumidas. Resultados demonstram que 624 outorgas subterrâneas foram deferidas na área de estudo entre os anos de 2001 e 2020 e que, a partir do ano de 2013, ocorreu um incremento expressivo no quantitativo outorgado, sendo que os segmentos usuários que tiveram as maiores demandas foram o abastecimento público/consumo humano e a irrigação/consumo agroindustrial, respectivamente. Nessa conjuntura, é fundamental que o órgão gestor, bem como o Comitê de Bacia Hidrográfica do Entorno do Reservatório de Furnas, realizem o planejamento e o gerenciamento em relação aos recursos hídricos subterrâneos, a fim de evitar futuros cenários de conflitos pelos usos múltiplos das águas subterrâneas.</p> Franciny Oliveira Deus Marcelo Oliveira Latuf Copyright (c) 2021 Franciny Oliveira Deus, Marcelo Oliveira Latuf https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 2022-05-24 2022-05-24 34 1 10.14393/SN-v34-2022-63520 Sustentabilidade de Bacias Hidrográficas e Índices Compostos: Aplicação e Desafios https://seer.ufu.br/index.php/sociedadenatureza/article/view/63868 <p>A necessidade de uma gestão eficiente dos recursos hídricos ressalta a importância de estudos que tratam da sustentabilidade de bacia hidrográficas. Ao mesmo tempo, a complexidade do assunto justifica a escolha de indicadores sintéticos multidimensionais. O objetivo do artigo é discutir a avaliação da sustentabilidade de bacias hidrográficas por meio de índices compostos visando identificar pontos fortes e fracos desse instrumento estatístico. Trata-se de uma pesquisa exploratória, descritiva, aplicada e com abordagem quantitativa. Por meio de uma revisão da literatura dos índices de sustentabilidade e de sua aplicação em bacias hidrográficas, foi selecionado um índice da sustentabilidade de bacias hidrográficas (WSI). A escolha dos quinze indicadores que o compõem foi orientada por uma dupla abordagem que associa os critérios do modelo Pressão-Estado-Resposta (PER) às dimensões do modelo Hidrologia-Ambiente-Vida-Política (Hidrology-Environment-Life-Policy ou modelo HELP da Unesco). O WSI foi aplicado para avaliar o grau de sustentabilidade das bacias dos rios Piracicaba, Capivari e Jundiaí, em dois intervalos da década de 2010. A análise dos resultados permite observar uma leve redução do valor do índice, imputável às dimensões Hidrologia e Política que registraram um retrocesso na segunda metade da década em análise. O resultado não foi pior pelo notável avanço registrado na dimensão Vida. Esta compensação de variações é um exemplo de fraqueza do índice que implicitamente se baseia no conceito de sustentabilidade fraca. Por outro lado, a seleção de indicadores orientados pela dupla abordagem demonstra-se particularmente interessante e desafiadora na busca de associar os critérios PER às dimensões da sustentabilidade bem resumidas no modelo HELP.</p> Bruna Angela Branchi Copyright (c) 2021 Bruna Angela Branchi https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 2022-05-02 2022-05-02 34 1 10.14393/SN-v34-2022-63868 Dinâmica das Rodovias: O Papel do Tráfego nos Índices de Atropelamentos de Fauna https://seer.ufu.br/index.php/sociedadenatureza/article/view/63884 <p align="justify"><span style="font-family: Century Schoolbook, serif;"><span style="font-size: small;">O presente estudo buscou compreender os efeitos da velocidade e do tráfego de veículos na fauna atropelada em rodovias próximas a Unidades de Conservação (UC) do DF. Dados de atropelamentos em três segmentos rodoviários foram sobrepostos às informações sobre o volume de tráfego, registros de infrações e sinalização vertical. Os resultados evidenciam uma correlação positiva fraca entre atropelamentos e o volume de tráfego anual (ρ = 0,470; p &lt; 0,05). Não foram encontradas significâncias estatísticas nos índices de correlação entre atropelamentos e infrações de excesso de velocidade e não há evidências de que a inserção da sinalização vertical (SV) surtiu efeito sobre os registros de atropelamentos a 200m (V=387; p &gt; 0,3) ou a 500m (V=437.5; p &gt; 0,5) da SV. A análise dos dados evidencia uma possível seleção da fauna habituada ao ambiente rodoviário nas CAV e a consequente intensificação do efeito de borda, da fragmentação e do isolamento de espécies nas UC adjacentes. Propõe-se: novos estudos que avaliem a inserção de estruturas capazes de reconectar as áreas afetadas; a continuidade de projetos de monitoramento; e, a melhoria no acesso aos dados de infrações de trânsito.