A literatura como leitura de mundo
gênero e desigualdades no projeto “Mulheres que versam resistência” — literatura e poesia nas escolas
DOI:
https://doi.org/10.14393/REP-2026-82059Palavras-chave:
Formação literária, Leitura de mundo, Desigualdades sociais, Desigualdades de gênero, Educação popularResumo
Este relato traz uma experiência de educação popular por meio do projeto “Mulheres que versam resistência: literatura e poesia nas escolas”. A iniciativa surgiu do clube literário “Mulheres que correm com livros” e teve como público-alvo estudantes do 8º ano de uma escola municipal de Santa Rita, na Paraíba. O objetivo foi promover uma formação crítica por meio da literatura escrita por mulheres, abordando desigualdades de gênero, raça e classe sob a perspectiva de sujeitos à margem. A literatura foi abordada como ferramenta para a leitura de mundo, conectando linguagem e realidade social. A metodologia consistiu em oficinas temáticas que apresentaram autoras como Conceição Evaristo e Carolina Maria de Jesus, cujas obras instigaram debates sobre justiça social e vivências interseccionais. Os estudantes participaram ativamente de exercícios de escrita criativa, culminando na produção de poesias individuais e coletivas. Assim, o Dia Nacional da Poesia foi marcado pela exposição “Mulheres que versam resistência”, na qual os discentes expuseram suas vozes nos muros da escola utilizando a técnica urbana do “lambe-lambe”. Os resultados demonstraram o fortalecimento da consciência crítica, o incentivo à leitura literária e sua descolonização, reafirmando a literatura como um potente lugar de resistência e transformação social.
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