Resumo
Este ensaio apresenta a articulação estabelecida entre duas pesquisas: a de artista e professora de gravura e as de mestrado e de doutorado. A primeira é dedicada às provas de estado, às leituras dos acasos e dos sentidos, do que foi subtraído e ou acrescido (do que se perde e do que se ganha) à imagem impressa mediada pela matriz que a conduziu. A segunda, de maneira análoga, toma o livro impresso como uma matriz que reproduz a escrita e que, mediada por ele, poderá estar também subtraída e ou acrescida de algo. A hipótese de João Guimarães Rosa de que “o livro pode valer pelo muito que nele não deveu caber”, presente no final do prefácio Aletria e Hermenêutica, do livro Tutaméia: terceiras estórias, perpassa ambas as pesquisas indo se encontrar na Biblioteca Para-Luz, obra que, com seus livros vazios, desamarrados e empilhados, abriga e desabriga as imagens do vazio do mundo no mundo do livro.