</span></span></p> Tatiana Rolim Soares Ribeiro Ruth Elias de Paula Laranja Camila Barreiros Barbieri Copyright (c) 2021 Tatiana Rolim Soares Ribeiro, Ruth Elias de Paula Laranja, Camila Barreiros Barbieri https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 2022-05-02 2022-05-02 34 1 10.14393/SN-v34-2022-63884 Arenização: dinâmica climática atual, erosiva-deposicional e de usos e cobertura da terra no Pampa brasileiro https://seer.ufu.br/index.php/sociedadenatureza/article/view/64606 <p>No Oeste do estado do Rio Grande do Sul, há manchas de areia (denominadas areais) inseridas na paisagem do Pampa brasileiro. Estes areais são associados a depósitos eólicos instáveis e/ou estáveis e representam a herança de climas mais secos do que o atual, fornecendo evidências paleoclimáticas importantes para a compreensão da evolução desta paisagem. Atualmente, os depósitos de areia, que têm sua gênese em climas secos, estão sujeitos, ao mesmo tempo, à ação eólica, nas estações secas, e às erosões superficial e subsuperficial, em estações chuvosas, o que remobiliza os sedimentos inconsolidados, dando início ao processo de arenização e à formação de areais. Propõe-se, neste estudo, identificar, classificar e mapear estas paleofeições eólicas (depósitos eólicos estáveis e areais), na sequência, busca-se compreender suas dinâmicas erosiva e deposicional e, por fim, avaliar os contextos da evolução e da pressão agrícola dos sistemas de pastoreio e das monoculturas na área de estudo, os quais caracterizam o Pampa. Pode-se afirmar que os depósitos eólicos estáveis exibem formas remodeladas pelas erosões pluvial e fluvial, apresentando, ainda, diferentes graus de preservação morfológica, em relação àquelas do passado recente, razão pela qual o relevo de colinas atuais pode ser associado aos campos de dunas longitudinais do Holoceno. Quanto à dinâmica agrícola, a conversão de uso destas colinas, sobretudo, de campo herbáceo, utilizado para o pastoreio, em áreas de monoculturas arbóreas e de grãos intensificou a pressão sobre os recursos hídricos, sobre a vegetação herbácea e sobre os solos (Neossolos Quartzarênicos), particularmente sensíveis às erosões hídrica e eólica.</p> Tania Cristina Gomes Roberto Verdum François Laurent Neemias Lopes Silva Copyright (c) 2021 Tania Cristina Gomes, Roberto Verdum, François Laurent, Neemias Lopes Silva https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 2022-03-31 2022-03-31 34 1 10.14393/SN-v34-2022-64606 Runoff, Identification of Sensitive Zones in the Capivari Watershed – BA https://seer.ufu.br/index.php/sociedadenatureza/article/view/63971 <p>The watershed is an active environment, defined as an area of land surface drained by a primary river and its tributaries, which are bounded by water dividers. Among the processes that affect water movement in a watershed, the surface runoff stands out, responsible for the transport of soil particles (nutrients and pollutants) to the lower parts of the landscape. The objective of this study was to demonstrate the influence of land use and cover on surface runoff dynamics in the Capivari Basin in Bahia, Brazil. To reach that objective, the Curve Number method (SCS-CN) was employed, with the ALOS/PALSAR RTC Digital Elevation Model; IBGE soil data; data from government weather stations and local agribusiness; land use and land cover from the LC08_L1TP_216069_20170619 landsat8 OLI sensor, through the classifier Bhattacharya. The processing was carried out on a GIS platform, using SPRING and QGIS software. Highest levels of precipitation, the soil features and the higher slope affected the greatest vulnerability to runoff at the mouth, based on the proposed model, however, the most conserved Permanent Preservation Area (PPA) have been effective in maintaining the Capivari River in these areas. The areas considered most critical in terms of the risk of water erosion for the year 2017 were those in the middle of Capivari, because they presented high precipitation in some months, but do not present PPA in riparian forest areas or in hill tops, this increases the vulnerability of these regions to erosion. The proposed model was successful in identifying areas most vulnerable to runoff in the Capivari Basin.