MODELAGEM AMOSTRAL PARA O MONITORAMENTO DE COMPONENTES OPTICAMENTE ATIVOS NO RIO TIBAGI/PR, UTILIZANDO IMAGENS LANDSAT 8/OLI

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Paulo Henrique Maques de Castro
Adriana Castreghini de Freitas Pereira
Mirian Vizintim Fernandes Barros

Resumo

Tem-se observado alterações na hidrodinâmica do rio Tibagi/PR decorrentes da construção de reservatórios na bacia hidrográï¬ca, associadas ao expressivo crescimento populacional da região nas últimas décadas, o que motivou a proposta da presente pesquisa, que é a de gerar um modelo amostral para o monitoramento da qualidade da água em ambientes lóticos e semilênticos no rio Tibagi, utilizando imagens multiespectrais do satélite Landsat 8/OLI. Pesquisas limnológicas tradicionais tendem a levantar pontos amostrais, muitas vezes, insuï¬cientes para análises mais robustas de correlações entre os parâmetros de qualidade da água. Nesse sentido, são apresentados dois esquemas de delineamento amostral para a deï¬nição dos pontos de coleta "in situ", pautados na técnica de amostragem sistemática alinhada com posterior estratiï¬cação. Tal estratiï¬cação foi realizada a partir de uma análise temporal das imagens multiespectrais disponíveis para a área de estudo, no sentido de caracterizar o comportamento espectral da água da represa estudada, considerando dois períodos representativos de sua dinâmica: seca e cheia, baseado em Pereira, (2015) e Pereira et al., (2010). Para o delineamento amostral do ambiente aquático semilêntico é indicada a aplicação de Faixas Concêntricas, e para o ambiente aquático lótico, Margens Paralelas; ambos pautados em buffers com equidistâncias previamente estabelecidas. Ao ï¬nal os pontos foram realocados conforme a resposta espectral do corpo d´água, realizado a partir da análise temporal. O modelo amostral pretende contribuir para o atual monitoramento da qualidade da água das áreas de estudo, frente às recentes interferências dos impactos negativos pós a construção e operacionalização da Usina Hidrelétrica de Mauá localizada no rio Tibagi, entre os municípios de Ortigueira e Telêmaco Borba, no Estado do Paraná, apresentando-se como uma alternativa metodológica para o monitoramento das águas desse ambiente, com redução de custos e otimização de tempo. O delineamento amostral gerado para o ambiente aquático semilêntico apresentou vinte e quatro pontos, e para o ambiente aquático lótico, vinte pontos. Os dados limnológicos foram coletados "in situ" para cada ponto deï¬nido pelos dois esquemas amostrais usando receptores GPS, garantindo a ï¬delidade e posicionamento dos dados medidos e coletados.

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Como Citar
CASTRO, P. H. M. de; CASTREGHINI DE FREITAS PEREIRA, A.; VIZINTIM FERNANDES BARROS, M. MODELAGEM AMOSTRAL PARA O MONITORAMENTO DE COMPONENTES OPTICAMENTE ATIVOS NO RIO TIBAGI/PR, UTILIZANDO IMAGENS LANDSAT 8/OLI. Revista Brasileira de Cartografia, [S. l.], v. 69, n. 7, 2018. DOI: 10.14393/rbcv69n7-43985. Disponível em: https://seer.ufu.br/index.php/revistabrasileiracartografia/article/view/43985. Acesso em: 29 nov. 2022.
Seção
Artigos
Biografia do Autor

Paulo Henrique Maques de Castro, Universidade Estadual de Londrina Universidade Estadual do Norte do Paraná

Professor Me. da Universidade Estadual do Norte do Paraná. Doutorando em Geografia da Universidade Estadual de Londrina

Adriana Castreghini de Freitas Pereira, Universidade Estadual de Londrina

Prof. Drª do Departamento de Geociências da Universidade Estadual de Londrina

Mirian Vizintim Fernandes Barros, Universidade Estadual de Londrina

Prof. Drª do Departamento de Geociências da Universidade Estadual de Londrina