</p> Geisa Nascimento Santana Luiz Artur dos Santos da Silva Rosangela Leal Santos Jesus Manuel Delgado-Mendez Claudia Bloisi Vaz Sampaio Copyright (c) 2021 Geisa Nascimento Santana, Luiz Artur dos Santos da Silva, Rosangela Leal Santos; Jesus Manuel Delgado-Mendez; Claudia Bloisi Vaz Sampaio https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 2022-03-31 2022-03-31 34 1 10.14393/SN-v34-2022-63971 Urban Sustainable Development Index: a geospatial approach to add Tree Cover to HDI in São Paulo City https://seer.ufu.br/index.php/sociedadenatureza/article/view/63819 <p>Human Development Index (HDI) has become an important tool to measure the basics aspects of human quality of living, being based on educational, economic and longevity dimensions. Over the years, criticism about the absence of an environmental dimension has emerged together with the need for knowledge about sustainable development at a local scale. For these reasons, this paper proposes a new approach for HDI, the Urban Sustainable Development Index (USDI), adding a Tree Cover indicator based on the most accepted criteria of 30% of tree cover to provide high quality of life and kept the balance between the other three dimensions of HDI. The normalized and weighted proposed index showed to be a promising alternative to complement existing sustainable indices impractical at local scale, mainly because they are based on carbon emission measurements. A Tree Cover indicator is more comprehensive, assessing greenhouse gases sequestration, heat islands attenuation, flora preservation, sustenance of fauna habitat, mitigation of extreme weather events and maintenance of water resources and soil stability. The case study in São Paulo city indicated that the transition from HDI to USDI resulted in a negative variation of almost 0.12, mostly in city central regions, and an increase up to 0.08 in peripherical regions - revealing how powerful can be geospatial analysis at a local scale, considering that USDI differs from the spatial distribution of HDI, valuing the importance of a sustainable urban index.</p> Tatiane Ferreira Olivatto José Augusto Di Lollo Copyright (c) 2021 Tatiane Ferreira Olivatto, José Augusto Di Lollo https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 2022-03-31 2022-03-31 34 1 10.14393/SN-v34-2022-63819 Percepção de agricultores familiares sobre os impactos socioambientais causados pelo Porto do Açu em São João da Barra-RJ https://seer.ufu.br/index.php/sociedadenatureza/article/view/63123 <p>A partir de 2007, um dos maiores empreendimentos portuários do estado do Rio de Janeiro, o Porto do Açu, foi implantado no 5<u><sup>0</sup></u> Distrito do município de São João da Barra. Para a construção de suas megaestruturas, extensas áreas de restinga foram suprimidas e um amplo processo de desapropriação de terras pertencentes a agricultores familiares foi conduzido pelo governo fluminense. O objetivo deste trabalho é verificar a percepção dos agricultores familiares que habitam o entorno do território para entender suas inter-relações com o meio ambiente onde o Porto do Açu foi instalado, antes e após a chegada deste empreendimento. A partir de uma amostra aleatória de agricultores, a coleta de dados foi realizada com um questionário semiestruturado que foi construído para identificar as interferências positivas e negativas do Porto do Açu no 5<u><sup>0</sup></u> Distrito e nos sistemas agrícolas familiares que existiam em seu interior. Duas localidades foram escolhidas para a composição da amostra: Água Preta e Mato Escuro. A aplicação dos questionários ocorreu entre Maio e Agosto de 2019 com um total de 105 agricultores (65 em Água Preta e 40 em Mato Escuro). Os resultados mostraram que os agricultores consideram que o Porto do Açu interferiu diretamente na sua sustentabilidade social, econômica e ambiental. Os principais impactos ambientais e econômicos elencados pelos agricultores foram: a salinização das águas utilizadas para irrigação de suas plantações e o processo de desapropriação de suas terras. Os resultados obtidos mostram que, além de afetar a dinâmica dos ecossistemas costeiros são-joanenses, dentre eles, restinga e lagoas, o modelo de desenvolvimento econômico adotado pelo Porto do Açu alterou a qualidade de vida destes agricultores e interferiu nas suas áreas agrícolas, afetando diretamente a sua reprodução social. </p> José Luiz Pontes da Silva Júnior Marcos Antonio Pedlowski Copyright (c) 2021 José Luiz Pontes da Silva Júnior, Marcos Antonio Pedlowski https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 2022-03-02 2022-03-02 34 1 10.14393/SN-v34-2022-63123 Compartimentação paisagística multiescalar da bacia hidrográfica do rio Uberabinha (Minas Gerais, Brasil) por meio da perspectiva geossistêmica https://seer.ufu.br/index.php/sociedadenatureza/article/view/63507 <p>O uso inadequado dos recursos naturais em contextos espacialmente diferenciados sob vários aspectos nas bacias hidrográficas conduz à degradação ambiental e aos problemas sociais. Nesse sentido, as ações de gestão são fundamentais e devem partir do princípio de que as unidades hidrográficas são internamente heterogêneas, complexas e multifacetadas, configurando-se como um conjunto de situações variadas. Este artigo relata resultados de pesquisa dedicada à aplicação de um procedimento metodológico de compartimentação paisagística multiescalar baseado na adaptação das contribuições de dois autores clássicos: Georges Bertrand e Jean Tricart. A bacia do rio Uberabinha, localizada no estado de Minas Gerais, adotada como área de estudo, foi caracterizada do ponto de vista fisiográfico e subdividida ordenadamente em dois geossistemas, quatro geocomplexos e oito geofácies. Unidades menores, denominadas geótopos, também foram identificadas enquanto exemplos. A partir dos mapas de componentes fisiográficos e de cobertura e uso da terra distribuídos em intervalos temporais situados entre 1985 e 2020 foi possível categorizar a vulnerabilidade dos terrenos quanto à perda de solos. Por fim, perfis geoecológicos foram elaborados para organização de uma síntese da realidade terrestre da bacia numa perspectiva vertical (geohorizontes). Diante do exposto, o trabalho contribuiu como uma análise da bacia do rio Uberabinha baseada na perspectiva geossistêmica, visto que sua exploração tem se mostrado ecologicamente predatória, assim como na maioria das bacias hidrográficas brasileiras.</p> Rafael Mendes Rosa Vanderlei de Oliveira Ferreira Copyright (c) 2021 Rafael Mendes Rosa, Vanderlei de Oliveira Ferreira https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 2022-02-16 2022-02-16 34 1 10.14393/SN-v34-2022-63507 Indicadores de Qualidade do Solo em Sistemas Agroecológicos no Cerrado Mineiro https://seer.ufu.br/index.php/sociedadenatureza/article/view/62940 <p>A qualidade do solo é a sua capacidade de funcionar dentro dos limites do ecossistema e do uso da terra para assegurar a produtividade biológica, preservar a qualidade ambiental e promover a saúde dos vegetais e dos animais. Assim, o objetivo deste trabalho foi selecionar indicadores de qualidade de solo sensíveis às diferentes práticas agrícolas adotadas em áreas de sistemas agroecológicos na região do Cerrado Mineiro. As amostras de solos foram coletadas na camada de 0 a 20 cm, no final do período de seca, em três diferentes propriedades agrícolas familiares que se dedicam ao cultivo agroecológico (CA) localizadas nos municípios de Romaria e Uberlândia, Minas Gerais, Brasil. Foram avaliadas 10 amostras de solo sendo cinco áreas com manejo agroecológico e cinco áreas de pasto como referência. Foram avaliados os atributos químicos, população da microbiota, carbono da biomassa microbiana (CBM), respiração basal (RBS) e atividade das enzimas beta-glucosidase, fosfatase e arilsulfatase. As variáveis respiração basal, beta-glucosidase, pH, colônias de bactérias e de actinobactérias foram sensíveis aos diferentes manejos de cultivo agroecológico (CA) e pasto, podendo assim ser utilizadas como indicadores de qualidade de solo. Os valores médios entre a razão de CA e pasto destes indicadores foram 1,69, 1,20, 3,57 e 2,44, respectivamente. As áreas de cultivo agroecológico apresentaram um solo de melhor qualidade e, possivelmente, maior atividade das suas funções básicas.</p> Ana Flávia Brandão Rocha Ana Carolina Silva Siquieroli Adriane de Andrade Silva Amanda Mendes De Lima Carneiro Bruno Nery Fernandes Vasconcelos Danielle Davi Rodrigues Gondim Copyright (c) 2021 Ana Flávia Brandão Rocha; Ana Carolina Silva Siquieroli, Adriane de Andrade Silva, Amanda Mendes De Lima Carneiro, Bruno Nery Fernandes Vasconcelos; Danielle Davi Rodrigues Gondim https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 2022-02-16 2022-02-16 34 1 10.14393/SN-v34-2022-62940 Classificação de fragilidade ambiental em bacia hidrográfica usando lógica Fuzzy e método AHP https://seer.ufu.br/index.php/sociedadenatureza/article/view/62872 <p>A avaliação da fragilidade ambiental em bacias hidrográficas é uma importante ferramenta para auxiliar gestores no planejamento e intervenções para produção sustentável e conservação ambiental. O objetivo deste trabalho foi utilizar a lógica Fuzzy e o método Analytic Hierarchy Process (AHP) para classificação de fragilidade ambiental. Como modelo de estudo foi utilizada a bacia hidrográfica do Arroio Marreco, Toledo, Paraná, Brasil. Para classificar as áreas foi utilizado um sistema de informação geográfico (SIG) e dados de um modelo digital de elevação (MDE), bem como dados de ocupação e tipo de solo. A análise constatou que 71,3% da área da bacia tem fragilidade média. Ao comparar com outras 2 formas de atribuição de peso aos elementos do mapa de declividade, as 3 apresentaram diferença estatística, mas todas indicaram que a bacia em estudo tem fragilidade ambiental média em sua maior parte. A utilização da lógica Fuzzy permitiu aplicar uma variação de pesos contínua conforme a variação das características ambientais, podendo representar de forma eficaz a realidade e, consequentemente, apresentar resultados mais confiáveis. Este método pode ser uma ferramenta útil no planejamento adequado das atividades antrópicas e práticas econômicas para evitar processos de degradação ambiental em uma bacia hidrográfica.</p> Karen Carrilho Silva Lira Humberto Rodrigues Francisco Aldi Feiden Copyright (c) 2021 Karen Carrilho Silva Lira, Dr. Humberto Rodrigues Francisco, Dr. Aldi Feiden https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 2022-02-07 2022-02-07 34 1 10.14393/SN-v34-2022-62872 Mapeamento de Áreas de Risco Associadas ao Carste em Área Urbana no Município de João Pessoa-PB https://seer.ufu.br/index.php/sociedadenatureza/article/view/63641 <p>No município de João Pessoa existem feições do relevo formadas por processos cársticos, denominadas depressões fechadas. A dinâmica natural do relevo cárstico é governada pelo processo de dissolução das rochas, principalmente dos carbonatos. As características geológicas identificadas e as condições relativas à evolução do relevo no referido município o colocam numa condição de área suscetível a ocorrência de processos cársticos, que, soma-se ao forte processo de urbanização observado na área. Assim, este artigo teve como objetivo identificar e caracterizar formas de relevo desenvolvidas por processos de carstificação, visando possibilitar a análise de riscos nestes ambientes, considerando, além da susceptibilidade natural, os aspectos relacionados às formas de usos e ocupação urbana. Para tanto, foram mapeadas feições de relevo cárstico, denominadas depressões fechadas. Foi elaborado mapa de suscetibilidade aos processos de carstificação por meio da técnica álgebra de mapas, considerando como fatores as condições estruturais, a litologia e a geomorfologia, assim como as condições de ocupação urbana. Por fim, os dados obtidos foram sobrepostos, tendo como produto final a classificação de áreas de risco associadas a processos cársticos. Foi verificado que a condição estrutural representa o fator preponderante para as condições de risco observadas no município de João Pessoa, estado da Paraíba, além dos impactos introduzidos no sistema cárstico em função das atividades antrópicas, que por vezes representam o gatilho para ocorrência de fenômenos como a abertura de crateras em área urbana.</p> Caio Lima Santos Osvaldo Girão Silva Saulo Roberto Oliveira Vital Copyright (c) 2021 Caio Lima Santos, Osvaldo Girão Silva, Saulo Roberto Oliveira Vital https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 2022-01-28 2022-01-28 34 1 10.14393/SN-v34-2022-63641 Hydrological response of hydrographic sub-basins in the Piracicaba River Basin - Southeast Region of Brazil https://seer.ufu.br/index.php/sociedadenatureza/article/view/63522 <p>The use of water for several human needs, associated with climate change, indicates how important it is to understand the response of watersheds, in order to provide adequate planning and management of water resources. This study was carried out in two pairs of hydrographic watersheds, in the Piracicaba River Basin, southeast of Brazil, analyzing water response, integrating in-situ collected precipitation and flow data, natural environmental attributes, and anthropic environmental data. To support the analysis, Surface Runoff Potential Charts (SRPC) were made. The evaluation of the physical characteristics of the sub- watersheds (SW(A) and SW(B)) shows that these areas present very low to low potential, indicating greater infiltration capacity. The use and coverage of the soil partially justifyies flow changes in pair 1, since SW(A) has a larger extent of agricultural areas that can use irrigation. SW(B), even with a greater variety of crops, has a smaller cultivated area and tends to demand less water. As for pair 2, the low runoff potential was mainly due to the predominance of flat relief in the sub-basins. Their soils present a higher fraction of silt and clay, with thicknesses &gt; 5m in SW(C) and varying from 0.5m, reaching depths above 5m in SW(D). The physical properties of these soils do not provide a low flow rate, but when associated with the low slope of the land, geological characteristics and low drainage density are configured in regions where the flow flows more slowly, contributing to the evaporation and infiltration process. The use and coverage of the soil also partially justifyies the flow oscillations, due to anthropic activities in SW(C) and SW(D), such as irrigation and spraying of citrus, fertirrigation of sugarcane, irrigation of seedling nurseries, directly interfering with the availability of surface water.</p> Ana Claudia Pereira Carvalho Reinaldo Lorandi José Augusto Di Lollo Eduardo Goulart Collares Luiz Eduardo Moschini Copyright (c) 2021 Ana Claudia Pereira Carvalho, Reinaldo Lorandi, José Augusto Di Lollo, Eduardo Goulart Collares, Luiz Eduardo Moschini https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 2022-01-03 2022-01-03 34 1 10.14393/SN-v34-2022-63522 Conflitos pela água no Brasil https://seer.ufu.br/index.php/sociedadenatureza/article/view/59410 <p>A gestão de recursos hídricos é a forma com o qual se busca resolver problemas de escassez relativa da água. Entretanto, a forma como os recursos hídricos estão sendo geridos no Brasil não tem mitigado ou resolvido os conflitos decorrentes; muito pelo contrário, as estruturas hierárquicas ligadas ao sistema de gestão de recursos hídricos têm fortalecido a atuação de grupos hegemônicos. Esse artigo busca entender os conflitos gerados a partir da apropriação dos recursos hídricos e sua relação com o modelo econômico mineral-agroexportador, consolidando o Brasil em uma situação desprivilegiada no contexto de subdesenvolvimento na divisão mundial do trabalho. Para isso, foram realizadas a descrição e a cartografia dos conflitos pela água no Brasil, disponibilizados pela Comissão Pastoral da Terra – CPT. A água tem sido alvo de enormes demandas para a produção de grãos e pecuária no Centro Oeste, fruticultura irrigada em vales úmidos no Nordeste semiárido, expansão do setor hidrelétrico na Região Norte do País e atividades de mineração na Bahia e Minas Gerais. Torna-se necessário promover a discussão em torno de alternativas a um modelo de crescimento que induz ao aumento da escassez hídrica e dos conflitos, e que em breve, pode resultar em graves consequências, tolhendo o direito à água limpa e a um custo acessível para parte significativa dos brasileiros.</p> Filipe da Silva Peixoto Jamilson Azevedo Soares Victor Sales Ribeiro Copyright (c) 2021 Filipe da Silva Peixoto, Jamilson Azevedo Soares, Victor Sales Ribeiro https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 2021-12-23 2021-12-23 34 1 10.14393/SN-v34-2022-59410 Unidades de Conservação e sua efetividade na proteção dos recursos hídricos na Bacia do Rio Araguaia https://seer.ufu.br/index.php/sociedadenatureza/article/view/60335 <p>A bacia hidrográfica do rio Araguaia corresponde a 4,53% do território brasileiro e é alvo de intenso processo de ocupação e de impactos ambientais que comprometem a sua integridade socioambiental. Dentre as diversas estratégias de conservação e preservação ambiental instituídas pelas políticas ambientais brasileiras, as unidades de conservação podem auxiliar nas estratégias de gestão territorial e ambiental das bacias hidrográficas para a preservação dos recursos naturais do país. O objetivo deste artigo é justamente compreender o contexto de criação, quantidade, distribuição e a efetividade das unidades de conservação dentro da bacia hidrográfica do rio Araguaia. Foi possível identificar 49 unidades de conservação na bacia, o que representa apenas 9,42% do seu território, as quais foram organizadas por Categoria de UCs (Proteção Integral ou Uso Sustentável), Área (ha), Decreto/Lei de criação, presença ou não de Conselho Gestor e Plano de Manejo, Municípios que compreendem a unidades de conservação e a Instância Responsável de administração e gestão (Federal, Estadual e Municipal). Constatou-se, portanto, que as UCs não estão distribuídas de forma uniforme na área da bacia, sendo que não há proteção – em qualquer categoria de unidade de conservação – de nenhuma das nascentes dos principais afluentes do rio Araguaia. Em vista disso, a efetividade das áreas encontra-se comprometida pela ausência de instrumentos de gestão e recorrência histórica de desmatamentos e de incêndios.</p> Pâmela Camila Assis Karla Maria Silva Faria Maximiliano Bayer Copyright (c) 2021 Pâmela Camila Assis, Karla Maria Silva Faria, Maximiliano Bayer https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 2021-12-20 2021-12-20 34 1 10.14393/SN-v34-2022-60335 Drivers of vulnerability to climate change in the southernmost region of Bahia (Brazil) https://seer.ufu.br/index.php/sociedadenatureza/article/view/62222 <p>The region that comprises the Atlantic Forest is one of the most degraded areas of the planet, being especially vulnerable in climate change scenarios, which project a mean temperature increase between 2ºC and 3ºC by 2070 for the Brazilian Northeast region. This article aims to analyze the main drivers of socio-environmental vulnerability in the Atlantic Forest region that comprises the southernmost identity territory of Bahia (Brazil) and their potential consequences for coping with climate change. To this end, historical data on land use and occupation was spatialized and evaluated, along with socioeconomic indicators and legal environmental adequacy in the municipalities that make up this territory. The results indicate four structural drivers that generate regional vulnerabilities: the persistence of deforestation; the continuous expansion of monoculture areas; the maintenance of low levels of well-being of the population; as well as a picture of legal environmental liabilities. Based on the analysis of these data, strategies are proposed to increase the adaptive capacity to climate change in this region, especially considering the role of municipalities as a central actor in the implementation of adaptation actions by incorporating into their existing planning instruments indicators and strategies that address the multiple current challenges, especially when the federal government seems to be neglecting climate change.</p> Frederico Monteiro Neves Guineverre Alvarez Fábio Fernandes Corrêa João Batista Lopes Silva Copyright (c) 2021 Frederico Monteiro Neves, Guineverre Alvarez, Fábio Fernandes Corrêa, João Batista Lopes Silva https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 2021-12-20 2021-12-20 34 1 10.14393/SN-v34-2022-62222 Dinâmica dos Territórios Camponeses em Alagoas: a articulação de famílias assentadas para ampliar a Agroecologia em áreas de reforma agrária https://seer.ufu.br/index.php/sociedadenatureza/article/view/62057 <p>Este artigo analisa o processo de ampliação da Agroecologia em territórios de reforma agrária e as nuances do acesso à terra por famílias camponesas nos assentamentos rurais. Os assentamentos de reforma agrária são constituídos a partir da organização de famílias camponesas, numa busca histórica pelo acesso à terra e pela regularização legal de seus territórios. Essa alteração no regime de uso e posse da terra tem significado o aumento na quantidade e na diversidade de alimentos produzidos nesses agroecossistemas, sobretudo quando há experiências consubstanciadas na Agroecologia, que é considerada uma ciência no campo da complexidade, utilizada como referência pelos movimentos camponeses para orientar a produção de alimentos saudáveis, locais, e com atenção às culturas camponesas e tradicionais. O estudo envolveu dois assentamentos do Estado de Alagoas, Flor do Bosque e Dom Helder Câmara, localizados nos municípios de Messias e de Murici, respectivamente. Os dados analisados foram obtidos do diagnóstico realizado pelo sistema Radis e de registros do diário de campo. Os resultados indicaram que as famílias inseridas na produção de base agroecológica e orgânica são responsáveis por um incremento na diversidade produtiva de 48% no Flor do Bosque e 39% no Dom Helder Câmara, com alimentos produzidos exclusivamente por elas. Identificou-se em ambos os assentamentos a presença de famílias que ainda não detêm a posse legal da terra, mas que produzem de forma agroecológica e orgânica. Tal fato adquire grande relevância, uma vez que isso implica diretamente os desdobramentos da territorialização do campesinato nesses assentamentos.</p> José Ubiratan Rezende Santana Ana Maria Dubeux Gervais Jorge Luiz Schirmer Mattos Copyright (c) 2021 José Ubiratan Rezende Santana, Ana Maria Dubeux Gervais, Jorge Luiz Schirmer Mattos https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 2021-12-20 2021-12-20 34 1 10.14393/SN-v34-2022-62057 From fishing villages to international tourist destinations: where are the citizens? The cases of Cabo Frio, Rio de Janeiro and Porto Seguro, Bahia - Brazil https://seer.ufu.br/index.php/sociedadenatureza/article/view/62140 <p>The present article examines the relationship between tourism, production of space and the role of residents at two hotspot tourist destinations in Brazil: Cabo Frio, located in the State of Rio de Janeiro and Porto Seguro, in the State of Bahia. The development of the tourist industry in the localities under study occurred at different points in time. In the first, the urbanization process was associated with the acquisition of second homes in the 1950s, while the second, located in the Northeast region of the country, this process emerged in conjunction with the mass tourism industry only in the late 1980s. We hope this research will enhance understanding of the process of urbanization and the configuration of tourism space and the conflicts arising from this in developing countries, notably Latin America. Our methodology employed theories based on those developed by Chesnais (<a href="#CHESNAIS1996">1996</a>, <a href="#CHESNAIS2005">2005</a>, <a href="#CHESNAIS2016">2016</a>), Harvey (<a href="#HARVEY2005">2005</a>, <a href="#HARVEY2008">2008</a>, <a href="#HARVEY2011">2011</a>, <a href="#HARVEY2014">2014</a>), Santos (<a href="#SANTOS2006">2006</a>) and others to explain the production of space in a way that goes beyond the use of historical data and socioeconomic analysis. The initial conclusion was that, despite the differences in the process (mass tourism vs. second homes, development in space and over time and geographical position), the two geographical locations selected presented the same findings: unequal production of space and the exclusion of local populations. The tourism activity investigated in these two case studies thus appears to replicate the current stage of development in Brazil, characterized by inequality and exclusion and reflected in the landscapes of the country’s tourist destinations.</p> Cristina Pereira Araujo Luciano Abreu Copyright (c) 2021 Cristina Pereira Araujo, Luciano Abreu https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 2021-12-16 2021-12-16 34 1 10.14393/SN-v34-2022-62140